A Prefeitura de Rio Branco lançou, nesta quinta-feira (24), o protocolo de segurança para as escolas da rede pública municipal. A cerimônia ocorreu na Escola Luiz de Carvalho Fontenelle e reuniu autoridades do município e do Estado, entre elas representantes da Polícia Militar do Acre (PMAC).
O documento estabelece diretrizes, procedimentos e responsabilidades para a prevenção, a mitigação e a resposta a situações de risco no ambiente escolar, com o objetivo de proteger a integridade física de alunos e funcionários. A iniciativa surge após um ano marcado por ocorrências graves e de média gravidade dentro de unidades de ensino.
O prefeito Alysson Bestene explicou que o município já aderiu ao programa federal Escola que Protege, mas decidiu criar regras próprias para a rede municipal. “A escola precisa ser um ambiente que protege, um ambiente de amor, carinho e muito conhecimento. Por isso, colocamos um protocolo específico nas nossas escolas municipais, em parceria, porque ninguém desenvolve política pública sozinho”, afirmou.
Segundo o prefeito, o Gabinete Militar da prefeitura ficará responsável pela formação e capacitação dos profissionais. “O objetivo é antecipar, prevenir e também acolher qualquer situação que possa tornar o ambiente intranquilo”, disse. A proposta também prevê um canal de disque-denúncia e orientações sobre o encaminhamento de demandas relacionadas à segurança nas escolas.
A secretária municipal de Educação, Kelce Nayra Guedes, destacou que o protocolo foi elaborado por um grupo de servidores da secretaria com apoio da Segurança Pública e de outras pastas. “O protocolo é extremamente importante para a comunidade escolar, visto que já tivemos algumas situações este ano, infelizmente. Além disso, precisamos preparar a comunidade escolar para eventuais situações que possam acontecer”, declarou.
De acordo com a secretária, o documento funcionará como um guia para as unidades. A partir do lançamento, todas as escolas receberão formação para os servidores, com ações adaptadas ao porte e ao número de alunos de cada instituição. “Com a ajuda da secretaria e das forças de segurança, a escola terá condição de tomar as atitudes corretas em caso de necessidade”, explicou.
A medida alcança toda a rede. “Nós temos quase 100 unidades, incluídos os espaços, os anexos e as escolas rurais, e todas receberão essa formação”, afirmou Kelce. Cada escola também formará uma comissão própria para conduzir o trabalho.
O protocolo prevê ainda a divisão de responsabilidades entre as secretarias e os órgãos envolvidos, além de ações de orientação para pais, familiares e alunos sobre como agir em situações de risco.
Em nome do Comando-Geral da PMAC, a coronel Elen Freitas ressaltou que a corporação já atua em escolas municipais e estaduais com palestras. “O protocolo dá o direcionamento para que as pessoas, diante de uma situação de emergência, consigam entender seus papéis e saber como agir”, disse.
A coronel defendeu a participação de toda a comunidade escolar. “Segurança pública se faz com um conjunto, e não apenas com a polícia. Por isso é importante definir papéis entre alunos, professores, gestão, direção, comunidade e polícia”, afirmou.
Elen Freitas também alertou para os efeitos da desinformação nas redes sociais, que muitas vezes provoca pânico entre pais e estudantes. “Quando há excesso, quando há fake news, isso pode trazer receio à comunidade. A comunicação é importante, mas com regramento, de forma a não trazer transtornos”, concluiu.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Ecos da Notícia por ac24horas.

