O Irã emitiu um alerta aos Estados Unidos e Israel, nesta quinta-feira (2/7), para que não realizem ataques contra o país durante as cerimônias fúnebres em homenagem ao líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, morto em ataque dos dois países em 28 de fevereiro deste ano. As homenagens estão programadas para ocorrer entre os dias 6 e 9 de julho.
O aviso foi feito por Ali Abdollahi, comandante do Quartel-General Central de Khatam al-Anbiya, em comunicado divulgado pela imprensa estatal iraniana.
“Advertimos os inimigos do Irã, especialmente os Estados Unidos e o regime sionista (Israel), para que evitem qualquer erro de cálculo e reflitam sobre a dura retaliação que nossas Forças Armadas aplicariam a qualquer ameaça e agressão contra nosso país”, afirmou o militar.
Funeral de Khamenei terá 4 dias de cerimônias
Além da capital iraniana, estão previstas cerimônias religiosas na cidade sagrada de Qom e também no Iraque, onde grupos aliados ao regime iraniano devem prestar homenagens ao aiatolá.
As autoridades anunciaram um amplo esquema de segurança para acompanhar os cortejos e proteger autoridades, convidados e a população durante os eventos.
Programação das cerimônias:
- 6 de julho: início das homenagens no Grande Palácio Imã Khomeini, complexo funerário localizado no sul de Teerã que abriga os restos mortais do aiatolá Ruhollah Khomeini, líder da Revolução Iraniana.
- 7 de julho: realização de dois cortejos fúnebres públicos — o primeiro em Teerã, capital do Irã, e o segundo na cidade sagrada de Qom.
- 9 de julho: sepultamento do ex-líder supremo do Irã em Mashhad, cidade situada no nordeste do país.
Nova troca de ameaças
A advertência do comandante iraniano ocorre em meio à escalada das tensões entre Irã, Israel e Estados Unidos. Nessa quarta-feira (1º/7), o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou que Teerã dará uma resposta “imediata e contundente” a qualquer ameaça contra o povo iraniano ou sua liderança.
A declaração foi uma reação às falas do ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, que afirmou que o atual líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, estaria “marcado para morrer”.









