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Mulher coloca filho de 6 anos sozinho em carro de aplicativo no Paraná, motorista chega ao endereço combinado e encontra casa sem ninguém para recebê-lo; menino começa a chorar, Guarda Municipal é chamada e mãe não é localizada
Escrito por Noel Budeguer
Publicado em 24/08/2026 às 18:15
Atualizado em 24/08/2026 às 18:16
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O episódio mobilizou a rede de proteção à infância no oeste do Paraná e terminou com o menino em acolhimento institucional, enquanto autoridades tentavam esclarecer as circunstâncias da viagem e localizar a mãe.
Uma corrida aparentemente comum terminou em uma ocorrência envolvendo a Guarda Municipal, o Conselho Tutelar e a Polícia Civil no oeste do Paraná. Um motorista de aplicativo recebeu como passageiro um menino de apenas 6 anos, desacompanhado de qualquer adulto, na noite de sexta-feira, 21 de agosto.
Segundo o relato posteriormente dado pela própria criança, a mãe teria colocado o filho no veículo para que ele fosse levado até a casa de uma amiga dela. O problema apareceu somente no final do percurso: ao chegar ao endereço indicado, o motorista percebeu que não havia ninguém esperando pelo menino.
Sem encontrar um responsável e vendo a criança começar a chorar dentro do automóvel, o condutor decidiu não deixá-la sozinha no local. Ele acionou a Guarda Municipal de Cascavel pela Central 153, dando início a uma sequência de tentativas para descobrir de onde o menino havia saído e localizar sua família.
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Veja também
Corrida termina sem ninguém para receber criança de 6 anos no Paraná
Motorista chegou ao endereço e menino começou a chorar
A ocorrência foi registrada em Cascavel, no oeste paranaense. De acordo com as primeiras informações divulgadas pelo portal local CGN, uma mulher colocou o menino no carro e pediu ao motorista que seguisse até um endereço localizado na região do bairro Brasmadeira.
O motorista realizou o trajeto normalmente, mas encontrou uma situação inesperada quando chegou ao destino. Não havia nenhuma pessoa na residência aguardando a chegada da criança.
Sem conseguir entregar o passageiro a um adulto responsável, o motorista permaneceu com o menino. A criança, assustada com a situação, começou a chorar, momento em que o condutor resolveu buscar ajuda das autoridades em vez de simplesmente deixá-la no endereço informado.
A Guarda Municipal foi chamada pela Central 153 e uma equipe passou a tentar esclarecer como aquela criança de apenas 6 anos havia acabado sozinha dentro de um veículo solicitado por aplicativo.
Aplicativo não permitiu recuperar histórico da corrida
Um dos obstáculos encontrados pelos agentes apareceu justamente na tentativa de reconstruir o trajeto.
Segundo as informações repassadas pela Guarda Municipal, não foi possível acessar corretamente o histórico da corrida no aplicativo. Com isso, a equipe teve dificuldades para confirmar com precisão o ponto em que o menino havia embarcado e outros dados relacionados ao deslocamento.
A cobertura inicial do CGN informa ainda que o motorista tentou percorrer novamente algumas ruas para ajudar os agentes a identificar o imóvel relacionado à corrida, mas não conseguiu reconhecer novamente a residência.
As informações obtidas posteriormente apontaram que o embarque teria ocorrido na região do bairro Cascavel Velho, enquanto o destino ficava no Brasmadeira. A identidade da plataforma utilizada para solicitar a viagem não foi divulgada.
Criança inicialmente não conseguiu explicar o que havia acontecido
Diante da impossibilidade de localizar imediatamente um familiar, a Guarda Municipal encaminhou o motorista e a criança para a Delegacia da Polícia Civil, onde a ocorrência foi registrada.
O Conselho Tutelar também foi acionado. Naquele primeiro momento, porém, o menino estava assustado e não conseguiu explicar claramente aos agentes como havia chegado àquela situação.
Foi somente depois, já acompanhado pela rede de proteção, que ele conseguiu contar o que teria acontecido.
Segundo o relato atribuído à criança pelo Conselho Tutelar, a própria mãe havia colocado o menino no carro de aplicativo e determinado que ele seguisse até a residência de uma amiga dela. Quando a corrida terminou, entretanto, essa mulher não estava no imóvel para recebê-lo.
Até a última atualização disponível, não havia explicação pública sobre por que a amiga da mãe não estava em casa, se ela sabia que a criança seria enviada até o endereço ou se houve algum erro de comunicação antes da corrida.
Autoridades identificaram a mãe, mas ligações não foram atendidas
Com as informações disponíveis nos sistemas consultados pelas autoridades, foi possível identificar a mãe do menino.
O problema foi encontrá-la.
De acordo com a cobertura inicial do caso, foram realizadas diversas tentativas de contato utilizando os números telefônicos cadastrados, mas nenhuma das ligações foi atendida.
Até a atualização publicada pela Gazeta do Paraná na manhã desta segunda-feira, 24 de agosto, a mãe continuava sem ser localizada pelas autoridades.
Também não havia, até então, uma manifestação pública atribuída à mulher explicando por que decidiu mandar o filho de 6 anos sozinho no veículo, onde estava depois da corrida ou por que não respondeu às tentativas de contato.
Menino foi encaminhado para abrigo municipal
Sem um responsável localizado que pudesse assumir imediatamente os cuidados da criança, a rede de proteção adotou uma medida de acolhimento.
Na noite da ocorrência, a informação inicial era de que o menino havia permanecido sob os cuidados de uma conselheira tutelar e que a possibilidade de encaminhamento para acolhimento institucional seria avaliada conforme o andamento do caso.
As atualizações posteriores confirmaram que a criança acabou sendo encaminhada para um abrigo municipal de Cascavel, onde permanecia acolhida até a última informação divulgada.
O acolhimento institucional é utilizado como medida provisória de proteção enquanto a rede responsável analisa as condições familiares e define quais providências devem ser tomadas para garantir a segurança da criança.
Isso não significa que o menino tenha sido afastado definitivamente da família. O caso deverá continuar acompanhado pelos órgãos responsáveis enquanto as circunstâncias que levaram à ocorrência são esclarecidas.
Caso deverá ser investigado pelo Nucria
Além do Conselho Tutelar, a situação foi comunicada à Polícia Civil do Paraná.
Segundo a Gazeta do Paraná, a investigação deverá ser conduzida pelo Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente, o Nucria, unidade especializada em ocorrências envolvendo crianças e adolescentes.
Até a última atualização pública consultada, não havia informação de prisão da mãe nem de uma responsabilização criminal formal já definida pelas autoridades.
A investigação deverá esclarecer pontos que ainda permanecem sem resposta, incluindo as circunstâncias em que a corrida foi solicitada, por que uma criança de apenas 6 anos foi enviada desacompanhada, se havia efetivamente uma pessoa esperando pelo menino e por qual motivo sua mãe não foi localizada depois que a Guarda Municipal assumiu a ocorrência.
Enquanto essas respostas não aparecem, o menino permanece sob proteção da rede municipal, após uma corrida de aplicativo que deveria terminar na casa de uma conhecida da mãe acabar na delegacia e em um serviço de acolhimento.
Fontes
Gazeta do Paraná:
CGN
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Noel Budeguer.

