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Adotado ainda filhote por soldados poloneses no Irã, urso Wojtek foi oficialmente alistado no Exército durante a Segunda Guerra Mundial, acompanhou a tropa até a Itália e ficou conhecido por carregar caixas de munição na Batalha de Monte Cassino, antes de terminar a vida em um zoológico na Escócia
Escrito por Carla Teles
Publicado em 21/08/2026 às 15:16
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O urso Wojtek foi adotado por soldados poloneses no Irã durante a Segunda Guerra Mundial, cresceu junto à tropa e acabou alistado para seguir até a Itália. Em Monte Cassino, tornou-se conhecido pelo transporte de caixas de munição antes de viver seus últimos anos no Zoológico de Edimburgo, na Escócia.
O urso Wojtek ainda era filhote quando passou a viver com soldados poloneses no Irã em 1942, em plena Segunda Guerra Mundial. Criado no ambiente militar, ele acompanhou a 22ª Companhia de Suprimentos de Artilharia do 2º Corpo Polonês e posteriormente seguiu com a unidade para a campanha dos Aliados na Itália.
Segundo vídeo publicado pelo canal Tinocando TV em 13 de abril de 2025, Wojtek teria sido formalmente incorporado à unidade quando regras de transporte impediram que um simples mascote embarcasse com os militares. Na Itália, sua história ficou associada principalmente ao transporte de caixas de munição durante a Batalha de Monte Cassino, antes de seguir para a Escócia após o fim do conflito.
Filhote foi encontrado no Irã em meio à Segunda Guerra Mundial
A história do urso Wojtek começou em 1942, quando um garoto encontrou o animal ainda pequeno no oeste do Irã. Sem condições de mantê-lo, ele acabou entregando o filhote a soldados poloneses que estavam na região.
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O contexto era particularmente turbulento. A Polônia havia sido invadida no início da guerra e muitos militares poloneses estavam espalhados por diferentes territórios, enquanto o Irã ocupava uma posição estratégica para as forças aliadas.
Soldados poloneses adotaram Wojtek como mascote da unidade
O filhote foi incorporado à rotina da 22ª Companhia de Suprimentos de Artilharia. Wojtek rapidamente deixou de ser apenas um animal encontrado durante a campanha e tornou-se parte do cotidiano dos militares.
Como ainda era muito jovem, inicialmente precisou ser alimentado com leite. Conforme crescia, passou a acompanhar os soldados em atividades diárias e a reproduzir alguns dos comportamentos que observava ao seu redor.
Convivência com militares moldou comportamento do urso Wojtek
Segundo o relato apresentado pelo Tinocando TV, os soldados diziam que Wojtek parecia considerar-se parte do grupo. O animal brincava com os homens, aprendia comandos e participava de atividades que gradualmente passaram a fazer parte de sua rotina.
O vídeo também relata hábitos incomuns adquiridos durante essa convivência, como o interesse por cerveja e cigarros, que geralmente mastigava. Esses episódios ajudaram a construir a imagem de Wojtek como um mascote profundamente integrado à unidade militar.
Caixas de munição passaram a fazer parte do treinamento
A relação com as cargas teria começado pela observação. Wojtek via os militares transportando caixas até veículos e depósitos e, segundo o vídeo, passou a ser incentivado a reproduzir o movimento.
Com repetição e recompensas, ele teria aprendido a carregar volumes utilizados pelos soldados. Essa habilidade acabaria se tornando o elemento mais conhecido de sua história durante a campanha italiana.
Exército foi enviado para a campanha na Itália em 1944
Em 1944, o 2º Corpo Polonês foi deslocado para a Itália, onde os Aliados tentavam avançar contra as posições alemãs.
Nesse momento surgiu um problema incomum: regras militares não permitiriam que um animal viajasse simplesmente como mascote. Segundo a narrativa apresentada pela fonte, o urso Wojtek precisou então ser formalmente alistado no Exército Polonês para seguir junto com os soldados.
Urso Wojtek teria recebido registro militar para viajar
O vídeo afirma que Wojtek passou a ter condição oficial dentro da unidade, incluindo registro que permitia seu transporte com a tropa.
O procedimento transformou uma solução administrativa em um dos capítulos mais conhecidos de sua história. O animal que havia sido comprado ainda filhote no Irã atravessava agora outra etapa da guerra junto aos militares que o criaram.
Monte Cassino colocou a unidade em uma batalha decisiva
A Batalha de Monte Cassino ocorreu entre janeiro e maio de 1944 e fazia parte da tentativa aliada de romper a Linha Gustav, sistema defensivo alemão que dificultava o avanço rumo a Roma.
O terreno montanhoso e as posições fortificadas tornaram os combates especialmente difíceis. Tropas de diferentes países participaram das sucessivas ofensivas, incluindo o contingente polonês ao qual Wojtek estava ligado.
Transporte de munição transformou Wojtek em símbolo da unidade
Foi durante Monte Cassino que a história do urso Wojtek carregando caixas de munição ganhou sua dimensão mais conhecida. Segundo o relato do canal, ele auxiliava no deslocamento das cargas usadas para abastecer os militares.
