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Após comprar em Piracaia um sítio com uma casa já construída, brasileira eleita melhor chef de cozinha do mundo manteve todas as paredes, reaproveitou madeira da obra e móveis de família, fez da cozinha o maior ambiente, instalou uma lareira gigante em cone e transformou a casa no refúgio afetivo onde reúne família e amigos
Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 06/08/2026 às 00:03
Atualizado 06/08/2026 às 00:48
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Transformação de uma casa já existente no interior paulista reúne paredes preservadas, cozinha ampliada, madeira reaproveitada, móveis de família e uma lareira metálica de desenho marcante, revelando como escolhas afetivas e funcionais deram nova identidade a um refúgio rural preparado para convivência e permanência.
Helena Rizzo transformou uma casa já existente em um sítio de Piracaia, no interior de São Paulo, em um refúgio rural marcado pela preservação da estrutura original, pelo reaproveitamento de materiais e pela presença de objetos ligados à história da família.
Sem derrubar as paredes do imóvel, a chef reorganizou os ambientes, ampliou o papel da cozinha na rotina da residência e incorporou uma grande lareira metálica em formato de cone à área social, criando um espaço voltado à convivência e ao uso cotidiano.
Apresentada pela própria Helena em um vídeo publicado nas redes sociais, a propriedade já fazia parte do sítio quando foi adquirida e, segundo reportagem do Purepeople, passou por uma reforma que evitou mudanças profundas na arquitetura original da construção.
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Em vez de substituir a casa ou redesenhar completamente sua planta, o projeto preservou o que já existia e permitiu que cada ambiente ganhasse personalidade aos poucos, conforme a rotina no sítio indicava novas necessidades de circulação, armazenamento e convivência.
Helena Rizzo preservou as paredes da casa de campo
Ao manter todas as paredes, Helena concentrou a intervenção na adaptação dos espaços internos e na escolha do mobiliário, preservando a aparência de casa de campo enquanto introduzia soluções adequadas para receber familiares e amigos com conforto e proximidade.
A residência passou a reunir madeira, objetos antigos, peças herdadas e elementos vindos de outras casas, formando uma composição menos uniforme e mais ligada à trajetória pessoal da chef, sem perder a simplicidade visual associada ao imóvel rural.
Cozinha se tornou o maior ambiente do sítio
No centro dessa organização está a cozinha, planejada como o maior ambiente da casa e destinada não apenas ao preparo das refeições, mas também aos encontros prolongados, às conversas e à permanência de convidados durante os períodos de convivência no sítio.
Essa escolha acompanha a rotina profissional de Helena, embora também responda ao uso da propriedade como ponto de reunião familiar, já que o imóvel funciona como espaço de permanência e não apenas como endereço reservado para estadias rápidas ou visitas ocasionais.
Integrada às demais áreas sociais, a cozinha permite que o preparo dos alimentos aconteça sem separar quem cozinha de quem permanece na sala, circula pela casa ou participa das conversas, reforçando a função do cômodo como núcleo da residência.
Nos móveis e nos detalhes, madeira e acabamentos de aparência rústica criam continuidade visual, inclusive no revestimento da geladeira, que foi incorporada ao conjunto para reduzir contrastes e manter a unidade entre os elementos presentes no ambiente.
Móveis de família ganharam novas funções
A transformação da casa não dependeu da compra de uma mobília inteiramente nova, pois grande parte dos objetos levados ao sítio já acompanhava Helena em outras residências, mudanças e diferentes etapas de sua vida pessoal e profissional.
Sofá, tapetes e luminárias guardados ao longo do tempo passaram a ocupar novos lugares, formando uma decoração composta por peças de origens distintas e permitindo que o imóvel fosse preenchido gradualmente, sem seguir um conjunto uniforme adquirido de uma só vez.
Entre os itens de maior valor afetivo está uma poltrona herdada da avó, renovada com tecidos trazidos de uma viagem e incorporada ao cotidiano do sítio, onde mantém a ligação familiar sem permanecer guardada apenas como lembrança.
Ao lado de outros objetos pessoais, a peça mostra como a decoração foi construída progressivamente e revela uma escolha por ambientes que preservam memórias, reutilizam itens conhecidos e evitam a aparência impessoal de uma residência montada apenas para exibição.
