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Estados Unidos imporão tarifas a países da América Central, incluindo El Salvador, por violar medidas contra o trabalho forçado
Escrito por Flavia Marinho
Publicado em 03/08/2026 às 07:39
Economia
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A administração Donald Trump vai aplicar novas tarifas sobre importações da América Central, com impacto direto sobre El Salvador e outros países da região, após concluir que as regras contra o trabalho forçado não foram cumpridas de forma efetiva.
Os Estados Unidos vão começar a cobrar um novo tarifaço sobre produtos da América Central, incluindo El Salvador, a partir desta sexta-feira, sob a alegação de que os países da região não estão aplicando de forma efetiva a proibição de importar bens produzidos com trabalho forçado. A decisão foi informada publicamente pelo embaixador Jamieson Greer, da Oficina do Representante Comercial dos EUA, a USTR, segundo a infobae.com.
Na prática, a medida amplia a pressão comercial de Washington sobre vários parceiros da região e pode mexer diretamente com exportações de países que agora passam a enfrentar custo extra para vender ao mercado americano. Em América Latina, Guatemala, Honduras e El Salvador foram enquadrados na alíquota adicional de 10%, enquanto Costa Rica, Panamá e República Dominicana terão cobrança de 12,5%.
A decisão não surgiu de forma isolada. Ela vem de uma investigação aberta em 12 de março de 2026, quando a USTR iniciou 60 apurações sobre a falta de aplicação efetiva de proibições ao trabalho forçado nas cadeias globais de suprimento. O processo teve duas rodadas de audiências públicas, mais de 2.100 comentários enviados pelo público e consultas com mais de 45 governos, incluindo os países centro-americanos e a República Dominicana.
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Trump diz que décadas de pressão moral não bastaram
Ao anunciar a medida, Greer repetiu a linha defendida pelo governo Trump: a de que a persuasão moral de décadas não conseguiu eliminar o trabalho forçado das cadeias globais. Segundo o comunicado da USTR, os Estados Unidos mantêm há quase um século a proibição de importar produtos feitos com esse tipo de exploração e agora querem endurecer a cobrança sobre os parceiros comerciais.
O argumento central do governo americano é que os países investigados não estariam aplicando de forma suficiente as restrições já existentes. Por isso, Washington passou a tratar o tema também como questão comercial, e não apenas humanitária.
Seção 301 abre caminho para os novos gravames
Em 2 de junho de 2026, a USTR concluiu que as políticas e práticas observadas nas economias investigadas eram “irrazonáveis” e restritivas para o comércio dos Estados Unidos. Essa conclusão abriu espaço para a imposição de tarifas corretivas com base na Seção 301 da Lei de Comércio.
De acordo com a apuração citada no material, os novos gravames alcançam 17 economias com alíquota adicional de 10% e outras com taxa de 12,5%, além de variações específicas para determinados produtos em alguns parceiros comerciais. A medida, portanto, não mira só a América Central, mas se espalha por uma lista mais ampla de países e regiões.
Alguns produtos podem escapar da cobrança
A USTR também informou que criou exceções para determinados itens. Entre eles estão matérias-primas cuja taxação poderia afetar a disponibilidade de insumos críticos nos Estados Unidos, produtos que gerassem perturbações econômicas e mercadorias cuja exclusão pudesse incentivar os governos afetados a cumprir os compromissos internacionais contra o trabalho forçado.
O comunicado aponta ainda que alguns produtos específicos de países como Argentina, Bangladesh, Camboja, Equador, El Salvador, Guatemala, Indonésia, Jordânia, Malásia, Suíça, Taiwan e Reino Unido podem ser excluídos, desde que essa dispensa ajude a promover o cumprimento das restrições ao trabalho forçado.
Washington avisa que pode ampliar a pressão
A oficina comercial americana disse que seguirá acompanhando o cumprimento dessas regras e vai avaliar mudanças adotadas pelos governos atingidos. Se não houver melhora substancial na aplicação das proibições contra o trabalho forçado nas exportações enviadas aos Estados Unidos, novas ações poderão ser tomadas.
Com isso, a medida deixa de ser apenas um anúncio tarifário e passa a funcionar também como um recado político e comercial para a região. Para países como El Salvador, o impacto imediato está no custo extra sobre parte das vendas externas, enquanto o desdobramento mais amplo depende da resposta que cada governo dará nas próximas semanas.
Se você quer acompanhar os próximos passos dessa disputa comercial, vale ficar de olho nas reações dos países atingidos e no efeito dessas tarifas sobre as exportações da região.
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Fonte
infobae.com
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Flavia Marinho.

