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Ana Luiza Guimarães encontrou um sítio tomado por pasto e capim na Serra do Rio, recuperou a área com espécies nativas, plantou cerca de 2 mil árvores de 72 espécies e transformou 1 hectare em Mata Atlântica em regeneração, onde até um lobo-guará passou a circular cerca de quatro anos depois do início do projeto
Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 18/08/2026 às 19:18
Atualizado 18/08/2026 às 19:34
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Transformação de um sítio na Região Serrana do Rio reuniu reflorestamento, espécies nativas e recuperação da Mata Atlântica em uma área antes dominada por pasto e capim. O avanço da vegetação ainda trouxe um registro inesperado de fauna silvestre no espaço recuperado.
Na Região Serrana do Rio de Janeiro, Ana Luiza Guimarães transformou parte de um sítio antes ocupado basicamente por pasto e capim em uma área destinada à recuperação da Mata Atlântica, com aproximadamente um hectare reservado ao reflorestamento.
A jornalista e apresentadora da TV Globo reuniu 72 espécies nativas e chegou a quase 2 mil árvores plantadas, enquanto o processo de recuperação também acabou registrando a presença de um lobo-guará no espaço que vinha sendo recomposto.
Segundo o Correio 24 Horas, a iniciativa começou depois que Ana Luiza adquiriu o terreno na serra e decidiu reservar parte da propriedade para devolver vegetação nativa ao espaço, antes mesmo de concluir os planos para a construção da residência.
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Em vez de limitar o projeto ao plantio de algumas árvores ao redor da futura casa, a apresentadora destinou aproximadamente 10 mil metros quadrados à recomposição da Mata Atlântica, criando uma área contínua voltada ao crescimento de espécies próprias do bioma.
Área de pasto começou a receber espécies nativas da Mata Atlântica
Antes da intervenção, aquele trecho era marcado principalmente pela presença de pastagem e capim, cenário que passou a ser alterado gradualmente à medida que novas mudas foram introduzidas e o espaço começou a ganhar uma cobertura vegetal mais diversa.
A proposta adotada por Ana Luiza foi substituir aos poucos a paisagem dominada pelo capim por espécies nativas, acompanhando o desenvolvimento das árvores ao longo dos anos e permitindo que a área assumisse características cada vez mais próximas da vegetação regional.
O primeiro grande plantio reuniu cerca de 1.700 mudas, número que aumentou nos anos seguintes com a inclusão de novas árvores, até que o total se aproximasse de 2 mil exemplares distribuídos dentro da área reservada ao reflorestamento.
De acordo com o Correio 24 Horas, o conjunto reúne 72 espécies nativas da Mata Atlântica, característica que diferencia o projeto de um plantio baseado em uma única variedade vegetal e amplia a diversidade presente no trecho recuperado da propriedade.
Essa variedade de espécies tornou-se um dos elementos centrais da transformação observada no sítio, já que a recomposição buscou formar uma vegetação composta por diferentes exemplares nativos, em vez de preencher o terreno com árvores de apenas uma espécie.
Um hectare do sítio foi reservado ao reflorestamento
A escala da intervenção também ajuda a dimensionar a mudança, porque um hectare corresponde a 10 mil metros quadrados, área suficiente para alterar de maneira perceptível a paisagem de um trecho antes marcado por capim e pouca cobertura arbórea.
À medida que as mudas cresceram, o terreno passou a apresentar árvores já desenvolvidas e uma formação vegetal progressivamente mais próxima da mata característica da região, substituindo parte da paisagem aberta que predominava quando a propriedade foi adquirida.
Ter uma propriedade na serra era um desejo antigo de Ana Luiza, mas o plano não se restringiu à construção de uma residência, pois a recuperação ambiental passou a integrar o projeto desde o início e ocupou uma parcela relevante do imóvel.
Enquanto a casa ainda permanecia em fase de planejamento, o reflorestamento avançava e a jornalista acompanhava o crescimento das árvores, fazendo com que a recomposição da mata se tornasse uma das primeiras transformações concretas e visíveis realizadas no sítio.
