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Cidade no Brasil é engolida 5 metros por ano pelo avanço do mar, erosão destrói imóveis, força retirada de famílias e exige estudo para conter perda da costa
Escrito por Romário Pereira de Carvalho
Publicado em 31/08/2026 às 13:03
Atualizado em 31/08/2026 às 13:25
Ciência e Tecnologia
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Com recuo superior a cinco metros anuais em alguns trechos, Atafona enfrenta erosão crônica que destrói imóveis, desloca moradores e motivou novo estudo técnico para avaliar medidas de mitigação e adaptação costeira no litoral fluminense
A erosão em Atafona, no município de São João da Barra, no Rio de Janeiro, registra recuo superior a cinco metros por ano em determinados trechos. Em 2026, a Prefeitura autorizou um novo estudo técnico para avaliar a dinâmica costeira e comparar alternativas de mitigação e adaptação diante dos impactos sobre imóveis, áreas urbanas e moradores.
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Erosão é considerada extrema e afeta área construída
A perda de terreno para o mar acompanha Atafona desde meados do século 20 e transformou partes da faixa costeira em uma sequência de construções danificadas, fundações expostas e terrenos atingidos pelo avanço da água.
Em palestra registrada pela Câmara Municipal de São João da Barra, o geólogo Eduardo Bulhões informou taxas de erosão superiores a cinco metros por ano. O processo foi classificado como crônico, sem indício científico de uma interrupção natural.
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A velocidade, porém, não ocorre de forma uniforme em toda a praia. Registros geológicos apontam variações entre diferentes trechos e períodos do ano, o que torna necessário analisar individualmente o comportamento de cada setor da costa.
A erosão é associada à interação entre processos naturais e alterações que interferem no transporte de sedimentos.
Relatório técnico municipal cita ondas, correntes marinhas e vento entre os agentes responsáveis pela retirada e redistribuição da areia.
O documento também relaciona fatores como retirada de água, barragens e extração de areia no canal a possíveis intensificadores do processo.
Foz do Paraíba do Sul ajuda a explicar movimentação dos sedimentos
Atafona está junto à foz do Rio Paraíba do Sul, área em que o encontro entre o sistema fluvial e o oceano influencia diretamente a distribuição de sedimentos e, consequentemente, o comportamento da linha de costa.
Segundo relatório da Prefeitura, parte do material removido de Atafona é transportada em direção à Praia de Grussaí.
O Serviço Geológico do Brasil descreve o delta como um ambiente fortemente influenciado pelas ondas e por antigas linhas de praia.
A relação entre a vazão do Paraíba do Sul e a erosão também aparece nos registros apresentados pela Câmara Municipal. Quando ocorre redução da vazão máxima do rio, a erosão tende a se intensificar no ano seguinte.
Esse conjunto de informações mostra que o recuo costeiro não depende apenas da ação direta das ondas sobre as construções.
A circulação dos sedimentos entre rio, praia e oceano também participa da transformação observada na região.
Casas interditadas mostram efeito direto sobre moradores
Os danos ultrapassam a mudança física da paisagem. Relatório técnico municipal registra destruição de edificações e perda de bens da população em consequência do avanço do mar.
Em 2023, um decreto municipal registrou famílias retiradas de residências interditadas pela Defesa Civil em áreas afetadas.
O poder público destinou o imóvel mencionado no documento a um programa habitacional voltado ao atendimento dessas famílias.
Em julho de 2026, outra resposta pública ocorreu no Pontal de Atafona. O portal da Prefeitura registrou uma intervenção emergencial para conter o avanço da água provocado por ressaca associada à maré.
Os registros ligam diretamente a erosão costeira a questões de moradia, segurança das construções, patrimônio e planejamento das áreas urbanizadas próximas ao mar.
Estudo iniciado em 2026 avaliará alternativas para Atafona e Açu
Em 10 de julho de 2026, a Prefeitura de São João da Barra informou a assinatura da ordem de serviço para iniciar o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental, o EVTEA, voltado à erosão em Atafona e no Açu.
O trabalho deverá aprofundar a análise da dinâmica costeira e comparar alternativas de mitigação e adaptação.
Conforme publicação no Diário Oficial de março de 2026, serão considerados fatores oceanográficos, climáticos e hidrossedimentológicos.
A avaliação também deve considerar áreas urbanas, equipamentos públicos e populações vulneráveis atingidas ou expostas aos efeitos do avanço do mar.
Após a assinatura da ordem de serviço, foi indicado prazo médio de 30 dias para apresentação do Plano de Trabalho. O documento deve definir etapas, métodos e cronograma das análises posteriores.
O início do EVTEA é resultado de um processo administrativo registrado pelo município ao longo de 2024, 2025 e 2026, envolvendo planejamento, financiamento e licitação antes da autorização para execução do estudo.
Esta matéria foi elaborada com base em informações da Prefeitura de São João da Barra, Câmara Municipal de São João da Barra, Serviço Geológico do Brasil e Diário Oficial, com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.
Fonte
https://olhardigital.com.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

