8 min de leitura
Aos 74 anos, Isabella Rossellini mantém uma fazenda de 11 hectares nos arredores de Nova York, comprada para proteger a área do avanço imobiliário, onde preserva raças raras de ovelhas, cabras, galinhas, perus e outros animais em um projeto dedicado à biodiversidade
Escrito por Carla Teles
Publicado em 14/08/2026 às 19:36
Atualizado 14/08/2026 às 19:37
Curiosidades
Canal
Seja o primeiro a reagir!
Prefira o CPG no Google
Isabella Rossellini administra uma fazenda de 11 hectares em Long Island, a cerca de 100 km de Nova York, criada após a compra de uma área ameaçada pelo avanço imobiliário e transformada em espaço de conservação, com raças raras de animais mantidas sem abate e foco declarado na biodiversidade local.
Aos 74 anos, Isabella Rossellini mantém em Long Island, nos arredores de Nova York, uma propriedade rural de aproximadamente 11 hectares cuja origem está ligada a uma decisão de conservação da terra. A atriz adquiriu a área em 2013 depois que surgiu a possibilidade de o terreno ser destinado ao desenvolvimento imobiliário e transformou o espaço em uma fazenda onde cria animais, mantém raças raras e desenvolve atividades relacionadas à biodiversidade, sem utilizar os animais para abate.
As informações sobre a origem da propriedade foram relatadas pelo The Guardian em 24 de novembro de 2024, quando Rossellini explicou que a compra ocorreu após alguém sugerir que adquirisse o terreno justamente para retirá-lo do alcance de um empreendimento imobiliário. A propriedade, conhecida como Mama Farm, fica a cerca de 60 milhas de Nova York — aproximadamente 100 quilômetros — e passou a reunir criação de aves, ovelhas, cabras e outros animais em um espaço descrito como voltado à conservação e à vida comunitária rural.
Isabella Rossellini comprou a área para evitar avanço imobiliário
A origem da fazenda não está ligada apenas à vontade de viver no campo. Segundo o relato de Isabella Rossellini, um terreno ficou disponível próximo ao local onde ela já costumava passar fins de semana no interior com os filhos. Foi então que surgiu a sugestão de comprar aquela área e transformá-la em uma propriedade rural, impedindo que o espaço acabasse incorporado a um projeto imobiliário.
ARTIGO CONTINUA ABAIXO
Veja também
A decisão manteve cerca de 11 hectares fora da expansão urbana naquele ponto de Long Island. Em vez de receber construções, a área passou a ser utilizada para atividades rurais e conservação de animais, criando um contraste direto com a pressão imobiliária característica de regiões próximas a grandes centros urbanos como Nova York.
Propriedade possui cerca de 11 hectares em Long Island
O terreno tem aproximadamente 28 acres, equivalentes a pouco mais de 11 hectares. Embora seja uma propriedade relativamente compacta quando comparada a grandes fazendas comerciais, sua função é diferente daquela de uma operação agropecuária voltada à produção intensiva de carne ou commodities.
A Mama Farm foi estruturada como um espaço rural dedicado à criação, educação e conservação, combinando animais, atividades agrícolas e o interesse de Rossellini pelo comportamento animal. A localização também chama atenção: o projeto está situado a cerca de 100 quilômetros de uma das maiores áreas metropolitanas dos Estados Unidos.
Fazenda mantém animais sem destiná-los ao abate
Um dos princípios adotados na propriedade é que os animais criados ali não sejam destinados ao abate. Ovelhas, cabras, galinhas, perus e outras espécies fazem parte da rotina da fazenda, mas a finalidade do espaço não é funcionar como uma operação convencional de produção de carne.
Esse modelo aproxima o projeto de uma estrutura de conservação e educação sobre animais domésticos e biodiversidade, especialmente porque a propriedade também mantém raças consideradas raras. A estratégia ajuda a preservar linhagens que podem perder espaço quando sistemas produtivos passam a priorizar poucas raças de maior rendimento comercial.
Raças raras ajudam a ampliar diversidade genética
A preservação de raças menos comuns possui um componente importante de biodiversidade. Quando a produção agropecuária se concentra em um número reduzido de linhagens, características genéticas presentes em populações menores podem desaparecer gradualmente.
Na fazenda de Isabella Rossellini, a manutenção de diferentes tipos de ovelhas, cabras e aves cria uma espécie de reserva viva dessas características. Preservar diversidade entre animais domésticos também significa conservar adaptações, comportamentos e patrimônios genéticos desenvolvidos ao longo de gerações.
Interesse pela vida animal antecede a criação da fazenda
A relação de Rossellini com animais não surgiu apenas depois da compra da propriedade. Durante uma fase em que sua carreira como atriz e modelo atravessou mudanças, ela decidiu voltar à universidade e estudar um tema que já despertava seu interesse desde a juventude.
Ela concluiu um mestrado em etologia, área científica dedicada ao estudo do comportamento animal, e começou a produzir trabalhos próprios relacionados ao assunto. A formação acadêmica passou a caminhar paralelamente à atuação, criando uma conexão direta entre a propriedade rural e um interesse científico desenvolvido durante anos.
