A Polícia Civil do Rio de Janeiro tenta localizar Gabriel de Oliveira Palmieri (foto em destaque), de 24 anos, investigado por participação em um estupro coletivo ocorrido em agosto de 2023, no bairro de Botafogo, Zona Sul da capital. Nesta quinta-feira (9/7), agentes da 12ª Delegacia de Polícia (Copacabana) cumpriram mandados de prisão e de busca e apreensão, mas o suspeito não foi encontrado e passou a ser considerado foragido da Justiça.
Os policiais estiveram em endereços ligados ao investigado, no Catumbi e em Botafogo. Além da prisão, a Justiça autorizou buscas para apreensão de celulares e outros dispositivos eletrônicos que possam reforçar as provas da investigação.
Segundo a Polícia Civil, Gabriel é acusado de participar do crime ao lado de dois adolescentes à época dos fatos. Os investigadores apontam que os mesmos jovens também estariam envolvidos em outro estupro coletivo, registrado em janeiro deste ano, em Copacabana.
As investigações indicam que a vítima foi atraída para um apartamento na Rua São Clemente, em Botafogo, por um dos adolescentes, sob o pretexto de um encontro. Conforme os depoimentos, ao chegar ao imóvel, ela teria sido coagida a permitir a entrada dos outros dois investigados.
De acordo com a apuração, a jovem foi submetida a violência sexual por aproximadamente uma hora e meia e sofreu agressões físicas durante o crime. A investigação também aponta que imagens do abuso teriam sido gravadas e posteriormente divulgadas para constranger a vítima.
Os outros dois investigados ja respondem judicialmente pelo caso. Um deles, atualmente maior de idade, foi preso em março deste ano e optou por permanecer em silêncio durante o interrogatório.O adolescente também exerceu o direito de não responder às perguntas da polícia.
O menor ainda responde por participação no estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos, ocorrido em Copacabana, caso que resultou na prisão de outros quatro acusados. Conforme a decisão da Vara da Infância e da Juventude, ele teve a internação provisória decretada em razão da gravidade dos tatos.
Segundo o delegado Ângelo Lages, titular da 12ª DP, a apreensão de aparelhos eletrônicos pode contribuir para o esclarecimento completo dos crimes e da atuação dos envolvidos.

