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Polvo aprende a tocar piano debaixo d’água após seis meses de treinamento, ganha instrumento com petiscos e surpreende ao produzir notas e até um acorde
Escrito por Viviane Alves
Publicado em 29/07/2026 às 11:34
Curiosidades
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Mattias Krantz desenvolveu teclas adaptadas e um “elevador de caranguejo” para ensinar Takoyaki a executar pequenas sequências musicais dentro do aquário.
Um experimento incomum envolvendo música e inteligência animal chamou atenção nas redes sociais.
O músico e youtuber Mattias Krantz conseguiu ensinar o polvo Takoyaki a pressionar teclas de um piano adaptado após aproximadamente seis meses de treinamento.
Todo o processo foi registrado em vídeo, desde as primeiras tentativas até o momento em que o animal executou notas e produziu um acorde.
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Os conteúdos relacionados à experiência alcançaram mais de 119 milhões de visualizações no YouTube, transformando Takoyaki em um fenômeno na internet.
Experimento colocou a inteligência dos polvos à prova
A iniciativa começou quando Krantz decidiu transformar uma ideia curiosa em um teste prático sobre as habilidades cognitivas do animal.
Takoyaki havia sido resgatado de um mercado de peixes na Coreia do Sul antes de participar do experimento.
Polvos são considerados alguns dos animais mais inteligentes do planeta.
Esses cefalópodes conseguem solucionar problemas, explorar ambientes e aprender tarefas por meio da associação entre ações e recompensas.
O desafio, nesse caso, consistia em fazer Takoyaki reproduzir notas utilizando um instrumento preparado para funcionar debaixo d’água.
Assista o vídeo
Primeiras tentativas não despertaram interesse
O treinamento começou com a tentativa de aproximar os tentáculos do polvo das teclas.
Diferentes estratégias foram testadas, porém nenhuma apresentou resultados satisfatórios durante as primeiras sessões.
Segundo o site Pianist, Krantz utilizou teclas iluminadas para chamar a atenção de Takoyaki.
Caranguejos falsos também foram escondidos dentro do piano para estimular a curiosidade e o instinto de caça do animal.
Takoyaki, contudo, demonstrou pouco interesse pelo instrumento.
A falta de resposta levou o músico a desenvolver um equipamento completamente adaptado às características do polvo.
Piano especial passou a liberar petiscos
O novo piano foi projetado para oferecer uma recompensa sempre que alguma tecla fosse acionada.
Cada movimento correto liberava um pequeno petisco, criando uma relação direta entre tocar o instrumento e receber alimento.
Os primeiros resultados apareceram rapidamente.
Takoyaki já conseguia tocar duas notas diferentes após aproximadamente uma semana de treinamento.
Uma das sessões também terminou com um resultado inesperado.
O polvo pressionou mais de uma tecla simultaneamente e produziu um acorde de maneira acidental.
O progresso inicial, entretanto, perdeu força depois de algum tempo.
Krantz precisou criar outro mecanismo para manter o animal interessado na atividade.
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Viviane Alves
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“Elevador de caranguejo” mudou o treinamento
A nova invenção recebeu o nome de “crab elevator”, expressão traduzida como “elevador de caranguejo”.
Uma cápsula transparente contendo um pequeno caranguejo era aproximada sempre que Takoyaki pressionava novas teclas.
Cada nota fazia o alimento chegar um pouco mais perto.
Takoyaki começou, gradualmente, a compreender que precisava executar várias ações antes de alcançar a recompensa.
O novo sistema aumentou o interesse do polvo e estimulou sequências compostas por diferentes notas.
Pequenas melodias passaram a aparecer durante as sessões documentadas pelo músico.
Evolução ajuda a explicar habilidades cognitivas
A experiência também destacou a inteligência desenvolvida pelos polvos ao longo da evolução.
Segundo a explicação apresentada por Mattias Krantz e repercutida pela Revista Galileu, os ancestrais desses animais possuíam conchas protetoras.
A perda dessa estrutura deixou os polvos mais vulneráveis diante dos predadores.
A sobrevivência passou a depender de estratégias sofisticadas para caçar, escapar de ameaças e interagir com o ambiente.
Essa pressão evolutiva contribuiu para o surgimento de capacidades cognitivas superiores às encontradas em muitos outros animais marinhos.
Polvos conseguem resolver quebra-cabeças, abrir recipientes fechados e aprender tarefas relativamente complexas.
Takoyaki não compreende música como um humano
O experimento não significa que Takoyaki tenha desenvolvido compreensão musical semelhante à de uma pessoa.
O polvo aprendeu a relacionar o acionamento das teclas ao recebimento de comida.
A associação permitiu que o animal pressionasse notas diferentes e participasse de pequenas sequências dentro do aquário.
O resultado, ainda assim, demonstrou como um sistema de recompensas pode ser ajustado às características físicas e comportamentais de outra espécie.
Todo o treinamento permanece registrado no canal de Mattias Krantz no YouTube.
Você imaginava que um polvo pudesse aprender a pressionar teclas e participar de uma apresentação musical debaixo d’água? Deixe sua opinião!
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Viviane Alves.

