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Aos 73 anos, Guilherme Arantes transformou terreno às margens do Rio Jacuípe, em Camaçari, em um polo ambiental, onde criou escola de educação ambiental, promoveu ações comunitárias e ajudou a replantar 250 mil mudas de mangue na Bahia
Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 24/08/2026 às 14:30
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Entre música, preservação e trabalho comunitário, trajetória de Guilherme Arantes na Bahia reúne iniciativas ambientais e sociais desenvolvidas em Barra do Jacuípe, onde educação, recuperação de manguezais e participação de moradores passaram a dividir espaço em um projeto iniciado no começo dos anos 2000.
Fora dos palcos, Guilherme Arantes desenvolveu na Bahia uma frente dedicada à educação, à preservação de manguezais e ao envolvimento comunitário, concentrando essas atividades em Barra do Jacuípe, em Camaçari, município para onde se mudou no ano de 2000.
A partir dessa mudança, o músico fundou o Instituto Planeta Água, que passou a reunir iniciativas ambientais e sociais voltadas à comunidade local, associando conservação, formação educacional e ações desenvolvidas em uma área diretamente ligada ao litoral de Camaçari.
Replantio de 250 mil mudas marcou atuação ambiental
Entre os projetos registrados pela entidade, ganhou destaque o replantio de 250 mil mudas de mangue em Barra do Jacuípe, iniciativa incorporada ao histórico do instituto juntamente com outras atividades de preservação, educação ambiental e participação comunitária realizadas na Bahia.
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Ligada a essa frente de mobilização, a atuação de Guilherme Arantes também aparece associada à Semana Estudantil de Maragogipe, enquanto o plantio realizado em Barra do Jacuípe se tornou uma das ações de maior escala documentadas pela organização ambiental.
Mais do que concentrar esforços na recuperação do manguezal, a estrutura mantida pelo Instituto Planeta Água também abrigou uma escola ambiental e projetos sociais, ampliando a finalidade do espaço para atividades educativas, comunitárias e de atendimento aos moradores da região.
Nesse conjunto de iniciativas, foram desenvolvidas parcerias destinadas à alfabetização de adultos, além de projetos comunitários e ações de preservação, fazendo com que educação e conservação ambiental passassem a funcionar de maneira integrada dentro da proposta organizada em Camaçari.
Instituto Planeta Água ampliou atuação em Camaçari
Instalado no começo dos anos 2000, o projeto ganhou forma justamente no período em que Guilherme Arantes transferiu parte de sua vida para a Bahia e passou a dedicar espaço de sua rotina a atividades ambientais, educacionais e sociais.
Segundo os registros mantidos pela própria entidade, o Instituto Planeta Água foi inaugurado em 2002, passando a concentrar referências à escola ambiental, à alfabetização de adultos, ao replantio de manguezais e a outras ações promovidas em Barra do Jacuípe.
Nascido em São Paulo em 28 de julho de 1953, Guilherme Arantes completou 73 anos em julho de 2026, depois de construir uma carreira profissional iniciada nos anos 1970 e consolidada por composições que alcançaram projeção nacional.
Já a transferência para Camaçari ocorreu em 2000, período em que a trajetória do compositor começou a incorporar de maneira mais direta a criação da organização ambiental, ao mesmo tempo em que ele mantinha atividades relacionadas à produção musical.
Nome do projeto nasceu de uma canção conhecida
Escolhido para identificar a organização, o nome Planeta Água remete diretamente a “Planeta Água”, uma das músicas mais conhecidas de Guilherme Arantes, apresentada no festival MPB Shell de 1981 e classificada na segunda colocação daquela edição.
Décadas depois da apresentação da canção, a mesma expressão passou a identificar uma iniciativa ambiental instalada na Bahia, onde projetos sociais e atividades de preservação deram significado prático a um nome que já ocupava espaço importante na carreira do compositor.
Além da escola e das ações relacionadas ao manguezal, o histórico da entidade registra distribuição de calçados, cestas básicas e brinquedos, bem como projetos comunitários de piscicultura e meliponicultura, ampliando o alcance social das atividades mantidas no local.
Também aparece nos registros o reconhecimento do instituto como entidade de utilidade pública estadual, acompanhado de parceria com o CRA e de iniciativas destinadas a aproximar moradores das ações de preservação e dos projetos desenvolvidos na comunidade.
Educação ambiental dividiu espaço com ações sociais
Ao lado dessas atividades, a escola ambiental ganhou espaço junto aos programas de alfabetização de adultos, enquanto o replantio do mangue permaneceu entre as iniciativas mais expressivas associadas ao instituto, principalmente pela quantidade de mudas registrada na ação.
Em diferentes momentos, projetos comunitários documentados pela organização mostraram que a atuação em Camaçari não se restringia a uma única frente, pois reunia educação, assistência social e propostas relacionadas à preservação e ao aproveitamento sustentável de recursos naturais.
Paralelamente a esse trabalho, o Instituto Planeta Água passou a ocupar um capítulo próprio na trajetória de Guilherme Arantes, cuja carreira musical já estava consolidada nacionalmente antes da mudança para a Bahia e da criação do projeto ambiental.
Nos registros de Barra do Jacuípe, replantio de mangue, educação ambiental, alfabetização e ações comunitárias aparecem associados à atuação do músico, enquanto a marca de 250 mil mudas permanece entre os números mais representativos relacionados ao trabalho desenvolvido pelo instituto.
Considerando essa combinação entre recuperação ambiental, educação e participação comunitária, o que chama mais atenção na trajetória de Guilherme Arantes em Barra do Jacuípe: a mobilização para replantar 250 mil mudas ou a construção de uma iniciativa voltada também à formação da comunidade?
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

