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Com mais de 15 mil posições-palete, expedição superior a 128 mil toneladas por ano e uma torre de controle em tempo real, a Nestlé coloca de pé em PE um megacentro logístico de R$ 86 milhões que integra a Purina, realiza cerca de 10 mil entregas anuais e corta em até 96 horas o tempo de atendimento no Nordeste
Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 27/07/2026 às 00:09
Atualizado em 27/07/2026 às 00:39
Curiosidades
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Investimento milionário, armazenagem em larga escala e tecnologia de controle transformam uma operação em Pernambuco em peça central do abastecimento regional. A estrutura conecta diferentes marcas, reduz prazos e revela a dimensão pouco visível da logística necessária para manter produtos presentes em milhares de pontos de venda.
A Nestlé opera em Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco, um dos maiores centros de distribuição da companhia no Brasil, estrutura que recebeu investimento aproximado de R$ 86 milhões e foi planejada para ampliar o abastecimento dos nove estados do Nordeste.
Reunindo mais de 15 mil posições-palete, o complexo tem capacidade para expedir acima de 128 mil toneladas de produtos por ano e, segundo a Nestlé Brasil, realiza cerca de 10 mil entregas anuais para diferentes redes e distribuidores regionais.
Além da escala física, a operação pode reduzir em até 96 horas o tempo de atendimento aos clientes, resultado associado à concentração de estoques, à integração das marcas da companhia e à proximidade com os principais mercados consumidores nordestinos.
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Centro de distribuição da Nestlé atende o mercado B2B
Voltado exclusivamente ao canal entre empresas, conhecido como B2B, o centro não atende consumidores finais nem funciona como base para as lojas virtuais da Nestlé, pois sua atividade é direcionada ao abastecimento de atacadistas, supermercados, distribuidores e redes regionais.
Na prática, o empreendimento recebe, armazena, separa e despacha grandes volumes de mercadorias, organizando pedidos de diferentes perfis antes que os produtos sigam para os parceiros comerciais responsáveis pela reposição das prateleiras em cidades de todo o Nordeste.
Mais de 15 mil posições-palete ampliam a armazenagem
A capacidade de armazenagem aparece como um dos principais indicadores da dimensão do projeto, já que as mais de 15 mil posições-palete permitem distribuir o estoque em grande escala e preparar cargas específicas para clientes com tamanhos, rotas e demandas distintas.
Somada a essa estrutura, a expedição superior a 128 mil toneladas anuais exige coordenação permanente entre estoque, preparação de pedidos, carregamento, transporte e entrega, etapas que precisam funcionar de maneira sincronizada para evitar atrasos e falhas na distribuição regional.
Operação integra produtos da Nestlé e da Purina
Entre os aspectos centrais do projeto está a integração da Purina à mesma malha logística utilizada pelas demais marcas da Nestlé, reunindo em uma única operação alimentos para animais de estimação, chocolates, cafés, leites, achocolatados e produtos culinários.
Essa configuração amplia a cobertura comercial da Purina no Nordeste e conecta a marca a uma base preparada para alcançar todos os estados da região, enquanto a Nestlé associa a união das operações a ganhos de eficiência e maior velocidade nas entregas.
Cabo de Santo Agostinho ocupa posição estratégica
Escolhida pela infraestrutura logística consolidada, pela disponibilidade de mão de obra e pelo acesso aos principais estados nordestinos, Cabo de Santo Agostinho funciona como ponto estratégico para organizar cargas e encaminhá-las conforme os pedidos recebidos pela companhia.
Antes da reorganização, determinados atendimentos podiam ultrapassar sete dias, de acordo com a Nestlé, enquanto a nova configuração reduziu em até quatro dias o intervalo necessário em algumas rotas e passou a trabalhar com prazo médio próximo de 96 horas.
Embora distâncias e características de cada trajeto continuem influenciando o transporte, a presença de um estoque regional diminui a necessidade de atender o Nordeste a partir de unidades mais afastadas e encurta o percurso entre a armazenagem e os pontos de venda.
Agendamento digital organiza cargas e transportadoras
Por dentro do complexo, o agendamento totalmente digital e integrado às transportadoras organiza a chegada dos veículos, distribui os horários de carga e descarga e coordena o uso das áreas operacionais desde a entrada dos caminhões até a liberação das mercadorias.
Também digitalizada, a gestão de documentos reduziu a quase zero o uso de papel nesses processos, enquanto informações sobre as cargas circulam eletronicamente e a separação dos pedidos ocorre por ondas otimizadas, método que ordena grupos de solicitações dentro do armazém.
Torre de controle monitora a produtividade
Assista o vídeo
No acompanhamento diário, uma torre de controle monitora indicadores de produtividade em tempo real e permite verificar o desempenho das etapas internas, desde a preparação dos pedidos até a saída das cargas destinadas a atacadistas, supermercados e distribuidores do Nordeste.
Por se tratar de uma operação B2B, as cerca de 10 mil entregas anuais não representam pacotes individuais enviados a consumidores, mas carregamentos comerciais que podem reunir grandes quantidades de produtos para abastecer redes varejistas de diferentes portes.
Centro logístico gera empregos em Pernambuco
Além de ampliar a capacidade logística da companhia, a implantação gerou mais de 110 empregos diretos e indiretos, envolvendo funções relacionadas ao armazém, à movimentação de cargas, ao transporte e aos serviços necessários para manter o complexo em funcionamento.
Na frente ambiental, a Nestlé informou que trabalha com parceiros logísticos em iniciativas que utilizam veículos movidos a biocombustível para reduzir emissões de dióxido de carbono, enquanto o projeto Mulheres em Movimento capacita motoristas e operadoras de empilhadeira.
Nordeste representa mercado relevante para a Nestlé
Responsáveis por mais de 10% do faturamento da Nestlé no Brasil, os nove estados nordestinos representam um mercado relevante para categorias como chocolates, cafés, leites, achocolatados e produtos culinários, o que aumenta a importância de uma distribuição regional eficiente.
Para manter esses itens disponíveis nas lojas, a cadeia precisa responder às demandas de redes com diferentes tamanhos e áreas de atuação, enquanto a centralização do estoque em Pernambuco aproxima os produtos dos clientes empresariais e amplia a capacidade de reposição.
Rede nacional sustenta a distribuição regional
Integrado a uma rede nacional formada por 12 centros de distribuição, 18 unidades industriais e mais de 70 brokers, o complexo de Cabo de Santo Agostinho ocupa posição estratégica no atendimento ao varejo nordestino e na circulação de produtos entre nove estados.
Por trás de mercadorias encontradas diariamente nos supermercados, existe uma operação que coordena milhares de posições-palete, documentos digitais, transportadoras e volumes superiores a 128 mil toneladas por ano; qual desses números melhor revela a dimensão do caminho até a prateleira?
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

