O corpo do aiatolá Ali Khamenei deve ser enterrado nesta quinta-feira (9/7) em Mashhad, sua cidade natal. Foram seis dias de velório, incluindo cortejos fúnebres que reuniram milhares de iranianos para se despedir do líder supremo do país. Em meio ao velório, os Estados Unidos voltaram a atacar o Irã e declararam que o acordo que poderia dar fim à guerra não é mais válido.
O enterro foi atrasado em oito horas. Na madrugada desta quinta, o corpo dele deixou o Aeroporto de Najaf, no Iraque, em direção a Mashhad. O cortejo fúnebre no Iraque reuniu aproximadamente 3,8 milhões de pessoas, segundo a imprensa do país, e foi a última etapa antes de seguir para o local do sepultamento.
🎥 The aircraft carrying the coffin of the martyred Leader of the Islamic Revolution has departed Najaf Airport and is now en route to the holy city of Mashhad. #Iran #Iraq #Mashhad pic.twitter.com/kDE7h6zTDe
— Government of the Islamic Republic of Iran (@Iran_GOV) July 9, 2026
🎥 A distinctive view of the ceremonial circling of the coffin of the martyred Leader of the Islamic Revolution around the sacred shrine of Al-Abba in Karbala. #Iran #Iraq #Karbala pic.twitter.com/Y4zcSe69vY
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O governo estima que 15 milhões de pessoas vão participar do enterro do líder. Ainda há a expectativa se o filho do aiatolá, o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, vai comparecer à despedida. Ele não é visto em público desde o início da ofensiva dos Estados Unidos.
Morte de Ali Khamenei
Ali Khamenei foi morto pelos Estados Unidos em 28 de fevereiro, primeiro dia de guerra, ao lado de uma filha, um genro, uma nora e uma neta de 14 meses. O funeral só está ocorrendo agora devido ao memorando de entendimento com os Estados Unidos, que permitiu um cessar-fogo temporário.
No entanto, na quarta-feira (7/7), os norte-americanos voltaram a atacar alvos iranianos. Segundo o Comando Central dos EUA (Centcom), os ataques foram uma resposta direta às supostas investidas iranianas contra três embarcações comerciais que transitavam pelo Estreito de Ormuz.
O Irã respondeu com ataques a bases americanas no Kuwait e Bahrein. “O alcance de nossas operações será ampliado para outras bases dos Estados Unidos na região se a agressão continuar”, afirmou a Guarda Revolucionária do Irã.













