6 min de leitura
Pescador enfrenta quase uma hora de disputa após fisgar pirarucu estimado entre 170 e 200 quilos no Mato Grosso, vê o peixe puxar seu caiaque pela água e só consegue concluir a captura com ajuda de outras quatro pessoas, depois de viagem superior a 5 mil quilômetros
Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges
Publicado em 24/08/2026 às 14:22
Atualizado em 24/08/2026 às 14:23
Curiosidades
Canal
Seja o primeiro a reagir!
Prefira o CPG no Google
Júnior Santin fisgou no Rio Teles Pires um pirarucu estimado entre 170 e 200 quilos e 2,45 metros. Sozinho em um caiaque, enfrentou quase uma hora de disputa até receber ajuda de quatro pessoas. O grupo catarinense percorreu mais de 5 mil quilômetros para pescar no Mato Grosso na viagem.
O engenheiro e pescador Júnior Santin, de Xanxerê, fisgou um pirarucu estimado entre 170 e 200 quilos e aproximadamente 2,45 metros durante uma pescaria no Rio Teles Pires, em Mato Grosso. Sozinho em um caiaque quando o peixe foi fisgado, ele passou quase uma hora na disputa e chegou a ser puxado pela água antes de conseguir controlar o exemplar.
As informações foram publicadas pelo ND Mais em 19 de agosto de 2026, em reportagem de Marci Páz. A captura aconteceu na tarde de segunda-feira, dia 17, na região de Sorriso e Sinop, durante uma viagem feita por amigos de Xanxerê e Faxinal dos Guedes que percorreram mais de 5 mil quilômetros de carro entre Santa Catarina e Mato Grosso.
Júnior estava sozinho no caiaque quando fisgou o pirarucu
Júnior ocupava sozinho uma embarcação leve quando o peixe foi fisgado no Rio Teles Pires.
ARTIGO CONTINUA ABAIXO
Veja também
Durante a disputa, o pirarucu ganhou força suficiente para puxar o caiaque pela água. O confronto entre o pescador e o peixe se estendeu por aproximadamente uma hora.
Galhadas e troncos submersos aumentavam o risco durante a disputa
A movimentação do peixe poderia levá-lo em direção a galhadas ou troncos submersos.
Nessas condições, havia risco de rompimento da linha, fuga do exemplar ou até tombamento da pequena embarcação. Júnior precisou manter o controle enquanto o pirarucu deslocava o caiaque.
Pirarucu tinha aproximadamente 2,45 metros de comprimento
Foto: Arquivo pessoal
O exemplar teve o comprimento estimado pelo grupo em 2,45 metros.
O pirarucu é conhecido como “gigante da Amazônia” e pode alcançar aproximadamente três metros de comprimento e ultrapassar 200 quilos.
Peso foi estimado entre 170 e 200 quilos
Os pescadores estimaram que o peixe capturado pesava entre 170 e 200 quilos.
A medida não foi homologada oficialmente. O grupo também não conseguiu registrar formalmente o comprimento porque não dispunha de uma régua apropriada para uma medição oficial.
Cinco pessoas foram necessárias para retirar o peixe da água
Mesmo depois de Júnior conseguir controlar o pirarucu, a captura ainda exigiu esforço coletivo.
Foram necessárias cinco pessoas ao todo, incluindo o pescador, para retirar o animal da água. “Quase não conseguimos tirar ele do rio. Era realmente um monstro”, relatou o empresário e pescador Felipe Rossetto.
Grupo considera captura uma conquista de todos
Foto: Arquivo pessoal
Embora Júnior tenha feito a fisgada, os amigos tratam o resultado como uma realização coletiva.
Além dele e de Felipe, participaram da pescaria Vilson Rossetto, pai de Felipe, e Lucas Cambrussi, agente da Polícia Científica de Santa Catarina que fazia sua primeira pescaria.
Pescadores passaram por diferentes pontos do Rio Teles Pires
O grupo não permaneceu em apenas um local durante a viagem.
Em diferentes trechos do Rio Teles Pires, os catarinenses fisgaram espécies como trairão, corvina, cachorra, piau e cacharra.
