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Depois de passar mais de 50 anos em circos desde a infância, elefanta de 56 anos continua fazendo apresentações e passeios enquanto campanha tenta levá-la definitivamente para um santuário
Escrito por Caio Aviz
Publicado em 26/08/2026 às 17:07
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Okha nasceu em 1970, entrou no ambiente circense ainda jovem, passou décadas em apresentações e permanece sem companhia de outros elefantes desde 2022, enquanto campanha pede sua aposentadoria.
Aos 56 anos, a elefanta Okha continua ligada ao entretenimento circense depois de passar praticamente toda a vida nesse ambiente. Nascida na Índia em 1970, ela foi retirada da natureza ainda jovem e, segundo a CompassionWorks International, teria sido vendida para Wayne Franzen em 1974, antes da criação do Franzen Bros. Circus, em 1975.
A trajetória chama atenção não apenas pela idade da elefanta, mas pelo tempo em que ela permaneceu vinculada às apresentações. Durante décadas, Okha participou de espetáculos, viagens e passeios, enquanto sua rotina era moldada pelas exigências do entretenimento com animais.
Hoje, a CompassionWorks International, também conhecida como CWI, tenta ampliar a pressão pública para que Okha seja retirada definitivamente das apresentações. A organização defende sua transferência para um santuário credenciado, onde ela poderia ter suas necessidades priorizadas e voltar a conviver com outros elefantes.
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Okha entrou no circo ainda jovem e ficou conhecida por se equilibrar sobre uma bola
A história de Okha no circo começou poucos anos depois de seu nascimento. Segundo a CompassionWorks International, ela nasceu na Índia em 1970 e foi retirada da natureza quando ainda era jovem. A entidade acredita que ela tenha sido vendida para Wayne Franzen em 1974.
No ano seguinte, Franzen fundou o Franzen Bros. Circus, e Okha passou a fazer parte das apresentações. Um dos números mais associados à elefanta exigia que ela ficasse em pé sobre uma bola, imagem que acabou sendo usada como destaque do próprio espetáculo.
O treinamento de elefantes em circos naquele período é descrito pela CWI como marcado por práticas que incluíam cordas, ganchos metálicos e agressões. A organização, porém, deixa claro que não possui imagens ou gravações do treinamento específico de Okha.
Essa ausência de registros impede afirmar exatamente quais métodos foram empregados com ela. Ainda assim, a entidade relaciona sua trajetória ao padrão de treinamento utilizado com outros elefantes de circo na mesma época.
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Kosti e Megue passaram a acompanhar Okha em 1984
Durante os primeiros anos no Franzen Bros. Circus, Okha aparentemente permaneceu sem a companhia de outro elefante. Essa situação mudou em 1984, quando Kosti e Megue passaram a integrar o mesmo ambiente.
As três elefantas permaneceram ligadas ao circuito de entretenimento por décadas. A estrutura do circo, entretanto, sofreu uma mudança decisiva em 1997, quando Wayne Franzen morreu após ser atacado por um tigre durante uma apresentação.
Brian Franzen, filho de Wayne, teria mantido o Franzen Bros. Circus em funcionamento durante alguns meses. O espetáculo itinerante, porém, encerrou suas atividades ainda naquele ano.
Mesmo com o fim do circo, Brian continuou trabalhando com animais destinados ao entretenimento. Okha, por isso, passou a ser disponibilizada para outros espetáculos em vez de permanecer vinculada a uma única companhia circense.
Transferências de 2022 deixaram Okha sem companhia de outros elefantes
A convivência de Okha com Kosti e Megue terminou décadas depois. Em 2022, Kosti foi transferida para o Memphis Zoo, enquanto Megue seguiu para uma instalação do Six Flags, em Nova Jersey.
Desde essas transferências, a CompassionWorks International afirma que Okha permanece sem a companhia de outro elefante. A mudança se tornou um dos principais pontos levantados pela organização na campanha por sua aposentadoria.
Mesmo sem as antigas companheiras, Okha continuou aparecendo em diferentes espetáculos. A CWI cita atividades ligadas ao Cindy Migley’s Circus Spectacular, Mysterious Circus e Loomis Bros Circus.
Em novembro de 2024, a organização relatou que a elefanta estava participando de apresentações no Texas com o Mysterious Circus. Já em fevereiro de 2026, a entidade voltou a registrar seu uso em atividades vinculadas ao Loomis Bros Circus.
Aos 56 anos, elefanta continua participando de apresentações e passeios
A idade avançada de Okha passou a ocupar o centro das preocupações apresentadas pela CompassionWorks International. Além do isolamento, a entidade destaca as viagens frequentes e as exigências físicas associadas às apresentações.
Em maio de 2026, a CWI voltou a documentar Okha participando de espetáculos e sendo utilizada em passeios. O registro reforçou a campanha para que sua rotina no entretenimento seja encerrada.
A organização argumenta que, depois de mais de cinco décadas ligadas ao circo, Okha deveria ser aposentada e retirada definitivamente das apresentações. A defesa da transferência leva em consideração justamente sua idade, o histórico de viagens e a ausência de outros elefantes ao seu redor.
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Caio Aviz
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Campanha pede aposentadoria de Okha em um santuário credenciado
A CompassionWorks International concentra seus esforços na tentativa de levar Okha para um santuário credenciado. Segundo a entidade, esse tipo de ambiente permitiria que suas necessidades fossem colocadas acima das exigências de apresentações e passeios.
A mudança também poderia permitir que a elefanta tivesse novamente contato com animais da própria espécie. Esse ponto ganhou ainda mais importância desde 2022, quando as duas companheiras que viveram ao lado dela foram transferidas.
Depois de uma trajetória iniciada na década de 1970 e marcada por décadas de apresentações, a situação de Okha permanece no centro da campanha promovida pela CWI. A organização sustenta que o período restante de sua vida deveria ser destinado à aposentadoria, à segurança e à convivência com outros elefantes.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Caio Aviz.

