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Engenheiros colocam 77 enormes caixas de concreto no lago e fazem ponte flutuar por 2,35 km sem pilares no fundo, usando empuxo e ancoragem submersa
Escrito por Romário Pereira de Carvalho
Publicado em 24/08/2026 às 08:57
Atualizado 24/08/2026 às 09:29
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Com 77 pontões de concreto, a Evergreen Point Floating Bridge atravessa 2,35 km do Lake Washington sem uma sequência de pilares profundos, usando empuxo e ancoragem submersa para sustentar e estabilizar a rodovia na água
A Evergreen Point Floating Bridge, na rodovia SR 520, atravessa o Lake Washington, nos Estados Unidos, com um vão flutuante de aproximadamente 2,35 km sustentado por 77 pontões de concreto. Em vez de depender de uma sequência de pilares profundos, a estrutura usa flutuabilidade e ancoragem submersa para manter a rodovia sobre a água.
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A ponte Evergreen Point Floating Bridge evita sequência de pilares no fundo do lago
A solução adotada na travessia está diretamente relacionada às características do Lake Washington. A profundidade do lago torna menos atraente uma estrutura convencional sustentada por uma sequência de pilares ligando o tabuleiro ao fundo.
No trecho principal, a rodovia repousa sobre enormes caixas estanques de concreto. Os pontões permanecem na superfície e funcionam de maneira semelhante ao casco de uma embarcação, utilizando o deslocamento da água para gerar empuxo.
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Embora sejam feitos de concreto, os pontões contêm grandes volumes fechados. Dessa forma, conseguem deslocar água suficiente para produzir a flutuabilidade necessária para sustentar a estrutura acima deles.
O princípio depende da relação entre massa e volume deslocado. Assim, uma peça pode ser pesada e continuar flutuando desde que sua configuração permita gerar empuxo suficiente para compensar seu peso.
Os 77 pontões formam uma plataforma contínua para a rodovia
A Evergreen Point Floating Bridge utiliza 77 pontões de concreto conectados. Juntos, eles distribuem as cargas da rodovia ao longo da travessia, evitando que todo o peso fique concentrado em poucos pontos fixados ao fundo.
Essas unidades cumprem diferentes funções dentro do sistema. Além de gerar flutuabilidade, ajudam a distribuir o peso do tabuleiro e do tráfego e formam uma plataforma contínua para os elementos superiores da ponte.
A configuração registrada no programa da SR 520 mostra como os pontões trabalham como partes de um único conjunto. A flutuabilidade responde principalmente pelo suporte vertical da estrutura.
Isso significa que o peso da rodovia atua para baixo enquanto o empuxo produzido pelo volume de água deslocado pelos pontões atua no sentido contrário, mantendo a plataforma na superfície.
O resultado é uma infraestrutura rodoviária sustentada essencialmente pela água deslocada pelas grandes caixas de concreto, em vez de depender exclusivamente de apoios construídos diretamente no leito do lago.
Sistema de ancoragem impede que a ponte flutue livremente
A capacidade de flutuar resolve apenas parte do desafio. Uma ponte desse porte também precisa permanecer alinhada apesar da ação do vento, das ondas e das variações das condições da água.
Por isso, a estrutura não funciona como uma embarcação livre. Um sistema de ancoragem submersa restringe os movimentos horizontais e mantém os pontões posicionados dentro dos limites previstos para a travessia.
As linhas de ancoragem são ligadas a pontos resistentes no fundo. Enquanto os pontões sustentam a maior parte do peso vertical, as âncoras ajudam a impedir deslocamentos laterais excessivos provocados pelas forças ambientais.
Alguns elementos envolvidos na ancoragem possuem massas de centenas de toneladas. A escala mostra que uma estrutura pode flutuar e, simultaneamente, depender de componentes extremamente pesados para controlar sua posição.
Peso, empuxo, vento, ondas e ancoragem precisam funcionar de maneira combinada. O sistema permite que a ponte responda às condições do lago sem perder o alinhamento necessário para manter a passagem dos veículos.
Vão flutuante chega a 7.710 pés, cerca de 2,35 quilômetros
O trecho flutuante da Evergreen Point Floating Bridge mede 7.710 pés, aproximadamente 2,35 km. Nessa distância, pontões, conexões, juntas, tabuleiro e sistemas de ancoragem precisam atuar como partes de uma mesma infraestrutura.
A extensão também aumenta a importância da distribuição das cargas. Os 77 pontões fornecem uma base ao longo de quilômetros e ajudam a evitar a concentração do peso em poucos pontos de sustentação.
O uso do concreto demonstra ainda que flutuação não é sinônimo de leveza. A capacidade de permanecer na superfície depende da combinação entre formato, volume interno, massa, deslocamento de água e controle proporcionado pela ancoragem.
Na prática, os pontões transformam o princípio físico do empuxo em uma base para uma rodovia de quilômetros.
A plataforma repousa sobre a água enquanto o sistema submerso de ancoragem restringe movimentos e mantém a travessia posicionada.
Esta matéria foi elaborada com base nas informações do material fornecido sobre a Evergreen Point Floating Bridge e o programa da SR 520, com dados, números e descrições técnicas preservados conforme o conteúdo consultado.
Fonte
https://www.canalrural.co
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