Madeira restante da reforma virou mobiliário
O reaproveitamento também alcançou os materiais que restaram da reforma, já que madeiras deixadas pela obra foram transformadas em prateleiras e em um rack, inserindo no mobiliário elementos diretamente relacionados ao processo de renovação da casa.
Essas peças foram acomodadas entre móveis antigos, objetos pessoais e itens desenvolvidos especialmente para alguns ambientes, criando uma ligação visual entre o que já acompanhava Helena e o que surgiu das necessidades práticas observadas durante a reforma.
Embora muitos elementos tenham sido reutilizados, alguns móveis foram produzidos para a propriedade, sobretudo na cozinha e nas áreas de convivência, onde circulação, armazenamento e integração exigiam soluções específicas para a rotina mantida no sítio.
Pela presença constante, a madeira aproximou objetos antigos, peças novas e materiais recuperados, estabelecendo uma continuidade capaz de unir diferentes origens sem apagar as particularidades de cada item incorporado aos ambientes internos da residência rural.
Lareira gigante em cone domina a sala
Na sala, a lareira metálica preta em formato de cone tornou-se um dos elementos mais reconhecíveis da decoração, tanto pelo desenho vertical quanto pela função de aquecer a casa durante os períodos de temperaturas mais baixas registrados na região.
Escolhida pela aparência marcante e pela capacidade de distribuir calor, a peça ocupa posição central na área social, onde o fogo e o som da lenha queimando passaram a fazer parte dos momentos de convivência organizados ao redor dela.
Criado pela diferença de proporções, o contraste entre a lareira alta e os móveis mais baixos destaca a estrutura entre superfícies de madeira, tecidos e objetos reunidos ao longo do tempo, enquanto sua presença atende à necessidade prática de aquecimento durante o inverno.
Helena relatou que as temperaturas podem cair bastante no local e que o equipamento consegue aquecer a casa, unindo valor visual e função cotidiana sem transformar a sala em um ambiente desconectado da linguagem simples adotada nos demais espaços.
Janelas e horta aproximam a casa da natureza
Assista o vídeo
Janelas amplas favorecem a entrada de iluminação natural e mantêm os ambientes internos visualmente próximos da vegetação ao redor, enquanto a rede de descanso e a horta ampliam a relação entre a rotina doméstica e a vida no campo.
Sem apagar a aparência rural da construção, quadros, discos de vinil e um toca-discos completam a área social, reforçando o caráter pessoal da decoração e aproximando o sítio das outras casas ocupadas por Helena ao longo dos anos.
Distribuídos entre paredes, móveis e prateleiras, esses objetos foram incorporados conforme a relação com cada cômodo se desenvolvia, permitindo que a residência ganhasse identidade aos poucos e sem depender de uma composição decorativa fechada desde o início.
Ao preservar as paredes, o projeto manteve a organização original da construção, enquanto a integração dos espaços adaptou o imóvel à rotina de encontros, refeições e permanência prolongada de familiares e amigos em diferentes períodos do ano.
Reforma adaptou os espaços sem apagar a estrutura
Em vez de se apoiar em demolições extensas, a reforma concentrou esforços na maneira de ocupar, mobiliar e conectar os ambientes existentes, criando uma casa funcional sem apagar completamente a estrutura encontrada no momento da compra.
Na cozinha, o tamanho e a posição central favorecem o preparo das refeições enquanto convidados permanecem próximos, ao passo que a sala reúne a lareira, os móveis reaproveitados e os objetos pessoais em uma área diretamente ligada ao principal cômodo da casa.
Poltrona herdada, sofá de outra residência, tapetes transportados durante diferentes mudanças e luminárias guardadas ganharam novas funções no sítio, enquanto as madeiras restantes da obra passaram a integrar prateleiras e móveis usados diariamente pela família.
Dentro da rotina apresentada pela chef, a cozinha concentra os encontros, a lareira aquece a área social e a horta amplia a ligação com a vida no campo, mantendo a casa vinculada ao uso cotidiano e à convivência familiar.
Você manteria as paredes originais, reaproveitaria móveis antigos e daria novas funções a objetos de família para transformar uma casa rural já existente em um refúgio pessoal, funcional e conectado às lembranças construídas ao longo do tempo?
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

