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Navio cargueiro com 3 mil carros pegou fogo no meio do Pacífico, obrigou 22 tripulantes a fugir em botes salva-vidas e permaneceu em chamas a 490 quilômetros do Alasca: entre os veículos havia cerca de 750 elétricos e híbridos com baterias difíceis de apagar
Escrito por Carla Teles
Publicado em 31/07/2026 às 04:54
Curiosidades
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O navio cargueiro Morning Midas transportava cerca de 3 mil carros da China ao México quando um incêndio obrigou 22 tripulantes a abandonar a embarcação no Pacífico; entre os veículos havia aproximadamente 750 elétricos e híbridos, equipados com baterias de íon-lítio difíceis de controlar depois que entram em combustão intensa.
O navio cargueiro Morning Midas pegou fogo no Oceano Pacífico durante uma viagem entre Yantai, na China, e Lázaro Cárdenas, no México. O incêndio foi percebido na madrugada de 3 de junho de 2025 e levou os 22 tripulantes a abandonar a embarcação em botes salva-vidas, cerca de 490 quilômetros ao sul de Adak, no Alasca.
As informações foram publicadas pela Popular Science em 6 de junho de 2025, com base em comunicados da Guarda Costeira dos Estados Unidos e da administradora naval Zodiac Maritime. Até a data da publicação, o navio permanecia flutuando e em chamas, enquanto uma empresa especializada preparava a operação de salvamento.
Fumaça surgiu durante a madrugada
A tripulação percebeu fumaça saindo de um dos conveses por volta da meia-noite de terça-feira. O relato indicou o início de um incêndio em uma área ocupada pelos veículos transportados.
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Os marinheiros reagiram utilizando os sistemas de combate disponíveis a bordo. As medidas iniciais, porém, não conseguiram impedir que as chamas continuassem avançando pelo navio cargueiro.
Embarcação levava cerca de 3 mil carros
O Morning Midas transportava aproximadamente 3 mil veículos quando o incêndio começou. A carga havia saído da China e tinha como destino um porto mexicano.
A fonte não informou quais marcas ou modelos estavam dentro do navio. Também não havia confirmação sobre quantos automóveis poderiam ser recuperados depois que o incêndio fosse controlado.
Cerca de 750 veículos eram elétricos ou híbridos
Entre os carros embarcados, aproximadamente 750 eram veículos totalmente elétricos ou modelos híbridos. Esses automóveis utilizavam baterias de íon-lítio como fonte total ou parcial de energia.
A presença de centenas de baterias elevou a preocupação com a duração e a intensidade do incêndio, embora a causa exata das chamas ainda não tivesse sido determinada.
Tripulação tentou combater o incêndio
Os 22 marinheiros que estavam no navio cargueiro utilizaram os sistemas de supressão de incêndio disponíveis. A tentativa ocorreu antes que a decisão de abandonar a embarcação fosse tomada.
Segundo a administradora do navio, a intensidade das chamas tornou a permanência a bordo perigosa. O pedido de socorro foi emitido quando ficou claro que os recursos internos não eram suficientes.
Marinheiros fugiram em botes salva-vidas
Com o incêndio fora de controle, toda a tripulação deixou o Morning Midas em botes salva-vidas. A prioridade passou a ser retirar as pessoas da área de risco.
A operação foi concluída sem mortes entre os ocupantes. Os 22 tripulantes conseguiram se afastar do navio enquanto as chamas continuavam atingindo a carga.
Navio mercante realizou o resgate
Embarcações que navegavam nas proximidades responderam ao chamado de emergência. O navio mercante Cosco Hellas recolheu os tripulantes que haviam deixado o Morning Midas.
A Guarda Costeira dos Estados Unidos agradeceu a atuação das embarcações envolvidas. A cooperação permitiu concluir rapidamente a fase de busca e salvamento.
Incêndio continuou por vários dias
Mesmo depois da retirada dos marinheiros, o navio cargueiro continuou queimando no Pacífico. Na sexta-feira seguinte ao início da ocorrência, ainda havia fogo e fumaça na embarcação.
O navio permaneceu flutuando, o que permitiu o acompanhamento remoto. Sua posição era monitorada por sistemas conectados via satélite enquanto as equipes planejavam a intervenção.
Embarcação ficou próxima ao Alasca
O Morning Midas estava a aproximadamente 490 quilômetros ao sul de Adak, no Alasca. A localização distante da costa dificultava o acesso rápido de equipes especializadas.
Operações em mar aberto dependem de condições meteorológicas, disponibilidade de navios de apoio e tempo de deslocamento. Controlar um incêndio dessa dimensão longe de um porto amplia a complexidade logística.
Empresa de salvamento foi contratada
A Zodiac Maritime contratou a Resolve Marine para atuar no controle do incêndio e na recuperação da embarcação. Uma equipe especializada deveria chegar ao local até 9 de junho.
Além de combater as chamas, os profissionais precisariam avaliar estabilidade, danos estruturais e riscos ambientais. O destino final do navio dependeria dessas inspeções.