A imagem do urso transportando munição tornou-se tão associada à companhia que acabou utilizada como símbolo da unidade. A combinação de força física, treinamento e convivência com os soldados transformou Wojtek em uma figura singular dentro da memória da campanha.
Tropas polonesas participaram da conquista de Monte Cassino
Após sucessivas tentativas aliadas de superar as defesas alemãs, tropas polonesas tiveram participação importante na fase final dos combates pela região de Monte Cassino.
A bandeira polonesa foi hasteada nas ruínas da posição após o avanço. Na narrativa construída posteriormente sobre a unidade, Wojtek passou a ocupar um lugar simbólico ao lado dos militares que participaram daquela campanha.
Wojtek continuou acompanhando tropas pela Itália
Monte Cassino não marcou o fim do deslocamento da unidade. Os soldados poloneses continuaram participando de operações na Itália enquanto as forças do Eixo recuavam.
Segundo o vídeo, Wojtek permaneceu com eles durante outras etapas da campanha, incluindo a ofensiva em direção a Bolonha. O urso continuava ligado ao transporte de suprimentos e ao cotidiano logístico da companhia.
Campanha italiana também teve brasileiros relativamente próximos
Um detalhe lembrado no material é que a campanha na Itália também contou com militares brasileiros. A Força Expedicionária Brasileira atuou no mesmo teatro de operações contra tropas do Eixo.
Isso coloca a trajetória do urso Wojtek dentro de um cenário militar que reuniu contingentes de várias nacionalidades. A campanha italiana tornou-se uma das frentes em que forças aliadas de diferentes países avançaram simultaneamente pelo território.
Fim da guerra criou outro problema para os soldados poloneses
Quando a Segunda Guerra Mundial terminou, em 1945, os integrantes da unidade enfrentaram uma situação delicada. O cenário político na Polônia havia mudado profundamente com a influência soviética sobre o país.
Sem uma volta imediata e simples para casa, parte dos militares seguiu para o Reino Unido. Wojtek permaneceu acompanhado dos soldados e também foi levado para território britânico.
Urso foi levado para a Escócia depois dos combates
Na Escócia, Wojtek passou um período em um campo militar enquanto os integrantes da unidade aguardavam os desdobramentos do pós-guerra.
Mesmo sem combates, o vínculo construído desde o Irã continuou. O animal permaneceu cercado por pessoas com quem havia convivido por anos, desde sua fase de filhote até o fim das operações militares.
Desmobilização da unidade separou Wojtek dos soldados
Em 1947, o 2º Corpo Polonês foi desmobilizado, encerrando a estrutura militar que havia mantido o grupo reunido.
Com isso, surgiu a necessidade de definir um destino permanente para o animal. O urso Wojtek foi então transferido para o Zoológico de Edimburgo, onde viveria pelo restante da vida.
Ex-soldados continuaram visitando Wojtek no zoológico
A mudança para Edimburgo não apagou os vínculos anteriores. Segundo o relato apresentado pelo canal, antigos integrantes da unidade visitavam Wojtek e tentavam chamar sua atenção de maneiras familiares.
A história militar do animal também ampliou sua notoriedade entre o público. O antigo mascote de uma companhia de suprimentos tornou-se uma figura conhecida na Escócia e um símbolo da experiência dos soldados poloneses durante a guerra.
Urso Wojtek morreu em Edimburgo em 1963
Assista o vídeo
Wojtek viveu no zoológico até 2 de dezembro de 1963. Segundo a fonte, morreu aos 21 anos, encerrando uma trajetória que havia começado mais de duas décadas antes no Irã.
Sua história, porém, continuou circulando por meio de relatos de veteranos, livros, documentários e homenagens públicas. O episódio de Monte Cassino permaneceu como o ponto mais reconhecido de sua trajetória.
Estátuas mantêm a história de Wojtek na Polônia e na Escócia
Com o passar das décadas, monumentos dedicados ao animal foram instalados em diferentes lugares, incluindo Edimburgo e Varsóvia.
Essas homenagens refletem principalmente o valor simbólico atribuído ao urso Wojtek dentro da memória militar polonesa. Mais do que uma curiosidade da Segunda Guerra, ele passou a representar o vínculo criado entre um grupo de soldados deslocados pela guerra e o animal que os acompanhou durante anos.
De filhote no Irã a símbolo de Monte Cassino
A trajetória de Wojtek atravessou diferentes países e momentos da Segunda Guerra Mundial: foi adotado no Irã, viveu com soldados poloneses, seguiu para a Itália, ficou associado ao transporte de munição em Monte Cassino e terminou a vida na Escócia.
Décadas depois, sua história continua chamando atenção justamente por misturar logística militar, guerra e uma situação extremamente incomum dentro de um batalhão. O que mais surpreende você nessa história: o alistamento do urso, o transporte das caixas de munição ou o fato de ele ter acompanhado a mesma unidade durante tantos anos? Deixe sua opinião nos comentários.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

