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Nos Estados Unidos, homem foi abordado no aeroporto de Atlanta, levado para uma sala de interrogatório, pediu advogado quatro vezes e entregou uma senha que apagou os dados do celular agora pode ser preso por suposta destruição de provas
Escrito por Ruth Rodrigues
Publicado em 03/08/2026 às 18:21
Atualizado em 03/08/2026 às 18:22
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Sam Tunick responde a processo federal após usar uma senha do GrapheneOS que apagou os dados de seu celular durante abordagem nos EUA.
Uma função de segurança criada para eliminar dados de um celular tornou-se o centro de um processo federal contra Sam Tunick, morador de Atlanta que pode ser preso por supostamente destruir provas durante uma abordagem no principal aeroporto da cidade. A defesa sustenta que ele reagiu a uma busca sem mandado e teve pedidos de assistência jurídica recusados.
As informações são do portal Tudo Celular. A primeira audiência ocorreu em 27 de julho, enquanto uma decisão judicial sobre o caso é esperada para depois de outubro de 2026.
Sam Tunick acionou recurso nativo do GrapheneOS
O episódio teve início em 24 de janeiro de 2025, quando Tunick retornava da República Dominicana pelo Aeroporto Internacional Hartsfield-Jackson. Ele foi encaminhado a uma sala de interrogatório, impedido de sair e pressionado a entregar o telefone desbloqueado.
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Os agentes afirmaram suspeitar da existência de material de abuso sexual infantil no aparelho, mas não apresentaram mandado. Durante o procedimento, Sam Tunick solicitou quatro vezes a presença de um advogado, segundo os documentos citados, porém não teve os pedidos atendidos.
Diante da ameaça de prisão imediata, ele forneceu uma senha alternativa configurada previamente no GrapheneOS. Em vez de liberar o acesso ao sistema, o código executou a exclusão do conteúdo armazenado no dispositivo.
Acusação transforma proteção digital em possível prova criminal
A Justiça agora analisa se o uso deliberado da senha configura destruição de evidências de uma investigação. Especialistas ligados à defesa argumentam que a existência desse mecanismo não demonstra intenção criminosa, pois ferramentas semelhantes podem ser adotadas para impedir o acesso indevido a informações pessoais.
Larry Findley, oficial da Alfândega e Proteção de Fronteiras, declarou que os agentes procuravam qualquer conteúdo proibido. No entanto, durante o depoimento, ele não conseguiu esclarecer por que outras acusações teriam sido mencionadas na abordagem.
Registros do processo também indicam que informações e fotografias de Tunick já circulavam entre agentes federais por suspeitas relacionadas à sua aproximação com o movimento contrário à Cop City, centro de treinamento policial construído em Atlanta por US$ 109 milhões.
Caso Sam Tunick amplia discussão sobre buscas em fronteiras
A defesa afirma que a revista violou a privacidade do acusado e questiona os poderes ampliados exercidos por autoridades migratórias em aeroportos e fronteiras. Marlon Kautz, do Fundo de Solidariedade de Atlanta, defendeu que cidadãos possam proteger dados pessoais contra buscas consideradas inconstitucionais.
O julgamento deverá estabelecer se Sam Tunick tentou eliminar provas ou se utilizou legitimamente uma ferramenta de proteção digital diante de uma abordagem contestada. A resposta poderá influenciar futuras disputas envolvendo celulares, privacidade e os limites das revistas eletrônicas realizadas por agentes federais.
Fonte
TudoCelular
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Ruth Rodrigues.