Causa exata permanecia desconhecida
A presença de veículos elétricos levantou a hipótese de participação de baterias de íon-lítio, mas a origem do incêndio não havia sido confirmada. A fumaça foi detectada em um convés de veículos, sem identificação do primeiro automóvel atingido.
Não era possível afirmar que um carro elétrico iniciou o fogo apenas porque havia baterias a bordo. Uma investigação técnica seria necessária para determinar a sequência dos acontecimentos.
Fuga térmica dificulta o controle
Baterias de íon-lítio podem entrar em curto-circuito e iniciar um processo conhecido como fuga térmica. Nesse fenômeno, o aumento de temperatura desencadeia reações sucessivas dentro das células.
O processo pode liberar grande quantidade de calor e provocar a ignição de componentes próximos. Quando várias células são afetadas, o incêndio pode avançar rapidamente dentro de um conjunto de baterias.
Chamas podem reaparecer depois de apagadas
Incêndios envolvendo baterias podem reacender mesmo após uma aparente extinção. Células danificadas permanecem quentes e podem iniciar uma nova reação horas ou até dias depois.
Essa característica obriga equipes de emergência a acompanhar o material por períodos prolongados. Apagar as chamas visíveis não significa necessariamente que o risco terminou.
Navios criam ambiente difícil para bombeiros
Um navio cargueiro de automóveis reúne grande quantidade de veículos em espaços fechados e próximos. A ventilação limitada e a dificuldade de acesso favorecem a propagação de fumaça e calor.
Mesmo quando existem sistemas fixos de combate a incêndio, as chamas podem alcançar vários carros antes que as equipes consigam chegar ao ponto inicial. A estrutura metálica também conduz calor entre diferentes áreas.
Veículos próximos facilitam propagação
Os automóveis são organizados em fileiras para aproveitar o espaço interno do navio. A pequena distância entre eles permite que o fogo passe de um veículo para outro.
Combustíveis, plásticos, pneus, estofamentos e baterias aumentam a carga térmica. Quando vários carros começam a queimar, a capacidade dos sistemas internos pode ser rapidamente superada.
Outros cargueiros já enfrentaram incêndios
Em 2022, outro navio que transportava cerca de 4 mil veículos pegou fogo no Oceano Atlântico e acabou afundando. O episódio evidenciou os riscos de incêndios prolongados em embarcações desse tipo.
Um ano depois, um cargueiro com aproximadamente 3 mil veículos incendiou-se próximo à costa dos Países Baixos. O caso deixou uma pessoa morta e vários feridos.
Incêndios em elétricos são menos frequentes
A fonte ressalta que veículos elétricos apresentam menor probabilidade estatística de incêndio do que automóveis com motores de combustão interna. A dificuldade surge principalmente quando uma bateria de grande porte entra em combustão.
O fogo pode atingir temperaturas elevadas, durar mais tempo e exigir grande volume de água ou técnicas específicas. A baixa frequência não elimina a complexidade dos casos que efetivamente acontecem.
Fabricantes tentam aumentar a segurança
Empresas automotivas e fornecedoras vêm desenvolvendo novos materiais para reduzir a propagação térmica entre células. Sistemas de isolamento buscam impedir que o calor de uma parte da bateria alcance rapidamente as demais.
Também existem avanços no monitoramento eletrônico da saúde das baterias e nos protocolos de carregamento. O objetivo é identificar alterações antes que elas provoquem danos mais graves.
Volume transportado amplia exposição
O crescimento global das vendas de veículos elétricos aumentou o número de automóveis transportados por navios. Mesmo com baterias mais seguras, uma quantidade maior de unidades em circulação eleva a exposição total a ocorrências.
Isso exige revisão de procedimentos de embarque, detecção de fumaça, ventilação e combate a incêndio. As empresas também precisam planejar como isolar rapidamente um veículo com sinais de superaquecimento.
Risco ambiental também precisa ser avaliado
Além do fogo, um acidente marítimo pode provocar vazamento de combustível, óleos e outros materiais. Veículos danificados também contêm líquidos, metais e componentes eletrônicos capazes de alcançar o oceano.
Enquanto o Morning Midas permanecia flutuando, equipes acompanhavam sua condição. Uma eventual perda de estabilidade poderia transformar o incêndio em um problema ambiental ainda maior.
Destino dos carros continuava indefinido
Até a publicação da reportagem, não havia informações sobre a possibilidade de recuperar os veículos transportados. Calor, fumaça, água usada no combate e danos estruturais poderiam comprometer mesmo os carros não atingidos diretamente.
A avaliação dependeria do acesso seguro ao interior do navio. Antes disso, seria necessário controlar o incêndio e garantir que a embarcação não apresentasse risco para os especialistas.
Caso expõe desafio do transporte marítimo
O incêndio no navio cargueiro mostrou como a expansão da frota elétrica cria novas exigências para o transporte internacional. A tecnologia das baterias não é o único problema, mas modifica a forma de controlar emergências em espaços confinados.
Os 22 tripulantes foram resgatados, mas o navio permaneceu queimando com milhares de veículos a bordo. Você acredita que cargueiros de automóveis elétricos deveriam adotar sistemas especiais de prevenção e combate a incêndios? Conte nos comentários quais medidas deveriam ser obrigatórias.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

