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Funcionário de obra troca quilômetros de cabos provisórios por luzes solares, elimina três dias de abertura de valas e economiza muito dinheiro
Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 07/08/2026 às 07:33
Atualizado em 07/08/2026 às 07:34
Ciência e Tecnologia
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Sugestão apresentada por David Bacchus eliminou a instalação elétrica destinada às luzes temporárias no projeto contra enchentes de Tilbury, no Reino Unido, e tornou-se exemplo de um programa interno de inovação da Balfour Beatty.
Uma solução simples apresentada por um funcionário reduziu custos e evitou três dias de escavações em uma grande obra contra enchentes no Reino Unido. David Bacchus sugeriu substituir luzes temporárias ligadas por cabos por equipamentos alimentados por energia solar no canteiro da barreira de Tilbury.
A mudança eliminou a necessidade de instalar o cabeamento que alimentaria as luzes utilizadas durante a construção. Segundo a Balfour Beatty, responsável por parte dos trabalhos, a proposta gerou uma economia de £ 9,6 mil e evitou três dias de abertura de valas destinadas à passagem dos cabos.
A ideia foi apresentada por meio do My Contribution, programa interno criado pela construtora para receber propostas de seus funcionários. O caso mostra como uma alteração operacional relativamente pequena pode reduzir despesas, simplificar etapas e liberar equipes para outras atividades.
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Luzes solares eliminaram instalação elétrica provisória
O plano inicial previa a instalação de cabos para alimentar luzes de alta potência utilizadas durante a execução da obra. Isso exigiria escavar o terreno, posicionar o cabeamento e depois recompor as áreas afetadas.
Bacchus propôs usar luzes solares como solução temporária. Como os equipamentos podiam funcionar sem ligação direta à rede elétrica, o projeto dispensou a infraestrutura de cabos e as valas necessárias para acomodá-los.
Em uma brochura institucional sobre o programa My Contribution, a Balfour Beatty descreve a proposta como o uso de luzes solares para substituir temporariamente luzes de navegação. O documento atribui diretamente a Bacchus a ideia e registra a economia de £ 9.600 e três dias de trabalho.
A fotografia publicada pela companhia mostra pequenos sinalizadores instalados sobre postes ao redor de uma estrutura do canteiro. Os equipamentos não representam um sistema convencional de iluminação urbana, mas luzes de sinalização ou navegação usadas temporariamente na área da obra.
A Balfour Beatty não informou a quantidade de equipamentos instalados, a extensão dos cabos que seriam utilizados nem o custo individual das luzes solares. Por isso, o benefício comprovado se limita aos valores divulgados pela própria companhia: £ 9,6 mil e três dias poupados.
Obra de £ 34 milhões protege área portuária
A solução foi aplicada no projeto das comportas de proteção contra enchentes do Porto de Tilbury, localizado no Estuário do Tâmisa, a cerca de 22 milhas náuticas do centro de Londres.
A obra começou em janeiro de 2021 e tinha custo total estimado em aproximadamente £ 34 milhões. O empreendimento foi desenvolvido pela Environment Agency, órgão ambiental britânico, em parceria com o Porto de Tilbury e empresas contratadas, entre elas Jacobs e Balfour Beatty.
O projeto previa a substituição de três pares de comportas na entrada do porto. Cada estrutura tinha aproximadamente 15 metros de altura e 19 metros de largura.
As comportas externas foram projetadas para desempenhar duas funções. Além de controlar a navegação e o nível da água dentro do porto, elas foram integradas às paredes de proteção para reduzir o risco de enchentes na região.
Segundo a Environment Agency, a intervenção permitiria melhorar a proteção de mais de 2.500 imóveis. Os trabalhos precisavam ser executados em uma área operacional movimentada, com circulação de embarcações, trabalhadores e cargas.
Entre as primeiras etapas estavam a identificação e o desvio de cabos elétricos já existentes, a instalação de estacas de teste com 36 metros de comprimento, a construção das fundações dos prédios de controle e a reforma de estruturas responsáveis pelo controle da água entre as comportas.
Nesse contexto, evitar novas valas para uma instalação temporária significava retirar uma etapa do cronograma sem alterar a função principal do sistema de sinalização.
Programa recebeu 2 mil ideias em 2024
A proposta de Bacchus foi registrada no My Contribution, programa que permite aos funcionários da Balfour Beatty apresentar soluções para problemas encontrados em escritórios, operações e canteiros de obras.
A iniciativa foi lançada em 2015 para aproveitar a experiência prática dos trabalhadores. As ideias podem envolver redução de custos, ganho de produtividade, segurança, sustentabilidade ou melhorias no ambiente de trabalho.
De acordo com a companhia, cerca de 2 mil sugestões foram enviadas à plataforma somente em 2024. A empresa afirma que 24% de seus funcionários participaram apresentando ideias naquele ano.
A Balfour Beatty estima que as propostas geraram uma economia conjunta de £ 3,2 milhões e pouparam aproximadamente 53,8 mil horas de trabalho em 2024. Os números são cálculos divulgados pela própria empresa e representam o conjunto das iniciativas registradas no período, não apenas o caso de Tilbury.
A companhia mantém equipes responsáveis por avaliar as sugestões e acompanhar aquelas consideradas viáveis. Funcionários também podem colaborar com propostas apresentadas por colegas, acrescentando informações ou ajudando na implementação.
Antes dos resultados divulgados para 2024, a Balfour Beatty já informava ter recebido mais de 12,3 mil ideias desde a retomada do programa. Segundo a brochura institucional, as propostas implementadas até aquele momento haviam produzido economias e reduções de tempo calculadas pela empresa.
Mudança simples reduziu custo e prazo
No caso de Tilbury, a inovação não envolveu o desenvolvimento de um equipamento inédito ou uma mudança no projeto estrutural das comportas. O ganho veio da substituição de uma solução temporária que exigiria escavação, instalação e retirada posterior.
Ao usar sinalizadores solares, a equipe eliminou o cabeamento provisório e evitou três dias de trabalho associados à abertura das valas. A economia informada de £ 9,6 mil incluiu os custos que seriam necessários para executar essa instalação.
A solução também ilustra a importância das decisões tomadas diretamente no canteiro. Funcionários envolvidos diariamente nas operações conseguem identificar etapas que podem ser simplificadas sem comprometer a finalidade do serviço.
No projeto britânico, a proposta de David Bacchus transformou uma necessidade temporária de iluminação e sinalização em uma operação sem cabos, reduzindo o impacto no terreno e retirando três dias do trabalho planejado.
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Fonte
https://www.gov.uk/govern
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Fabio Lucas Carvalho.