Etologia passou a fazer parte de outra carreira de Isabella Rossellini
Ao retornar aos estudos, Isabella Rossellini transformou o interesse por animais em uma segunda frente profissional. Além de estudar etologia, passou a produzir pequenos filmes e monólogos relacionados ao comportamento das diferentes espécies.
Essa trajetória ajuda a explicar por que a propriedade não foi estruturada simplesmente como um refúgio particular. A observação dos animais, a conservação e a divulgação de conhecimentos sobre comportamento animal passaram a fazer parte da mesma atividade, conectando formação acadêmica, vida rural e comunicação.
Agricultura e conservação passaram a dividir o mesmo espaço
A Mama Farm é descrita como um ambiente onde agricultura, criação animal e conservação coexistem. Isso diferencia a propriedade de um sítio usado apenas para lazer, porque existe uma proposta explícita de manter a terra produtiva e preservar a presença de diferentes animais.
A transformação do terreno também demonstra uma alternativa possível para áreas pressionadas pela urbanização. Manter solo rural ativo pode conservar espaços abertos, vegetação e ambientes utilizados por animais, embora os efeitos ambientais específicos dependam sempre do manejo aplicado em cada propriedade.
Pressão imobiliária foi determinante para a compra
A expansão imobiliária aparece como um elemento central na origem do projeto. Rossellini contou que a ideia de comprar a área surgiu justamente quando alguém sugeriu que ela retirasse aquele terreno das mãos de um possível incorporador.
O episódio mostra como decisões individuais sobre propriedade podem alterar o destino de determinadas parcelas de terra. Naquele caso, uma área que poderia entrar no circuito imobiliário passou a permanecer como espaço rural, com uso associado a animais, agricultura e conservação.
Projeto não foi apresentado como tarefa simples
Apesar do caráter ambiental da iniciativa, Isabella Rossellini não romantiza a administração da propriedade. Ao falar sobre a experiência, reconheceu que começou o projeto com grande dose de otimismo e sem compreender completamente o volume de trabalho envolvido.
Mesmo depois de mais de uma década, ela descreveu a atividade como difícil. Administrar animais, solo, instalações e a própria rotina de uma fazenda exige trabalho contínuo, planejamento e recursos, independentemente de o objetivo principal ser comercial ou voltado à conservação.
Número de animais é mantido sob controle
Rossellini também indicou que evita transformar a propriedade em uma criação de escala excessiva. A preocupação é não acumular um número de animais que futuramente se torne inviável para a própria família administrar.
Esse limite é particularmente importante em uma fazenda onde os animais não são criados com destino ao abate, porque cada nova geração aumenta a necessidade de espaço, alimentação, manejo e cuidados veterinários. Controlar o tamanho do rebanho passa, portanto, a fazer parte da sustentabilidade operacional da propriedade.
Long Island reúne campo e proximidade com Nova York
A localização da fazenda ajuda a explicar outro aspecto incomum do projeto. Long Island possui áreas densamente urbanizadas, mas também conserva zonas rurais e agrícolas mais afastadas da cidade de Nova York.
A cerca de 100 quilômetros do centro urbano, Isabella Rossellini conseguiu combinar proximidade com uma das maiores metrópoles do mundo e uma rotina ligada à agricultura e aos animais. Essa posição também torna a preservação de áreas abertas especialmente relevante diante do valor e da pressão sobre terrenos da região.
Biodiversidade vai além de espécies selvagens
Quando se fala em biodiversidade, a atenção normalmente se concentra em florestas, animais selvagens e ecossistemas naturais. Entretanto, a diversidade existente entre animais domesticados também faz parte da discussão sobre conservação genética.
Raças tradicionais ou raras podem carregar características que não aparecem nas linhagens mais utilizadas pela produção intensiva. Manter essas populações vivas reduz o risco de desaparecimento de variedades animais, preservando uma diversidade construída ao longo de séculos de seleção e adaptação.
Fazenda conecta conservação da terra e preservação animal
O projeto de Isabella Rossellini reúne duas dimensões ambientais distintas. A primeira ocorreu na própria aquisição do terreno, que permaneceu rural em vez de ser destinado ao desenvolvimento imobiliário. A segunda está na maneira como a propriedade passou a ser utilizada.
Ao manter animais, incluindo raças raras, e evitar o abate dentro da proposta da fazenda, o espaço passou a funcionar como um pequeno núcleo de preservação animal associado à conservação de uma área aberta em Long Island. O projeto demonstra como o uso de uma propriedade pode modificar profundamente seu papel territorial.
Isabella Rossellini transformou interesse científico em projeto rural
Aos 74 anos, Isabella Rossellini divide sua trajetória entre cinema, estudos sobre comportamento animal e a administração da propriedade que comprou em 2013. O que começou com a oportunidade de impedir que um terreno fosse destinado ao avanço imobiliário evoluiu para uma fazenda dedicada à criação de animais e à biodiversidade.
Os cerca de 11 hectares mostram que conservação não precisa necessariamente estar restrita a enormes reservas naturais: propriedades menores também podem preservar terras abertas e diversidade animal quando recebem manejo voltado a esse objetivo. Você considera que projetos privados como esse podem ter papel relevante na preservação de áreas ameaçadas pela expansão imobiliária e de raças animais raras? Deixe sua opinião nos comentários.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