O pirarucu de aproximadamente 2,45 metros apareceu em outro ponto, na região de Sinop. Nesse local, também foram capturados tucunaré, pitanga e traíra.
Equipamento incluía vara de até 50 libras e linha multifilamento
Foto: Arquivo pessoal
Júnior utilizava isca viva, vara de 20 a 50 libras, carretilha Big Game e linha multifilamento 0,32 durante a pescaria.
O grupo afirmou que o tamanho do pirarucu pode representar um feito incomum para a pesca realizada de caiaque. Antes dessa viagem, o maior peixe que os amigos haviam fisgado nessa modalidade tinha aproximadamente 1,60 metro.
Possível marca não foi homologada por falta de medição oficial
A diferença entre o exemplar anterior, de cerca de 1,60 metro, e o novo pirarucu levou os pescadores a considerar a possibilidade de uma marca inédita na modalidade.
O resultado, porém, não foi homologado, porque eles não tinham uma régua adequada para realizar a medição conforme os critérios necessários.
Viagem de ida e volta passou de 5 mil quilômetros
A pescaria começou muito antes da chegada ao rio. O grupo saiu de Santa Catarina de carro e percorreu mais de 5 mil quilômetros no trajeto de ida e volta até Mato Grosso.
A região já fazia parte da rotina de Felipe. Os pais dele moram em Sorriso, e o empresário reúne amigos pelo menos uma vez por ano para passar alguns dias pescando no estado.
Pai de Felipe ajudou a criar interesse pela pesca
Felipe atribui ao pai, Vilson Rossetto, parte de sua ligação com a atividade.
Segundo ele, Vilson sempre gostou de pescar e incentivou o filho. A viagem que terminou com a captura do pirarucu reuniu os dois em uma experiência que o grupo já buscava havia anos: conseguir fisgar um exemplar de grande porte.
Vídeo da captura ultrapassou 2 milhões de visualizações
A disputa e a comemoração do grupo foram registradas em vídeo.
As imagens mostram momentos da captura e também pai e filho comemorando ao lado do pirarucu às margens do rio. O registro ultrapassou 2 milhões de visualizações depois de circular nas redes sociais.
Pirarucu não foi devolvido ao Rio Teles Pires
Depois da captura, o peixe foi abatido e consumido pelos integrantes do grupo.
A situação está relacionada às regras de controle da espécie fora de sua área de ocorrência natural. Em março de 2026, o Ibama publicou a Instrução Normativa nº 7/2026, que declara o pirarucu, Arapaima gigas, como espécie exótica invasora quando detectado fora de sua área natural.
Norma permite captura e exige abate em áreas onde espécie é invasora
Nas localidades enquadradas pela norma, são permitidas pesca, captura e abate para controle populacional, sem limite de cota ou tamanho dos exemplares.
A regulamentação determina ainda que os peixes capturados nessas condições não sejam devolvidos ao ambiente natural e sejam obrigatoriamente abatidos.
Em Mato Grosso, a Sema também inclui o pirarucu entre espécies exóticas, alóctones ou invasoras nos rios Teles Pires, Juruena e seus afluentes.
Captura encerrou viagem de mais de 5 mil quilômetros com peixe de 2,45 metros
O pirarucu estimado entre 170 e 200 quilos tornou-se o principal resultado da viagem dos amigos catarinenses ao Mato Grosso. Júnior Santin passou quase uma hora na disputa enquanto era puxado pelo peixe em seu caiaque, e outras quatro pessoas precisaram ajudá-lo para concluir a captura.
O grupo percorreu mais de 5 mil quilômetros no trajeto de ida e volta, registrou a experiência em um vídeo que superou 2 milhões de visualizações e terminou a pescaria com um exemplar estimado em 2,45 metros, embora a medida não tenha sido oficialmente homologada.
Na sua opinião, o que mais chama atenção nessa pescaria: o tamanho estimado do pirarucu, a disputa de quase uma hora em um caiaque ou a viagem de mais de 5 mil quilômetros feita pelo grupo? Deixe sua opinião nos comentários.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

