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Duas torres em Milão viram uma floresta no céu com quase mil árvores, 20 mil plantas e jardins espalhados pelos andares em cenário que parece filme
Escrito por Romário Pereira de Carvalho
Publicado em 31/07/2026 às 09:42
Curiosidades
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Com varandas reforçadas, irrigação automatizada e vegetação distribuída pelas fachadas, o Bosco Verticale transforma duas torres residenciais de Milão em abrigo para moradores, aves, insetos e milhares de plantas em pleno centro da cidade italiana
O Bosco Verticale reuniu cerca de 800 árvores e mais de 20 mil arbustos em duas torres residenciais de Milão, na Itália. Distribuída pelas varandas, a vegetação ajuda a reduzir calor, poeira e ruídos, além de criar abrigo para aves e insetos em uma área cercada por concreto.
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Bosco Verticale cria uma barreira verde nas fachadas
A principal característica do empreendimento está na vegetação instalada nas sacadas dos apartamentos. Em vez de uma fachada convencional, as duas torres receberam árvores, arbustos e outras plantas distribuídas por diferentes alturas.
As folhas funcionam como uma barreira entre os apartamentos e o ambiente urbano. Elas ajudam a reter parte da poeira fina presente no ar e reduzem o contato direto das paredes e janelas com a incidência solar.
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Essa cobertura também interfere na temperatura do concreto. Ao criar áreas sombreadas nas fachadas, a vegetação diminui o aquecimento das superfícies e contribui para tornar o ambiente interno menos abafado durante os períodos mais quentes.
Outro efeito está na redução dos ruídos externos. As copas, folhas e galhos formam uma camada vegetal diante das janelas, atenuando parte dos sons produzidos pelo trânsito e pelas atividades da região central de Milão.
Varandas reforçadas sustentam árvores nos andares altos
A instalação de árvores em edifícios elevados exigiu uma estrutura capaz de suportar vasos, terra, raízes, água e o crescimento das espécies. Para isso, foram construídas varandas de concreto armado com mais de dois metros de projeção.
As floreiras receberam bases reforçadas, planejadas para distribuir o peso sem comprometer a estrutura principal.
As espécies também foram posicionadas conforme o tamanho, o desenvolvimento esperado e a resistência oferecida por cada ponto das torres.
As árvores mais pesadas foram colocadas em áreas consideradas mais adequadas para receber cargas maiores. Já as plantas menores ocuparam outros trechos das fachadas, formando diferentes camadas de vegetação ao redor dos apartamentos.
Antes da implantação nos pontos mais elevados, os materiais e as soluções adotadas passaram por avaliações relacionadas à ação do vento.
Esse cuidado foi necessário porque as copas ficam expostas a rajadas mais fortes nos andares superiores.
Bosco Verticale possui proteção contra ventos e tempestades
A distribuição irregular das sacadas ajuda a interromper a passagem direta do vento pelas fachadas. Em vez de atingir uniformemente as janelas, as rajadas encontram diferentes volumes de concreto e vegetação ao longo das torres.
Os troncos também foram presos a estruturas de aço conectadas às lajes. Essa fixação reduz o risco de movimentações excessivas e ajuda a manter as árvores seguras durante períodos de ventania ou tempestade.
A escolha das espécies levou em consideração as mudanças provocadas pelas estações. A vegetação altera volume, aparência e quantidade de folhas ao longo do ano, exigindo planejamento para diferentes condições climáticas.
Além da função visual, as plantas atuam como uma camada de proteção diante das fachadas. O conjunto desacelera a circulação do ar próximo às janelas e reduz a exposição direta dos apartamentos ao calor acumulado no asfalto.
Vegetação cria abrigo para aves e insetos
O projeto também levou biodiversidade para uma região densamente urbanizada. Os mais de 20 mil arbustos, somados às centenas de árvores, oferecem locais para pouso, alimentação e formação de ninhos.
A presença de aves e insetos auxilia processos naturais dentro da própria vegetação. Joaninhas e outros organismos benéficos contribuem para o controle de pragas, enquanto insetos polinizadores participam da renovação das flores.
Com isso, as sacadas passaram a funcionar como pequenos ambientes verdes conectados verticalmente. O resultado é uma área de abrigo em diferentes alturas, afastada do movimento intenso registrado no nível das ruas.
Irrigação reaproveita água do próprio edifício
A manutenção da vegetação depende de um sistema automatizado de irrigação. A solução utiliza águas cinzas provenientes de pias e banheiros, que passam por tratamento antes de serem distribuídas às floreiras das duas torres.
Sensores instalados no solo acompanham a necessidade de água em diferentes pontos. O sistema libera a quantidade necessária para as raízes, evitando tanto a falta de umidade quanto o encharcamento das plantas.
A conservação também envolve equipes especializadas. Jardineiros escaladores realizam inspeções periódicas, retiram galhos secos, fazem podas e verificam as condições dos tubos, vasos e mecanismos responsáveis pela irrigação.
O Bosco Verticale pode ser observado a partir do parque e das áreas públicas próximas às torres. A caminhada pelo entorno permite visualizar como árvores de diferentes tamanhos foram incorporadas às varandas e distribuídas pelas fachadas residenciais.
Esta matéria foi elaborada com base nas informações presentes no material-base fornecido, com dados, números e descrições preservados conforme o conteúdo consultado.
Fonte
https://midiamax.com.br/t
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

