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Aos 36 anos, dinamarquês larga emprego estável das 9h às 17h, troca o computador pelo trabalho manual e constrói casa de 14 m² na floresta para viver com energia solar, água da chuva e US$ 750 por mês
Escrito por Romário Pereira de Carvalho
Publicado em 06/08/2026 às 23:02
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Anders Boisen deixou a rotina de escritório, ergueu uma casa de 14 metros quadrados e adotou vida autônoma, com energia solar, água da chuva, lenha própria e renda variável na região de Aarhus, na Dinamarca.
Aos 36 anos, Anders Boisen vive há três anos em uma tiny house na região de Aarhus, na Dinamarca. Ele abandonou um emprego municipal estável, construiu a própria moradia e adotou uma rotina sem conexão convencional de água, energia ou esgoto, sustentada por trabalhos manuais e despesas mensais estimadas em US$ 750.
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Tiny house na Dinamarca nasceu da insatisfação com o emprego de escritório
Boisen é formado em Inglês e Comunicação Empresarial e possui mestrado em Economia da Experiência. Depois da universidade, morou com a então namorada em um apartamento de três quartos em Aarhus, a segunda maior cidade dinamarquesa.
Após o fim do relacionamento, ele mudou de endereço, passou por diferentes empregos e conseguiu uma vaga na administração municipal.
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O trabalho seguia o horário das 9h às 17h e oferecia renda suficiente para uma vida confortável.
A estabilidade financeira, porém, não trouxe realização. Boisen passava grande parte do dia sentado diante de um computador e afirmou que não conseguia perceber um impacto direto das tarefas que executava.
Ele também não se identificava com a expectativa de construir uma vida baseada em emprego de escritório, consumo, carros, casa no subúrbio e outras formas tradicionais de segurança.
O interesse por pequenas casas começou em 2016, quando conheceu o movimento pelas redes sociais. Boisen enxergou nesse modelo uma oportunidade de reduzir despesas, ampliar sua liberdade financeira e viver de maneira mais sustentável.
Primeira construção foi roubada e novo projeto sofreu danos
O caminho até a atual tiny house teve dois grandes contratempos. A primeira estrutura iniciada por Boisen foi roubada em 2019 porque estava instalada sobre rodas. Como a casa nunca foi recuperada, ele precisou recomeçar do zero.
A nova construção levou cerca de oito meses, incluindo uma pausa durante o inverno. Além das condições climáticas difíceis, ele cometeu um erro no telhado, permitindo que a chuva atingisse e danificasse partes internas da estrutura.
O problema interrompeu temporariamente o projeto. Na primavera de 2020, Boisen conseguiu finalizar a casa com a ajuda de amigos e de um carpinteiro.
Durante a pandemia, a vontade de viver cercado pela natureza ganhou força. Ainda em 2020, ele pediu demissão do emprego municipal para se dedicar integralmente à construção e à mudança de estilo de vida.
A moradia permaneceu durante um ano e meio em um terreno alugado. Com o encerramento do contrato, Boisen iniciou a busca por uma área onde pudesse se estabelecer definitivamente.
Terreno de 1.654 metros quadrados custou US$ 23,8 mil
Boisen encontrou uma propriedade de aproximadamente 1.654 metros quadrados na região de Aarhus. O terreno fica no fim de uma estrada de terra, cercado por floresta e por um campo aberto.
Uma pequena vila está localizada a menos de 1,6 quilômetro, enquanto a cidade mais próxima fica a aproximadamente 4,8 quilômetros.
A área foi comprada por 160 mil coroas dinamarquesas, equivalentes a cerca de US$ 23,8 mil na conversão apresentada pelo material original.
A tiny house foi retirada da cidade e transportada até a propriedade por um trator. A residência onde Boisen mora com seu cachorro possui aproximadamente 14 metros quadrados.
A construção não está conectada às redes convencionais de eletricidade, abastecimento de água, aquecimento ou esgoto. A energia é fornecida por painéis solares, enquanto a água utilizada é coletada da chuva.
Boisen também corta a própria lenha para alimentar o sistema de aquecimento e cultiva parte dos alimentos que consome. Sua rotina inclui cuidar do terreno, fazer reparos e desenvolver manualmente novos projetos na propriedade.
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Renda variável substituiu salário fixo, emprego e aposentadoria
Atualmente, Boisen obtém renda principalmente com palestras sobre a vida fora das redes convencionais de serviços.
Ele também ministra cursos independentes de construção de tiny houses, produz vídeos para o YouTube e aluga uma pequena construção anexa.
O anexo foi produzido durante um dos cursos. Posteriormente, Boisen acrescentou chuveiro, banheiro e cozinha, tornando o espaço adequado para receber hóspedes.
A passagem de um salário regular para uma renda variável foi uma das principais dificuldades da mudança.
Mesmo assim, ele estima que consegue viver com aproximadamente 5 mil coroas dinamarquesas, cerca de US$ 750 mensais.
Grande parte da renda é reinvestida na propriedade e na melhoria da infraestrutura. Para manter os custos baixos, Boisen compra apenas o que considera necessário e reduziu a importância atribuída a roupas, aparência e padrões de consumo.
Seus pais inicialmente temeram que ele estivesse abrindo mão de um emprego bem remunerado, da aposentadoria e da segurança financeira tradicional.
A família passou a compreender melhor a decisão após a repercussão de seu trabalho nas redes sociais e na imprensa dinamarquesa.
Segundo Boisen, precisar de pouco dinheiro permite escolher os projetos aos quais deseja se dedicar. Sua rotina agora se concentra na manutenção da casa, no cuidado da terra, no trabalho manual e no compartilhamento da experiência de viver com maior autonomia.
Esta matéria foi elaborada com base nas informações presentes no material-base fornecido, com dados, números e declarações preservados conforme o conteúdo consultado.
Fonte
https://www.businessinsid
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

