SC
Faça um comentário
5 min de leitura
Bebê de apenas 1 ano e 6 meses escapa sozinho de creche em Santa Catarina, atravessa cerca de 50 metros sem nenhum adulto por perto e surpreende ao aparecer no trabalho da mãe sem ferimentos
Escrito por Felipe Alves da Silva
Publicado em 30/09/2026 às 23:00
Curiosidades
Canal
Seja o primeiro a reagir!
Prefira o CPG no Google
Criança deixou uma creche municipal de Braço do Norte, caminhou sozinha pela rua, caiu durante o trajeto, levantou e continuou até chegar à empresa onde a mãe trabalhava; Polícia Civil, prefeitura e Ministério Público apuram o caso
Uma cena que poderia ter terminado de maneira completamente diferente terminou com um bebê de apenas 1 ano e 6 meses diante da porta do trabalho da própria mãe.
Na manhã de sexta-feira, 25 de setembro de 2026, o menino conseguiu sair sozinho de uma creche municipal de Braço do Norte, no Sul de Santa Catarina, e percorreu aproximadamente 50 metros sem a companhia de qualquer adulto.
Câmeras de segurança instaladas na região registraram parte do percurso. Nas imagens, a criança aparece andando sozinha pela rua e, ao tentar subir em uma calçada, chega a cair. Ela se levanta e continua caminhando.
ARTIGO CONTINUA ABAIXO
Veja também
O destino seria justamente a empresa onde a mãe estava trabalhando.
A criança chegou até a porta do estabelecimento e foi encontrada por uma funcionária, que a pegou no colo e a levou até a mãe. O menino não sofreu ferimentos, segundo as informações divulgadas sobre o caso.
Assista o vídeo
Mãe havia deixado o filho na creche naquela manhã e recebeu o bebê de volta no próprio trabalho
A sequência torna o episódio ainda mais impressionante porque a manhã havia começado como tantas outras.
A mãe deixou o filho na unidade de educação infantil por volta das 7h20 e seguiu para o trabalho. Aproximadamente uma hora depois, imagens de monitoramento já mostravam o bebê fora da creche e caminhando sozinho.
Foi uma recepcionista da empresa quem percebeu a criança do lado de fora.
Segundo relato da mãe reproduzido pela imprensa, a primeira reação foi imaginar que alguma coisa tivesse acontecido com o filho. Só então ela recebeu a informação inesperada: o menino havia chegado sozinho.
A situação provocou preocupação principalmente pelo risco envolvido no trajeto. A mãe afirmou que a via possui circulação de veículos e resumiu o temor provocado pelo episódio dizendo que “poderia ter acontecido uma tragédia”.
O fato de o percurso ter apenas cerca de 50 metros não reduz a dimensão do risco. Para uma criança de 1 ano e 6 meses, sem supervisão e exposta à circulação de veículos e aos obstáculos de uma rua, poucos metros são suficientes para transformar uma falha de vigilância em uma emergência.
Funcionários da creche não teriam percebido que a criança havia saído
Depois de receber o filho, a mãe retornou à creche para tentar entender o que havia acontecido.
De acordo com relatos divulgados pela NSC TV e repercutidos por outros veículos, os funcionários da unidade ainda não teriam percebido que o menino estava fora da instituição.
Esse ponto se tornou uma das questões centrais da investigação.
Não basta esclarecer por onde o bebê passou. As autoridades precisam determinar como uma criança tão pequena conseguiu deixar a unidade sem acompanhamento, quanto tempo permaneceu fora e quais procedimentos de segurança estavam em vigor naquele momento.
A creche também estava passando por reformas. Segundo informações posteriormente divulgadas, apenas duas salas permaneciam em funcionamento e parte dos alunos havia sido transferida temporariamente para outros espaços.
A existência das obras passou a integrar o contexto analisado pelas autoridades, mas ainda não permite, por si só, atribuir causa ou responsabilidade pela saída da criança.
Câmeras internas estavam desligadas no dia em que o bebê deixou a unidade
Outro detalhe aumentou as dúvidas sobre o episódio.
A Prefeitura de Braço do Norte informou posteriormente que as câmeras internas da unidade estavam desligadas no dia da ocorrência.
Isso significa que parte essencial da dinâmica — o momento exato em que o bebê deixou a área onde deveria permanecer e conseguiu alcançar a saída — não foi registrada pelo sistema interno da creche.
As imagens disponíveis são de equipamentos instalados em outros pontos e ajudam a reconstruir o trajeto depois que a criança já estava sozinha.
A ausência desse registro interno torna ainda mais importante o trabalho de reconstrução feito por depoimentos, análise da estrutura da unidade e demais diligências.
Polícia Civil abriu inquérito e tenta identificar eventuais responsabilidades
A mãe registrou um boletim de ocorrência, e a Polícia Civil de Santa Catarina instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias da saída da criança.
Segundo a corporação, foram iniciadas diligências para esclarecer a dinâmica dos fatos e identificar eventuais responsabilidades. O procedimento permanece em andamento.
A prefeitura também determinou a abertura de uma sindicância administrativa.
O objetivo é apurar o que ocorreu e verificar quais procedimentos foram adotados pela unidade de educação infantil naquele dia. A administração municipal informou ainda que medidas administrativas e legais pertinentes serão tomadas conforme o resultado da apuração.
O caso ultrapassou a esfera policial e administrativa municipal.
O Ministério Público de Santa Catarina também passou a acompanhar a situação. Segundo informações divulgadas, a promotora de Justiça responsável pelo caso deve visitar a unidade em 2 de outubro, avaliar a estrutura do local e ouvir pessoas envolvidas. Imagens de monitoramento da manhã da ocorrência também foram solicitadas.
Assista o vídeo
O bebê chegou bem até a mãe, mas as perguntas mais importantes continuam abertas
O desfecho imediato foi de alívio: depois de sair da creche, atravessar a área externa e caminhar sozinho por aproximadamente 50 metros, o bebê chegou ao trabalho da mãe sem ferimentos.
O que aconteceu antes disso é justamente o ponto que ainda precisa ser esclarecido.
As investigações precisam estabelecer como uma criança de apenas 1 ano e 6 meses encontrou uma rota de saída, por que sua ausência não foi percebida imediatamente, quais barreiras deveriam impedir esse tipo de situação e se os protocolos previstos estavam sendo cumpridos.
A Prefeitura de Braço do Norte também informou que pretende revisar os procedimentos de entrada e saída nas unidades municipais de educação infantil.
Enquanto essas respostas não chegam, o registro das câmeras permanece como a imagem mais marcante do episódio: um bebê ainda com dificuldade para caminhar seguindo sozinho pela rua, caindo, levantando e continuando até encontrar a mãe.
O menino chegou bem.
Agora, cabe às investigações explicar como ele conseguiu chegar tão longe sem que ninguém da creche percebesse antes.
Fonte: informações divulgadas originalmente pelo g1 Santa Catarina, com dados da NSC TV, Polícia Civil, Prefeitura de Braço do Norte e Ministério Público de Santa Catarina.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Felipe Alves da Silva.

