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Com 343 metros de altura e uma pista suspensa que se estende por 2.460 metros, esse viaduto colossal supera a altura da Torre Eiffel
Escrito por Andriely Medeiros de Araújo
Publicado em 28/08/2026 às 21:21
Atualizado em 28/08/2026 às 21:22
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Descubra como foi construído o viaduto de Millau, a grandiosa estrutura na França que atinge 343 metros de altura e desafia a engenharia.
Construído entre 2001 e 2004 para eliminar um grave gargalo logístico que travava o tráfego rodoviário entre Clermont-Ferrand e Béziers, o colossal viaduto de Millau transformou a mobilidade no sul da França ao conectar trechos da autoestrada A75 diretamente sobre o vale do rio Tarn.
Projetado pelo arquiteto Norman Foster e pelo engenheiro Michel Virlogeux, o complexo exigiu um investimento de 400 milhões de euros e o esforço de até 600 trabalhadores para erguer uma pista suspensa que se estende por 2.460 metros de extensão, solucionando os históricos congestionamentos que forçavam motoristas a desviarem pelas vias locais da cidade durante as temporadas de férias.
O fenômeno visual e as dimensões gigantescas da obra
Quando a neblina densa cobre o leito do rio Tarn na França, a pista principal do imponente viaduto permanece inteiramente acima dessa camada, criando um efeito ótico singular onde os automóveis parecem flutuar e trafegar diretamente sobre as nuvens.
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Para sustentar esse cenário impressionante, o projeto grandioso exigiu o consumo de aproximadamente 206 mil toneladas de concreto nas fundações profundas e nas colunas de sustentação, além de um tabuleiro metálico robusto que pesa 36 mil toneladas, conta com 32 metros de largura e se estende por 2.460 metros de comprimento total.
A arquitetura impressiona pelas alturas colossais alcançadas: são sete pilares principais de concreto equipados com mastros metálicos de 87 metros em suas extremidades superiores.
Entre eles, a pilastra P2 destaca-se ao atingir sozinha a marca de 245 metros, elevando o ponto máximo de toda a estrutura a incríveis 343 metros de altura a partir do solo — o que supera em treze metros a famosa Torre Eiffel de Paris.
Enquanto o topo atinge essa marca recordista, a rodagem por onde passam os carros diariamente fica posicionada a cerca de 270 metros de altura em relação ao vale.
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Técnicas inovadoras de engenharia e montagem hidráulica
Para vencer o vasto desnível do terreno sem instalar andaimes complexos no fundo do vale e evitar qualquer tipo de poluição visual na paisagem natural da região, os engenheiros adotaram métodos construtivos extremamente ousados.
A execução da obra durou três anos e mobilizou o esforço de até 600 trabalhadores especializados em infraestrutura pesada.
Em vez de erguer toda a estrutura pelo sistema tradicional de içamento vertical, o tabuleiro de aço foi montado inicialmente nas duas extremidades opostas da travessia.
Em seguida, potentes sistemas hidráulicos empurraram gradualmente as metades da pista sobre apoios temporários de apoio, fazendo com que as estruturas deslizassem no ar até se encontrarem exatamente no centro com uma precisão milimétrica de poucos centímetros.
Adicionalmente, as colunas de sustentação foram desenhadas de forma a serem mais largas na base e afiladas no topo, dividindo-se geometricamente em dois braços.
Esse formato inteligente permite que os pilares absorvam com total segurança as forças mecânicas exercidas pelo tráfego pesado, pelas intensas variações sazonais de temperatura e pelos ventos fortes que sopram frequentemente nas montanhas, mantendo a estabilidade dos 154 cabos de sustentação.
A solução definitiva para os congestionamentos rodoviários
Por trás da grandiosidade estética e tecnológica, a construção nasceu de uma necessidade logística urgente para resolver um grave problema histórico de mobilidade urbana e rodoviária na Europa.
Durante décadas, o fluxo de veículos que realizava o trajeto entre Clermont-Ferrand e Béziers sofria com um estrangulamento severo no tráfego, forçando motoristas, ônibus e turistas a abandonarem a rota principal para desviar pelas vias locais e estreitas da cidade de Millau.
Esse desvio obrigatório gerava filas quilométricas de automóveis parados, sobretudo durante os meses de férias de verão, quando o fluxo de viajantes rumo ao sul da França se multiplicava.
Para solucionar o impasse e completar a malha da autoestrada A75 de maneira direta e eficiente, a construção da travessia suspensa eliminou os antigos engarrafamentos e normalizou o fluxo regional.
Hoje, além de cumprir seu papel fundamental no escoamento de veículos, a colossal obra consolidou-se como um marco definitivo da engenharia moderna e um dos pontos turísticos mais admirados do continente europeu.
Fonte
ND Mais
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Andriely Medeiros de Araújo.