Evolução do reflorestamento ganhou projeção nas redes sociais
O desenvolvimento da vegetação ganhou projeção pública quando Ana Luiza mostrou nas redes sociais a evolução da área, apresentando imagens que comparavam o terreno anteriormente coberto por pasto e capim com o espaço já ocupado pelas árvores plantadas.
Segundo o Correio 24 Horas, o vídeo divulgado pela apresentadora durante a Semana do Meio Ambiente ultrapassou um milhão de visualizações, acumulou milhares de comentários e repercutiu entre outros jornalistas que acompanham temas ligados à preservação ambiental.
Nas imagens compartilhadas, o contraste entre a paisagem original e a área em recuperação ficou evidente, permitindo mostrar uma transformação gradual, construída ao longo do crescimento das mudas, em vez de uma mudança imediata provocada por intervenções de curto prazo.
Lobo-guará foi registrado circulando pela área recuperada
Outro episódio chamou atenção para o sítio quando um lobo-guará foi registrado circulando pela região reflorestada, acrescentando um registro de fauna silvestre à transformação já observada na vegetação que vinha ocupando a área anteriormente coberta por pasto.
Em novembro de 2025, o animal foi flagrado no local e utilizou aquele espaço para circular e descansar, fato que surpreendeu Ana Luiza justamente porque a passagem ocorreu no trecho onde as espécies nativas vinham sendo cultivadas havia alguns anos.
O registro não significa que o reflorestamento, isoladamente, tenha provocado a presença do lobo-guará, mas documenta que o animal passou pela área em recuperação e utilizou um ambiente que já apresentava uma cobertura vegetal muito diferente daquela encontrada inicialmente.
Ana Luiza afirmou ter ficado surpresa e orgulhosa ao saber que o animal frequentava justamente o terreno reflorestado, episódio que ganhou repercussão porque associou visualmente a transformação da vegetação à passagem de uma espécie silvestre de grande porte.
A aparição ocorreu depois de anos de desenvolvimento das mudas e acrescentou um novo elemento à história da propriedade, que deixou de apresentar apenas pasto e capim naquele trecho e passou a reunir milhares de árvores em processo de crescimento.
Projeto ambiental repercutiu entre jornalistas
Ao compartilhar o trabalho, a jornalista também relacionou a iniciativa à necessidade de compreender o ser humano como parte do meio ambiente, mensagem que acompanhou a apresentação do reflorestamento e ampliou a repercussão do projeto nas redes sociais.
Entre os jornalistas que elogiaram publicamente a iniciativa estão André Trigueiro e Sônia Bridi, enquanto as imagens do terreno recuperado circulavam e levavam uma experiência realizada dentro de uma propriedade particular da Região Serrana a um público muito maior.
O processo continua ligado ao crescimento natural das espécies plantadas, e árvores que começaram como pequenas mudas passaram a superar a altura da própria apresentadora, recurso visual usado por Ana Luiza para mostrar a evolução do reflorestamento.
A dimensão da área destinada ao projeto também representa uma parcela relevante do imóvel, porque os 10 mil metros quadrados reflorestados correspondem a aproximadamente um terço da propriedade, segundo as informações divulgadas sobre o sítio.
Ao manter 72 espécies nativas no mesmo espaço, o trabalho preserva a diversidade como característica central da recomposição vegetal e transforma o trecho em uma área planejada para recuperar vegetação associada à Mata Atlântica da Região Serrana fluminense.
Quase 2 mil árvores depois, a área antes ocupada por pasto e capim passou a ser apresentada como uma mata em formação, enquanto Ana Luiza continua acompanhando o desenvolvimento das espécies e a presença de animais que atravessam a propriedade.
Você reservaria uma parte significativa de uma propriedade particular para devolver espaço à vegetação nativa, acompanhar o crescimento de milhares de árvores durante anos e observar como a paisagem mudaria à medida que a mata voltasse a ocupar o terreno?
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

