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Entregador ouve batidas dentro de câmara frigorífica a 20 graus abaixo de zero, salva empresária presa no frio e recebe convite para participar como sócio da empresa na China
Escrito por Flavia Marinho
Publicado em 31/08/2026 às 13:39
Atualizado em 31/08/2026 às 13:40
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Liu Xu percebeu um som incomum durante o trabalho, encontrou Chen presa em uma câmara frigorífica na província de Hunan e evitou que mais tempo no frio agravasse a emergência, depois recusou a participação que ela ofereceu na empresa
Batidas abafadas dentro de uma câmara frigorífica levaram o entregador Liu Xu a encontrar uma empresária presa na província de Hunan, na China. O caso ocorreu em 31 de agosto de 2025, quando Chen trabalhava sozinha em um espaço mantido a cerca de 20 graus abaixo de zero.
A informação foi publicada pelo South China Morning Post, jornal de Hong Kong com cobertura internacional. Chen permaneceu presa por mais de 20 minutos, sem telefone e com poucas chances de ser ouvida naquele local afastado.
Liu abriu a porta e conseguiu libertar Chen. Depois do resgate, a empresária ofereceu uma participação em seu negócio como forma de agradecimento, mas o entregador recusou e não se tornou sócio da empresa.
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A porta fechada transformou uma tarefa simples em emergência
Chen estava organizando mercadorias dentro da câmara de sua empresa de logística de produtos refrigerados. A porta principal possuía uma passagem menor, e a regra de segurança exigia a presença de duas pessoas durante a movimentação de produtos por esse acesso.
Naquela noite, ela abriu a porta inteira para levar os itens ao interior do espaço. Depois, fechou a entrada com firmeza para impedir que o calor externo criasse umidade e molhasse as caixas de papelão que protegiam as mercadorias.
Ao terminar o serviço, Chen descobriu que a porta não abria por dentro. O botão usado como alternativa para destravar a saída também estava quebrado, enquanto o telefone havia ficado do lado de fora.
As batidas percebidas pelo entregador levaram até a câmara frigorífica
A câmara tinha 20 metros quadrados, paredes espessas e capacidade de abafar boa parte dos sons produzidos no interior. Além disso, ficava longe das vias mais movimentadas, em uma área onde poucas pessoas passavam naquele horário.
Sem conseguir abrir a porta ou fazer uma ligação, Chen tentou produzir um ruído forte. Ela pegou uma caixa de bolinhos congelados e bateu o objeto contra a parede para chamar a atenção de alguém.
Liu Xu passava pelo local quando percebeu batidas fracas e incomuns. O entregador interrompeu o que fazia, seguiu a origem do barulho e chegou até a porta da câmara, onde identificou que havia uma pessoa presa.
Mais de 20 minutos sob frio intenso aumentaram o perigo
Quando Liu abriu a porta, Chen já tinha passado mais de 20 minutos no ambiente mantido a aproximadamente 20 graus abaixo de zero. Ela tremia e apresentava dificuldade para permanecer em pé após o período de exposição ao frio.
A empresária pensou nos dois filhos enquanto tentava ser ouvida. Um deles frequentava a escola e o outro tinha 5 anos, o que aumentou seu medo de não conseguir sair da câmara.
A libertação ocorreu porque Liu prestou atenção a um som que poderia ter sido confundido com um ruído comum do local. Ele conseguiu abrir a porta pelo lado de fora assim que encontrou a origem das batidas.
A oferta após o resgate não transformou Liu Xu em sócio
Depois de ser libertada, Chen procurou Liu para agradecer. Ela levou flores, alimentos, dinheiro e um estandarte vermelho de agradecimento, além de oferecer parte de sua empresa ao entregador.
O South China Morning Post, veículo jornalístico sediado em Hong Kong, registrou que Liu não aceitou a participação. Ele tratou o resgate como uma ajuda que estava ao seu alcance e recusou receber uma recompensa tão grande.
A oferta existiu, mas não houve mudança na situação profissional de Liu. O entregador continuou trabalhando normalmente após o episódio.
Atenção durante o trabalho definiu o desfecho do resgate
O caso reuniu uma porta travada, um botão de emergência quebrado e um telefone deixado do lado de fora. As paredes que conservavam o frio dificultavam os pedidos de ajuda, mas Liu ouviu as batidas, procurou a origem do som e abriu a porta após mais de 20 minutos de exposição.
A oferta de uma parte da empresa mostrou a gratidão de Chen, porém não alterou a relação entre os dois. O desfecho confirmado permanece sendo o resgate da empresária e a recusa do entregador em aceitar participação no negócio.
Você teria percebido aquelas batidas em meio aos ruídos do trabalho? Conte sua opinião nos comentários e compartilhe esta história com quem valoriza atitudes atentas no cotidiano.
Tags
câmara frigoríficaentregador
Fonte
South China Morning Post
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Flavia Marinho.

