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Maggie, única elefanta do Alasca, passa mais de duas décadas em zoológico e, aos 25 anos, é retirada do frio em operação especial com cargueiro C-17, veterinários e caixa feita sob medida, viaja 12 horas até a Califórnia e chega a santuário para viver com outros elefantes
Escrito por Carla Teles
Publicado em 28/08/2026 às 17:51
Atualizado em 28/08/2026 às 17:52
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A elefanta Maggie deixou o Zoológico do Alasca em novembro de 2007 após mais de duas décadas em Anchorage e foi transportada pela Força Aérea dos Estados Unidos em um C-17 até a Califórnia, numa transferência organizada para oferecer clima mais ameno e convivência com outros elefantes em seu santuário.
A elefanta Maggie, uma africana de 25 anos que vivia no Zoológico do Alasca, em Anchorage, foi transferida em 1º de novembro de 2007 para um santuário da Performing Animal Welfare Society, na Califórnia. A operação envolveu um cargueiro militar C-17 Globemaster III, veterinários, tratadores e uma caixa especialmente preparada para transportar o animal durante uma jornada estimada em aproximadamente 12 horas.
Segundo informações publicadas pela Força Aérea dos Estados Unidos em 1º de novembro de 2007, a transferência ocorreu porque não havia alternativa comercial considerada adequada para levar Maggie com segurança do Alasca até a Califórnia. A decisão também buscava proporcionar à elefanta um clima mais ameno e a possibilidade de conviver com outros animais de sua espécie.
Elefanta Maggie chegou ao Alasca ainda filhote e passou 24 anos no zoológico
A história da elefanta Maggie no Alasca começou em 1983, quando ela chegou ao zoológico com apenas um ano de idade. Ao longo das duas décadas seguintes, cresceu em Anchorage e acabou se tornando a única elefanta mantida no estado, permanecendo no local até os 25 anos. Sua longa permanência transformou a transferência em uma operação incomum tanto pelo tamanho do animal quanto pela distância envolvida.
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Ao considerar a mudança, o conselho administrativo do Zoológico do Alasca avaliou as condições futuras para Maggie e aprovou sua transferência para a Performing Animal Welfare Society. A justificativa apresentada priorizava saúde e bem-estar, destacando que um ambiente com temperaturas mais amenas e a presença de outros elefantes seria mais apropriado para a nova etapa da vida do animal.
Decisão de retirar Maggie do Alasca exigiu uma solução fora do transporte comercial
Transportar uma elefanta adulta por milhares de quilômetros não era uma tarefa que pudesse ser resolvida simplesmente pela contratação de um voo convencional. Representantes do Zoológico do Alasca e da PAWS procuraram a Força Aérea dos Estados Unidos depois de concluir que não existiam opções comerciais disponíveis para realizar o deslocamento da elefanta Maggie com a segurança considerada necessária.
A solução encontrada foi utilizar um C-17 Globemaster III baseado no Alasca, aeronave militar projetada para missões de transporte pesado. O cargueiro oferecia capacidade suficiente para acomodar Maggie e toda a estrutura necessária durante o voo. A operação transformou uma mudança entre zoológico e santuário em uma missão logística que exigiu coordenação entre militares, veterinários, tratadores e responsáveis pelas duas instituições.
Caixa feita sob medida preparou Maggie para viajar dentro de um C-17
Um dos elementos essenciais da transferência foi a preparação da estrutura utilizada para acomodar o animal. A elefanta Maggie embarcou em uma caixa especialmente projetada para o transporte de elefantes, permitindo que fosse colocada dentro do compartimento de carga do C-17 e acompanhada durante o deslocamento entre as bases aéreas.
A viagem aérea começou na Base Aérea de Elmendorf, no Alasca, com destino à Base Aérea de Travis, na Califórnia. A partir dali, Maggie seguiria até o santuário. Todo o percurso, considerando a saída do Zoológico do Alasca até a chegada à PAWS, tinha duração prevista de aproximadamente 12 horas, o que exigia acompanhamento constante durante praticamente um dia inteiro de deslocamento.
Veterinários acompanharam a elefanta Maggie durante toda a operação
Profissionais responsáveis pela saúde de Maggie participaram diretamente da transferência. Veterinários ligados tanto ao Zoológico do Alasca quanto à Performing Animal Welfare Society viajaram junto com a elefanta para monitorar suas condições ao longo do trajeto e agir caso surgisse alguma necessidade durante a missão.
Tratadores que já conheciam o comportamento da elefanta Maggie também participaram da transição. A programação previa que integrantes da equipe do zoológico permanecessem por alguns dias no santuário californiano, ajudando o animal a reconhecer a nova rotina e reduzindo a mudança brusca de ambiente depois de aproximadamente 24 anos vivendo no mesmo zoológico.
Operação com cargueiro militar tinha custo estimado de até US$ 300 mil
A utilização de um avião militar também envolveu custos elevados. Conforme divulgado pela Força Aérea, os gastos relacionados à transferência da elefanta foram estimados entre US$ 215 mil e US$ 300 mil. A Performing Animal Welfare Society ficou responsável por reembolsar integralmente a Força Aérea pelos custos associados ao transporte.
A participação militar foi autorizada porque o caso envolvia uma necessidade específica sem alternativa comercial disponível. O emprego do C-17 forneceu a capacidade logística necessária para deslocar um animal de grande porte entre o Alasca e a Califórnia, mantendo ao mesmo tempo espaço para a caixa de transporte, profissionais responsáveis e equipamentos necessários à operação.
Maggie chega à Califórnia e começa adaptação em santuário
Assista o vídeo
Após deixar Anchorage e cruzar milhares de quilômetros, Maggie chegou à Califórnia e foi levada para as instalações da Performing Animal Welfare Society, em San Andreas. Uma imagem divulgada pelas Forças Aéreas do Pacífico mostra a elefanta explorando seu novo ambiente em 2 de novembro de 2007, logo depois da viagem realizada no C-17.
Os treinadores que acompanharam Maggie informaram que ela havia lidado bem com o deslocamento. A previsão era de que permanecesse durante algumas semanas em processo de adaptação à vida no santuário. Depois de mais de duas décadas no Zoológico do Alasca, a mudança abriu a possibilidade de viver em um ambiente de clima mais ameno e com outros elefantes.
Mudança encerrou mais de duas décadas da elefanta Maggie vivendo no Alasca
A transferência representou uma ruptura significativa na rotina da elefanta Maggie. Ela havia chegado ao zoológico ainda filhote, crescido no Alasca e permanecido ali por praticamente toda a vida até então. Aos 25 anos, saiu do estado em uma operação que precisou combinar planejamento veterinário, logística militar e uma estrutura construída especificamente para acomodar um animal de seu porte.
A expectativa apresentada pelas instituições envolvidas era oferecer condições consideradas mais adequadas para sua saúde e bem-estar ao longo dos anos seguintes. Você considera que animais sociais como elefantes deveriam permanecer em zoológicos quando não existe a possibilidade de convivência com outros indivíduos da mesma espécie? Deixe sua opinião nos comentários.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

