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Pescador aposentado encontra 3 filhotes de lontra presos em rede, percebe que um não respirava, faz massagem no coração e respiração boca a boca e vê o animal voltar à água após 1 semana de recuperação
Escrito por Roberta Souza
Publicado em 28/08/2026 às 14:21
Atualizado em 28/08/2026 às 14:22
Curiosidades
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Gordon Mellish já havia feito reanimação em 10 pessoas durante seus anos no mar, mas nunca imaginou usar a experiência para salvar uma pequena lontra presa em uma rede de pesca no Canadá
Três filhotes de lontra ficaram presos em uma rede de pesca em Alert Bay, na Colúmbia Britânica, no Canadá. Gordon Mellish, pescador e madeireiro aposentado, conseguiu libertar os animais. Porém, enquanto dois pareciam bem, o terceiro não se mexia. Então, ele tentou algo que nunca havia feito: massagem cardíaca e respiração boca a boca em uma lontra, conforme relato publicado pelo Good News Network em 27 de agosto.
A experiência de Mellish, entretanto, não surgiu naquele momento. Durante seus anos trabalhando no mar, ele já havia realizado reanimação boca a boca em 10 pessoas. Dessa vez, precisou adaptar o procedimento para um animal muito menor.
A tentativa funcionou. O filhote voltou a respirar, recebeu cuidados durante a noite, passou uma semana em reabilitação e, posteriormente, retornou ao mesmo local onde havia sido encontrado.
ARTIGO CONTINUA ABAIXO
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Vizinho avisa sobre 3 filhotes presos em uma rede
A história começou quando um vizinho da marina avisou Mellish sobre três pequenas lontras presas em uma rede de pesca.
Ele foi até o local e começou a cortar a rede para libertá-las. Enquanto isso, algumas pessoas se aproximaram para acompanhar o resgate.
As duas primeiras saíram aparentemente sem ferimentos graves.
Porém, havia um problema com a terceira.
O pequeno animal permanecia imóvel.
Nesse momento, o que parecia apenas um trabalho para libertar animais presos passou a exigir uma tentativa imediata de reanimação.
Massagem no coração não funciona e ele tenta respiração boca a boca
Primeiro, Mellish tentou estimular o coração do filhote.
Nada aconteceu.
Então, decidiu recorrer à experiência acumulada durante seus anos trabalhando na água.
O aposentado pegou a lontra e envolveu com a própria boca a região da boca e do nariz do animal para soprar ar.
Era uma situação completamente diferente das emergências anteriores que já havia enfrentado.
Afinal, Mellish contou que realizou procedimentos de reanimação em 10 seres humanos ao longo dos anos.
Porém, aquela era a primeira vez que tentava salvar uma lontra dessa maneira.
E o esforço teve resultado.
O filhote voltou a respirar.
Mulher improvisa abrigo para proteger o filhote
Salvar o animal naquele primeiro momento, entretanto, não encerrava o problema.
A pequena lontra ainda estava vulnerável.
Foi então que Robin Quirk, uma moradora da região que acompanhava a situação, decidiu assumir os cuidados enquanto o grupo buscava orientação especializada.
Primeiro, ela improvisou um abrigo.
O objetivo era proteger o filhote do sol e de aves de rapina.
Além disso, preparou um espaço onde o animal pudesse permanecer deitado enquanto buscavam ajuda.
A situação lembra como um resgate aparentemente pequeno pode desencadear uma sequência muito maior de ações.
Nesse caso, porém, havia outro obstáculo: o centro especializado em animais silvestres ficava longe.
Distância até centro de resgate exige uma noite de cuidados
Chegar até uma estrutura preparada para receber o filhote exigia uma longa viagem de carro e também uma travessia de ferry.
Por isso, Robin precisou cuidar da lontra durante a noite.
No dia seguinte, colocou o animal no carro e começou a viagem até o centro de reabilitação.
Curiosamente, o deslocamento acabou sendo tranquilo.
Robin comparou a situação à estratégia usada por alguns pais quando um bebê não consegue dormir: colocá-lo no carro e dirigir.
A pequena lontra dormiu durante todo o trajeto, segundo o relato publicado pelo Good News Network.
Finalmente, o animal chegou aos especialistas.
Filhote passa uma semana em reabilitação
Depois de sobreviver à rede e à parada respiratória, a lontra ainda precisava recuperar as condições necessárias para retornar à natureza.
Por isso, permaneceu uma semana no centro de reabilitação.
