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Homem compra ilha escocesa quase abandonada por £ 1,7 milhão e investe US$ 135 milhões para restaurar mais de 50 prédios, plantar 100 mil árvores e reconstruir uma comunidade inteira
Escrito por Romário Pereira de Carvalho
Publicado em 13/08/2026 às 14:11
Atualizado em 13/08/2026 às 14:12
Economia
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Comprada por Ian Wace em 2017 por £ 1,7 milhão, Tanera Mòr recebeu mais de £ 100 milhões para restaurar 50 edifícios, plantar 100 mil árvores e reconstruir estruturas de uma comunidade praticamente desaparecida escocesa
O bilionário Ian Wace já destinou mais de £ 100 milhões, cerca de US$ 135 milhões, à recuperação de Tanera Mòr, ilha no extremo noroeste da Escócia comprada em 2017 por aproximadamente £ 1,7 milhão. O projeto restaurou edifícios históricos, áreas agrícolas, lagos, trilhas e criou estrutura para reconstruir uma comunidade que havia praticamente desaparecido.
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Tanera Mòr passou de polo pesqueiro a ilha quase vazia
Tanera Mòr é a maior das Summer Isles e já teve uma atividade econômica muito diferente do cenário encontrado por Wace. Nos séculos XVIII e XIX, embarcações chegavam diariamente ao porto natural carregadas de arenques.
Uma estação pesqueira construída em 1784 ajudou a transformar a ilha em um dos polos da indústria do pescado nas Highlands escocesas. No período de maior atividade, cerca de 120 pessoas viviam e trabalhavam no local.
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Esse movimento diminuiu com o declínio da pesca, o êxodo rural, dificuldades econômicas e os efeitos das duas guerras mundiais.
A população caiu gradualmente, imóveis ficaram vazios e antigas áreas agrícolas foram tomadas pela vegetação.
Wace, gestor de fundos de investimento, voltou ao local anos depois de vê-lo anunciado para venda e descreveu a ilha como um lugar que estava “morrendo”. Em 2017, decidiu comprá-la.
Investimento já supera £ 100 milhões e recuperou mais de 50 edifícios
A aquisição custou aproximadamente £ 1,7 milhão, equivalente a cerca de US$ 2,2 milhões na época. Desde então, o montante aplicado na recuperação de Tanera Mòr ultrapassou £ 100 milhões.
Mais de 50 edifícios históricos foram restaurados, incluindo antigas casas de pescadores, oficinas, galpões e estruturas relacionadas à estação de arenque.
Em vez de substituir as construções antigas por imóveis totalmente novos, a recuperação buscou preservar características da arquitetura existente.
Pedras retiradas da própria ilha e materiais reaproveitados foram utilizados durante as obras.
Também foram implantados aproximadamente 7 quilômetros de estradas e trilhas para voltar a conectar pontos que permaneceram isolados durante décadas.
Em 2020, a ilha deixou a estrutura de uma propriedade privada convencional e passou a integrar uma fundação beneficente. O projeto é organizado em torno de regeneração, restauração e fortalecimento das comunidades.
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Tanera Mòr ganhou 100 mil árvores, lagos e áreas agrícolas recuperadas
A transformação também alcançou a paisagem natural. Desde 2017, mais de 100 mil árvores foram plantadas, ampliando áreas de bosque e habitats existentes na ilha.
Oito lagos foram restaurados, formando aproximadamente 1,5 milhão de litros de novos ambientes de água doce. Áreas agrícolas que estavam abandonadas voltaram a ser utilizadas para produção de alimentos.
Pomares e pastagens também foram recuperados, combinando a reconstrução dos imóveis com ações voltadas à recuperação do território.
O projeto ainda restaurou duas embarcações históricas ligadas à pesca do arenque. O trabalho exigiu aproximadamente 16 mil horas de mão de obra especializada.
Um tear voltou a ser utilizado na produção de tweed escocês, enquanto oficinas passaram a oferecer atividades relacionadas à panificação, construção naval, jardinagem, manejo da terra, arte e escrita.
Ilha reúne trabalhadores, visitantes e profissionais de serviços públicos
Atualmente, Tanera Mòr possui pub, capela, academia, sauna, cinema, estúdio de arte, oficinas, alojamentos e uma cozinha comunitária utilizada por trabalhadores, voluntários e visitantes.
Uma antiga pedreira também foi adaptada para funcionar como centro operacional, com escritórios e espaços de convivência.
Outro braço da iniciativa recebe policiais, militares, bombeiros e profissionais do NHS, sistema público de saúde britânico.
Eles podem permanecer alguns dias na ilha e participar de atividades como plantio de árvores, construção de trilhas e recuperação de estruturas.
Segundo o projeto, mais de 1.300 profissionais já participaram da experiência.
A iniciativa também alcançou áreas vizinhas das Highlands. Mais de 150 pessoas trabalham atualmente em atividades ligadas ao projeto, sendo mais de 60% moradores da própria região.
Entre os investimentos fora da ilha está a reforma completa do Summer Isles Hotel, cuja reabertura está prevista para 2027.
Hoje, o projeto reúne restauração histórica, recuperação ambiental, produção agrícola, atividades culturais e infraestrutura comunitária no mesmo território que, antes da compra em 2017, acumulava construções deterioradas e áreas tomadas pela vegetação.
Esta matéria foi elaborada com base exclusivamente nas informações presentes no material-base fornecido sobre Ian Wace e Tanera Mòr, com dados, números e declarações preservados conforme o conteúdo consultado.
Fonte
https://www.diariodolitor
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

