Mais de metade do efetivo da Polícia Militar do Estado do Acre (57,1%) é composto por sargentos, colocando o estado na segunda posição nacional em concentração dessa patente na corporação. O dado integra o estudo “Raio-X das Forças de Segurança”, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública com base em estatísticas consolidadas de 2025. O ranking é liderado pelo Rio Grande do Norte (61,8%), com o Distrito Federal figurando em terceiro lugar (52,7%).
O levantamento aponta que a situação vivenciada no Acre reflete uma distorção estrutural observada em 17 estados e no Distrito Federal. Nesses locais, o volume de graduados na patente de sargento supera a quantidade de praças voltadas diretamente ao policiamento ostensivo e às atividades operacionais nas ruas.
Causas do desequilíbrio e impacto nas ruas
De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a proliferação de sargentos em relação a soldados e cabos é impulsionada por três fatores principais:
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Mecanismos de promoção automática na carreira militar;
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Escassez de novos concursos públicos para recomposição da base da tropa;
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Aumento do tempo de permanência dos policiais na ativa.
O relatório classifica o fenômeno como uma “anomalia estrutural” que gera duplicidade de impacto: prejudica a eficiência do patrulhamento diário nas cidades ao concentrar quadros em funções de supervisão e pressiona a sustentabilidade fiscal e orçamentária dos estados.
Panorama nacional e contrastes regionais
Em todo o Brasil, o contingente de sargentos soma 129 mil homens e mulheres, superando os 117 mil soldados da ativa. No total, o país contabiliza cerca de 413 mil policiais militares, divididos entre sargentos (32%), soldados (28,9%), cabos (23,9%) e oficiais.
O cenário acreano contrasta fortemente com o de estados como São Paulo, onde apenas 13,1% da tropa ocupa a patente de sargento. Bahia (15,6%) e Rio Grande do Sul (16,4%) também apresentam estruturas piramidais mais preservadas, com predomínio de praças na base da corporação.
(Com informações do portal ac24horas)
Conteúdo reproduzido originalmente em: Ecos da Notícia por Redação Ecos da Notícia.