Durante esse período, profissionais especializados assumiram os cuidados.
A meta não era transformar o animal em um pet.
Pelo contrário.
O objetivo era permitir que ele pudesse voltar ao ambiente natural assim que estivesse em condições.
Depois de sete dias, chegou esse momento.
E a equipe decidiu devolver o filhote justamente a Alert Bay.
Homem que fez a reanimação acompanha o retorno à água
Mellish e Robin foram convidados para acompanhar a soltura.
Assim, uma semana depois de encontrar o animal praticamente sem reação, o aposentado pôde vê-lo novamente diante da água.
A lontra saltou.
Depois, começou a nadar.
Segundo Mellish, houve ainda um pequeno momento que tornou a cena especialmente marcante. Enquanto o filhote se afastava, olhou para trás. O aposentado acenou e percebeu um movimento de cabeça antes de o animal seguir nadando.
Para quem havia soprado ar nos pulmões daquele pequeno animal dias antes, o desfecho dificilmente poderia ser mais diferente do cenário encontrado na rede.
Primeiro, imóvel.
Depois, respirando.
Finalmente, de volta à água.
Novos avistamentos indicam reencontro com mãe e irmãos
A soltura ainda não foi o último capítulo.
Segundo o relato, avistamentos posteriores indicaram que o filhote voltou a se reunir com seus irmãos e com a mãe.
Isso torna o resultado ainda mais relevante.
Afinal, o objetivo de um processo de reabilitação de animais silvestres não termina necessariamente quando o indivíduo sobrevive.
Quando possível, o passo seguinte é devolvê-lo ao ambiente e permitir que retome seu comportamento natural.
Nesse caso, os relatos posteriores sugerem justamente essa reintegração.
Entretanto, existe uma curiosidade adicional envolvendo Robin.
Uma pequena melodia pode fazer a lontra reconhecer quem cuidou dela
Durante o trajeto de carro até o centro de reabilitação, Robin criou uma espécie de canção de ninar para a pequena lontra.
Posteriormente, surgiu um comportamento curioso.
Segundo o Good News Network, o animal parece reconhecer Robin quando ela assobia aquela mesma melodia.
É importante manter a cautela: trata-se de uma observação relatada pelos envolvidos, e não de uma comprovação científica de reconhecimento individual.
Ainda assim, o detalhe acrescenta um capítulo curioso a uma história que começou em circunstâncias muito mais graves.
Tudo aconteceu porque uma rede de pesca havia prendido três filhotes.
Experiência adquirida salvando pessoas acaba ajudando uma lontra
Talvez o contraste mais interessante da história esteja justamente na experiência de Gordon Mellish.
Durante seus anos no mar, ele já havia precisado realizar reanimação em 10 pessoas.
Porém, provavelmente não imaginava que um dia usaria algo semelhante em um filhote de lontra.
Quando encontrou o terceiro animal imóvel, decidiu tentar.
Primeiro, estimulou o coração.
Como não houve resposta, partiu para a respiração boca a boca.
A experiência acumulada em situações envolvendo seres humanos, portanto, acabou sendo aplicada em uma emergência completamente diferente.
Assim como outras histórias de tecnologia, a solução apareceu diante de um problema imediato. Aqui, entretanto, não havia máquinas nem equipamentos avançados disponíveis.
Havia apenas experiência, rapidez e disposição para tentar.
De uma rede de pesca ao reencontro com a família em pouco mais de uma semana
A sequência inteira começou com três filhotes presos.
Dois conseguiram sair da rede aparentemente bem.
O terceiro não se mexia.
Mellish, então, tentou reanimá-lo.
Robin assumiu os cuidados durante a noite.
Depois, uma viagem de carro e ferry levou o animal até especialistas.
A pequena lontra passou uma semana em recuperação e voltou a Alert Bay. Posteriormente, novos avistamentos indicaram o reencontro com a mãe e os irmãos.
No fim, Mellish resumiu sua decisão de tentar salvar o animal de maneira simples: para ele, uma vida continua sendo uma vida, independentemente de qual seja.
Uma rede, três filhotes, uma emergência e uma habilidade que ele já havia usado em 10 pessoas acabaram produzindo um resultado improvável: uma lontra que parecia sem vida voltou a respirar e, sete dias depois, estava novamente na água.
Você tentaria fazer uma reanimação em um animal silvestre em uma emergência como essa ou esperaria a chegada de ajuda especializada?
Fonte
Good News Network
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Roberta Souza.

