4 min de leitura
Empresa alemã de defesa apresenta a fragata GMF 140 de 140 metros e mais de 6 mil toneladas, projetada para reunir defesa aérea, guerra antissubmarino e ataques de longo alcance em missões da OTAN
Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 04/08/2026 às 18:15
Atualizado em 04/08/2026 às 18:16
Ciência e Tecnologia
Canal
Seja o primeiro a reagir!
Prefira o CPG no Google
Projetada com 64 células de lançamento vertical, radares de fabricação americana e recursos antissubmarino, a nova fragata foi desenvolvida para operações conjuntas da OTAN e será oferecida inicialmente em um programa de aquisição na América do Norte.
A Rheinmetall apresentou, na segunda-feira, a fragata GMF 140, navio de 140 metros e mais de 6 mil toneladas projetado para enfrentar ameaças aéreas, marítimas e submarinas, além de realizar ataques de longo alcance.
Fragata GMF 140 foi projetada para águas disputadas
A nova embarcação de mísseis guiados foi desenvolvida para as forças navais da Organização do Tratado do Atlântico Norte e de países aliados. O projeto busca atender nações que estão modernizando suas frotas diante de desafios de segurança.
Segundo a Rheinmetall, o navio foi concebido para operar em águas disputadas, nas quais poderá enfrentar aeronaves, mísseis, submarinos e outras embarcações. A fragata combina diferentes capacidades de combate em uma única plataforma.
ARTIGO CONTINUA ABAIXO
Veja também
O projeto reúne defesa aérea e antimíssil, guerra antissubmarino e possibilidade de ataque de longo alcance. A empresa também afirma que a embarcação poderá executar essas missões com uma tripulação reduzida.
Embora tenha sido projetado para operações em mar aberto, o GMF 140 também poderá participar de missões expedicionárias, tarefas costeiras e ações conjuntas com outras marinhas.
Os sistemas digitais previstos para o navio têm como objetivos ampliar sua capacidade de sobrevivência e facilitar a cooperação com forças aliadas. A fragata foi desenvolvida especificamente para cumprir os requisitos de interoperabilidade da OTAN.
Essa compatibilidade permitirá, segundo a Rheinmetall, que o GMF 140 participe de operações conjuntas com marinhas parceiras e utilize equipamentos de diferentes origens.
Navio terá 64 células para lançamento vertical
Um dos principais elementos do projeto é a capacidade para transportar 64 células de Sistema de Lançamento Vertical de longo alcance, conhecidas pela sigla VLS.
Essas células poderão disparar diferentes tipos de mísseis destinados à defesa aérea, à interceptação de mísseis balísticos e a ataques contra alvos terrestres.
A Rheinmetall pretende equipar a fragata com radares fabricados nos Estados Unidos. Os equipamentos planejados serão capazes de detectar, acompanhar e direcionar ações contra aeronaves convencionais, armas hipersônicas e mísseis balísticos.
A empresa também planeja instalar o Sistema de Combate AEGIS, utilizado pela Marinha dos Estados Unidos e por forças de países aliados.
Segundo a Rheinmetall, a combinação dos radares, do sistema de combate e das 64 células de lançamento proporcionará consciência situacional e capacidade de controle de fogo normalmente associadas a navios de superfície maiores.
A configuração definitiva, entretanto, poderá variar. A embarcação também poderá receber sistemas alternativos de gerenciamento de combate, dependendo das exigências do cliente e do programa de aquisição.
Entre as opções está o CMS330, da Lockheed Martin. Conforme a empresa alemã, esse sistema aberto e escalável permite operações em toda a frota e pode integrar sensores e armamentos desenvolvidos na Europa e nos Estados Unidos.
Casco e sonares reforçam guerra antissubmarino
O combate a ameaças submarinas ocupa uma parte central do projeto. A Rheinmetall afirma que o GMF 140 foi desenvolvido desde a quilha como um navio multidomínio, com atenção especial à guerra antissubmarino.
A fragata terá um casco de baixa assinatura e gerenciamento acústico integrado. Esses recursos foram planejados para reduzir a possibilidade de detecção da embarcação debaixo d’água.
O navio também contará com sonares instalados no casco e equipamentos rebocados. Os sistemas serão utilizados para localizar e acompanhar submarinos durante as operações.
A capacidade antissubmarino poderá ser ampliada pelo uso de aeronaves e equipamentos adicionais. O GMF 140 poderá transportar helicópteros marítimos produzidos nos Estados Unidos ou na Europa.
Sistemas não tripulados também poderão operar a partir da embarcação. De acordo com a Rheinmetall, esses equipamentos auxiliarão em missões de vigilância e de combate antissubmarino.
América do Norte será o primeiro mercado
A fragata foi desenvolvida principalmente para exportação. A Rheinmetall informou que pretende oferecer inicialmente o projeto como parte de um programa de aquisição na América do Norte.
Depois dessa primeira campanha internacional, a empresa planeja apresentar o GMF 140 a outras marinhas aliadas interessadas em navios capazes de operar ao lado de forças navais avançadas.
A companhia considera que a embarcação poderá atrair países envolvidos na modernização de suas frotas, especialmente diante dos desafios de segurança mencionados na Europa, no Atlântico Norte e na região Indo-Pacífica.
Segundo a Rheinmetall, o projeto busca oferecer aos países da OTAN e aliados uma fragata moderna, compatível com diferentes sistemas e considerada acessível pela fabricante.
A empresa espera que o navio participe de programas internacionais de aquisição. Não foram informados, porém, os possíveis compradores, o valor da fragata, o prazo para construção ou uma data prevista para sua entrada em operação.
Tags
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Fabio Lucas Carvalho.

