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Condores-andinos quase não batem as asas durante viagens gigantescas e podem economizar até 41% de energia ao voar devagar, observar o grupo e aproveitar correntes de ar nos Andes
Escrito por Viviane Alves
Publicado em 28/07/2026 às 16:26
Atualizado em 28/07/2026 às 16:27
Curiosidades
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Estudo com simulações virtuais mostra como uma das maiores aves do mundo utiliza altitude, voo planado e informações coletivas para reduzir o esforço durante longos deslocamentos.
Uma estratégia surpreendente permite que os condores-andinos atravessem grandes distâncias sem gastar energia excessiva durante o voo.
Essas aves combinam correntes de ar, movimentos planados e informações compartilhadas pelo grupo para encontrar rotas mais eficientes.
Simulações desenvolvidas por pesquisadores da Universidade de Konstanz indicaram que o comportamento coletivo pode gerar economia energética de até 41%.
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O resultado apareceu em um estudo publicado em julho de 2026 no periódico científico Journal of the Royal Society Interface.
A pesquisa foi elaborada por Eleonora Gatti, Andreagiovanni Reina e Hannah Williams.
Ave gigante precisa evitar movimentos desnecessários
O condor-andino, conhecido cientificamente como Vultur gryphus, está entre as maiores aves voadoras do planeta.
Sua envergadura pode alcançar aproximadamente 3,5 metros entre as pontas das asas.
Um animal desse tamanho precisa controlar cuidadosamente cada movimento durante viagens prolongadas.
Bater as asas continuamente exigiria um gasto energético muito elevado.
A evolução, portanto, favoreceu comportamentos capazes de reduzir o esforço necessário para encontrar alimentos, água, abrigo, parceiros e áreas seguras.
Correntes de ar mantêm o condor no céu
Os condores alternam duas estratégias principais durante voos de longa distância.
O voo ascendente permite que a ave ganhe altitude ao aproveitar correntes de ar que sobem.
O voo planado ocorre quando o condor avança enquanto perde altitude lentamente, sem movimentar as asas de maneira constante.
Essa combinação mantém a ave no céu durante longos períodos.
O consumo energético diminui porque planar exige menos esforço do que bater as asas repetidamente.
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Viviane Alves
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Estratégias usadas durante o deslocamento
- Aproveitamento de correntes ascendentes;
- Ganho de altitude sem esforço contínuo;
- Deslocamento planado por longas distâncias;
- Observação do comportamento de outros condores;
- Escolha de trajetórias mais lentas e cautelosas.
Modelo virtual reproduziu o voo nos Andes
Os pesquisadores criaram um sistema computacional baseado em agentes virtuais.
Cada agente representava um condor simulado e seguia regras aeronáuticas e comportamentais previamente definidas.
O modelo também considerava altitude, velocidade, cautela e irregularidades presentes na paisagem.
As trajetórias foram representadas em três dimensões, com sequências de subida e voo planado.
Diferentes níveis de interação social também foram analisados.
O objetivo era identificar quais combinações apresentavam o menor consumo de energia.
Movimento coletivo ajuda a encontrar melhores rotas
Ambientes montanhosos apresentam correntes de ar instáveis e difíceis de localizar.
Uma ave solitária precisa explorar o terreno sem ajuda para encontrar os pontos mais favoráveis.
Um grupo, por outro lado, consegue distribuir essa procura entre vários indivíduos.
O movimento de um condor pode revelar aos demais a presença de uma corrente ascendente.
Essa informação reduz o tempo gasto na exploração e diminui o risco de escolher uma trajetória desfavorável.
A localização das melhores rotas também pode ser alternada entre os integrantes do bando.
Economia de energia chegou a 41%
Os melhores resultados surgiram entre agentes virtuais que combinavam cautela, altitude elevada e uso frequente de informações sociais.
A economia energética alcançou até 41% em comparação com deslocamentos realizados sem interação entre as aves.
O voo individual ainda apresentou bons resultados em determinadas paisagens irregulares e dinâmicas.
A vantagem do grupo ficou mais evidente durante movimentos lentos e cuidadosos.
Essa estratégia permite que os condores preservem energia enquanto atravessam extensas áreas montanhosas.
Descoberta pode inspirar drones autônomos
O estudo ajuda a explicar como os condores-andinos permanecem no ar durante longas viagens pelos Andes.
Os resultados também podem contribuir para o desenvolvimento de tecnologias inspiradas no comportamento animal.
Drones e equipamentos autônomos precisam tomar decisões rápidas em ambientes variáveis.
O compartilhamento de informações entre diferentes máquinas pode reduzir o consumo energético e melhorar a escolha das rotas.
Sistemas futuros poderão utilizar estratégias semelhantes para ampliar a autonomia durante operações prolongadas.
O comportamento dos condores mostra que observar o grupo pode ser tão importante quanto aproveitar o vento.
Você imaginava que os condores-andinos poderiam usar outras aves como referência para economizar energia durante o voo? Deixe sua opinião!
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Viviane Alves.

