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Aprenda a técnica para plantar hortelã em garrafa PET de 2 litros e criar uma horta vertical em pouco espaço
Escrito por Ruth Rodrigues
Publicado em 24/08/2026 às 21:09
Atualizado em 24/08/2026 às 21:10
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Hortelã pode ser cultivada em garrafa PET de 2 litros com ramos, substrato e carvão, formando um vaso vertical indicado para espaços pequenos.
Uma garrafa plástica que normalmente seguiria para descarte pode ganhar outra função dentro de casa e servir como estrutura para cultivar hortelã em pouco espaço. O método utiliza uma garrafa PET de 2 litros suspensa, com aberturas distribuídas pelas laterais, permitindo acomodar vários ramos em uma única estrutura vertical. A proposta é especialmente adequada para quem não dispõe de canteiros ou grandes vasos.
O cultivo começa antes mesmo da preparação do recipiente. Ramos de hortelã comprados em feiras podem ser aproveitados como mudas, desde que sejam escolhidas partes vigorosas e sem sinais visíveis de danos ou pragas. As regiões inferiores comprometidas são descartadas, enquanto os caules considerados mais saudáveis seguem para o plantio no substrato preparado dentro da embalagem.
Garrafa PET passa a receber os ramos pelas laterais
A montagem modifica completamente a utilização tradicional da garrafa. A parte inferior do recipiente é cortada e recebe pequenos orifícios destinados ao escoamento da água, enquanto outros pontos são abertos ao longo das paredes laterais. É justamente por essas aberturas que os talos serão posicionados, fazendo a planta ocupar diferentes alturas.
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Os furos laterais precisam permitir a passagem dos caules sem deixá-los excessivamente soltos. Depois que o substrato começa a preencher a garrafa PET, cada ramo é introduzido em uma dessas entradas e fica sustentado pela terra. O resultado é diferente de um vaso convencional, no qual todas as hastes normalmente sairiam apenas pela abertura superior.
Para produzir essas perfurações, a técnica apresentada admite o uso de um prego aquecido ou de um ferro de solda. A distribuição das entradas deve acompanhar a quantidade de ramos escolhida para o cultivo, mantendo espaço para que as hastes consigam se desenvolver e encontrem luz quando começarem a crescer para fora da estrutura.
Carvão é colocado junto ao substrato da hortelã
Outro elemento empregado no método é o carvão vegetal. Pequenos pedaços são distribuídos tanto na região inferior quanto misturados ao substrato que preencherá o recipiente. Segundo a técnica apresentada, o material funciona como fonte gradual de nutrientes, entre eles fósforo e potássio, disponibilizados às raízes ao longo do desenvolvimento.
O substrato precisa permanecer leve e solto para acomodar as novas raízes. Depois de posicionar os ramos e completar o preenchimento, a estrutura recebe água até ficar bem umedecida. Em seguida, uma corda fixada na parte superior permite deixar a garrafa suspensa, característica central desse tipo de cultivo doméstico.
Raízes podem se desenvolver em aproximadamente 30 dias
Com os caules instalados no substrato, a hortelã inicia o processo de enraizamento dentro da garrafa. A estimativa apresentada para o método é de aproximadamente 30 dias até que as raízes estejam desenvolvidas e a planta passe a demonstrar crescimento mais evidente, direcionando novas partes em busca da iluminação disponível.
A posição suspensa altera também a relação da folhagem com o recipiente. Em vez de os ramos crescerem rente ao chão ou ficarem apoiados sobre a superfície úmida de um vaso, eles saem pelas paredes da garrafa PET e permanecem elevados. Dessa maneira, a estrutura aproveita melhor o espaço vertical disponível.
Distância da terra úmida é uma das propostas do sistema
O método procura reduzir o contato direto das folhas com a superfície molhada do substrato. Como a irrigação ocorre pela parte superior e a planta se espalha lateralmente, a folhagem fica afastada da terra, condição apontada como favorável para diminuir problemas associados à umidade constante sobre as folhas.
Essa configuração também busca dificultar o contato da parte aérea da hortelã com insetos presentes no solo. A elevação, entretanto, não muda a necessidade de acompanhar o desenvolvimento da planta e observar o estado dos ramos, já que o cultivo continua dependendo de irrigação e de condições adequadas para crescimento.
Entre os principais elementos utilizados na montagem estão:
- garrafa PET de 2 litros reaproveitada;
- ramos saudáveis de hortelã;
- substrato leve;
- pequenos pedaços de carvão vegetal;
- corda para suspender o recipiente.
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A disposição vertical reúne esses materiais em uma estrutura compacta e permite colocar várias hastes no mesmo recipiente sem depender de uma grande superfície horizontal.
Hortelã transforma embalagem em pequeno cultivo vertical
Uma das vantagens práticas da técnica está justamente no reaproveitamento. A garrafa PET deixa de funcionar como simples embalagem e passa a reunir drenagem, substrato, sustentação das mudas e pontos laterais para crescimento em uma única peça, reduzindo a necessidade de recipientes maiores para iniciar o plantio.
Depois de estabelecida, a hortelã pode fornecer folhas destinadas a preparações como chás, sucos e temperos. O modelo suspenso ainda permite instalar o recipiente em locais onde um vaso convencional poderia ocupar espaço útil, aproveitando paredes, suportes ou outras áreas verticais disponíveis.
A lógica do sistema é simples: selecionar bons ramos, modificar a garrafa PET, preparar o interior com substrato e carvão, distribuir as hastes pelas laterais e manter a estrutura suspensa após a rega. Com o enraizamento esperado em cerca de um mês, a hortelã passa a crescer a partir de diferentes pontos do recipiente, transformando uma embalagem comum em um pequeno jardim vertical doméstico.
Fonte
NSC Total
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Ruth Rodrigues.

