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Desempregada, ela tirou da caixa uma máquina de costura que ganhou aos 12 anos, criou um produto na sala de casa e agora mira em US$ 1 milhão em vendas
Escrito por Roberta Souza
Publicado em 28/08/2026 às 13:01
Atualizado em 28/08/2026 às 13:02
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Um café derramado deu a Jane Helman a ideia para criar a Warmür, negócio iniciado com uma velha máquina de costura e que agora avança no varejo internacional
Em 2021, Jane Helman estava desempregada, sozinha em casa e enfrentando o inverno canadense quando um pequeno acidente mudou o rumo de sua vida profissional. As informações foram publicadas pelo site Entrepreneur.
Enquanto lia enrolada em um grande cobertor, Jane se inclinou para pegar uma caneta. O tecido bateu em sua xícara e derrubou o café. A frustração fez surgir uma pergunta simples: por que não existia um cobertor confortável que também fosse prático e apresentável para trabalhar?
Ela procurou uma solução na internet, mas não encontrou exatamente o que queria.
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Então decidiu fabricar a própria.
Jane buscou uma máquina de costura que havia ganhado aos 12 anos e que ainda estava guardada na caixa. Sem experiência como estilista, começou a testar tecidos e formatos sobre a mesa da sala.
Cinco anos depois, aquela experiência improvisada deu origem à Warmür, marca de cobertores desenvolvidos para cadeiras de escritório. O negócio registrou cerca de US$ 200 mil em vendas em apenas seis meses de 2025 e, segundo a Entrepreneur, está em trajetória para atingir US$ 1 milhão em 2026.
Tudo começou depois que um cobertor derrubou seu café
Jane vivia no Canadá em fevereiro de 2021.
O frio intenso fazia com que ela passasse parte do tempo enrolada em um cobertor enquanto lia em casa. Além disso, havia perdido o emprego e estava procurando uma nova direção profissional.
O problema surgiu quando percebeu que o cobertor tradicional era pouco prático.
Depois de derrubar o café, Jane começou a pesquisar alternativas.
Ela queria um produto que oferecesse conforto, mas que também tivesse aparência adequada para reuniões virtuais e trabalho em casa.
No entanto, as opções encontradas não correspondiam ao que imaginava.
Foi então que resolveu criar uma solução por conta própria.
Máquina de costura que ganhou aos 12 anos ainda estava na caixa
Jane não era estilista e tampouco tinha experiência profissional com costura.
Mesmo assim, lembrou de uma máquina que havia ganhado quando criança.
O equipamento estava guardado desde os 12 anos e ainda permanecia dentro da caixa.
Jane buscou a máquina e começou a trabalhar sobre a mesa de centro de sua sala.
O processo inicial foi bastante experimental. Primeiro, colocou dois cachecóis sobre os ombros de uma pessoa sentada para visualizar o formato.
Depois, foi a uma loja de tecidos e pediu orientações sobre quais materiais poderiam funcionar.
A recomendação foi usar fleece.
Jane comprou diferentes tecidos e começou a cortar formatos no chão até encontrar uma combinação que funcionasse.
Assim nasceu o primeiro protótipo.
Primeiro pedido mostrou que a ideia poderia virar negócio
Inicialmente, Jane estava tentando resolver um problema próprio.
Entretanto, a reação de outras pessoas mostrou que poderia existir um mercado.
Quando apresentou o produto a um amigo, o irmão dele viu a peça e quis comprar dez unidades para presentear funcionários de sua seguradora.
O pedido surpreendeu Jane.
Afinal, aquilo que havia começado como uma solução improvisada dentro de casa agora tinha seus primeiros compradores.
Com isso, ela passou a enxergar o produto de outra forma.
O projeto poderia se transformar em empresa.
Warmür começou em 2021 e cresceu aos poucos
Jane fundou a Warmür em 2021.
A proposta da marca é produzir cobertores para cadeiras de escritório. O formato permite que a pessoa permaneça aquecida enquanto trabalha, sem precisar usar um cobertor tradicional sobre todo o corpo.
Nos primeiros anos, a empresa avançou de forma gradual.
Segundo a Entrepreneur, a Warmür levou seus primeiros anos para alcançar aproximadamente US$ 150 mil em receita.
Jane continuou trabalhando na empresa enquanto buscava formas de ampliar as vendas.
Então, em 2025, decidiu reformular a marca.
A mudança acelerou os resultados.
Negócio vendeu US$ 200 mil em apenas seis meses
A Warmür ganhou uma nova direção de design em 2025.
Entre julho e dezembro daquele ano, a empresa registrou aproximadamente US$ 200 mil em vendas diretas e no atacado.
O salto representou uma mudança importante para o negócio.
Além disso, a empresa começou a conquistar espaço em grandes canais de varejo.
Segundo a reportagem, os produtos passaram a aparecer em plataformas e redes como Uncommon Goods, Walmart online, Grommet e Staples Canada, além de marketplaces internacionais.
Com isso, uma ideia criada sobre a mesa da sala passou a alcançar consumidores em diferentes mercados.
Estoque em produção chega a US$ 500 mil em valor de varejo
Os próximos números mostram a dimensão que Jane pretende alcançar.
A Warmür possui cerca de US$ 500 mil em valor combinado de varejo de produtos que estão em produção ou no pipeline, segundo a Entrepreneur.
A publicação afirma que a empresa está em trajetória para alcançar US$ 1 milhão até o final de 2026.
É importante destacar que esse valor representa uma projeção, e não faturamento já realizado.
Ainda assim, existe um contraste significativo.
O negócio começou com uma mulher recém-demitida, uma xícara de café derramada e uma máquina de costura infantil que nunca havia sido usada.
Agora, cinco anos depois, a empresa busca alcançar seu primeiro milhão de dólares em vendas anuais.
E a máquina que deu origem ao primeiro protótipo estava guardada desde que Jane tinha apenas 12 anos.
Fonte
Entrepreneur
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Roberta Souza.

