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Petrobras encontra petróleo na Foz do Amazonas, mas ainda não sabe o tamanho da reserva, mantém perfuração do poço Morpho por cerca de 15 dias e planeja delimitar o reservatório enquanto Lula defende a exploração e afirma que “o que está em jogo são interesses do Brasil”
Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges
Publicado em 20/08/2026 às 11:03
Atualizado em 20/08/2026 às 11:41
Petróleo e Gás
Canal
Foto: Ricardo Stuckert/PR/ND Mais
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Petrobras confirmou petróleo no poço Morpho, na Bacia da Foz do Amazonas, a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá. A perfuração deve seguir por aproximadamente 15 dias antes da delimitação do reservatório, etapa necessária para estimar seu tamanho e o volume potencialmente recuperável de óleo na região explorada.
A Petrobras confirmou a presença de petróleo no poço Morpho, na Bacia da Foz do Amazonas, mas ainda não consegue determinar o tamanho da descoberta nem quanto do volume existente poderá ser recuperado. A estatal pretende concluir a perfuração em aproximadamente 15 dias e, depois, avançar para a delimitação do reservatório.
Segundo o ND Mais, com informações da Agência Estado, a confirmação ocorreu na segunda-feira (17), três dias depois de a companhia informar que havia identificado hidrocarbonetos durante a perfuração exploratória. A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, declarou estar “extremamente otimista”, embora tenha ressaltado que a quantidade de petróleo ainda é desconhecida.
Poço Morpho fica a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá
O poço Morpho está localizado na costa do Amapá, a aproximadamente 175 quilômetros do litoral, em uma área onde a profundidade da água chega a cerca de 2,9 mil metros.
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A operação faz parte das atividades exploratórias da Petrobras na Margem Equatorial. A confirmação de petróleo representa uma etapa posterior à identificação de hidrocarbonetos anunciada pela companhia na sexta-feira (14).
Perfuração deve continuar por aproximadamente mais 15 dias
A Petrobras ainda precisa concluir o trabalho no poço antes de avançar para uma avaliação mais detalhada da descoberta. Magda Chambriard informou que a perfuração deverá ser encerrada em aproximadamente 15 dias.
A etapa seguinte será a delimitação do reservatório. Esse processo permitirá estimar sua extensão e calcular o volume de petróleo que poderá efetivamente ser recuperado.
Petrobras confirma descoberta, mas quantidade de petróleo permanece desconhecida
Foto: Reprodução
A presença de petróleo, portanto, não significa que já exista uma estimativa definida para a reserva ou para uma futura produção comercial. A estatal ainda precisa reunir dados adicionais antes de determinar o potencial econômico do reservatório.
“Tudo indica que vai ser bom, nós estamos extremamente otimistas. Tem petróleo, tem descoberta. Ainda não sabemos quanto. Vamos continuar investindo, explorando e o futuro vai dizer quanto o Amapá pode nos oferecer”, afirmou Magda Chambriard.
Lula visita navio-sonda e defende continuidade da exploração
O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) visitou o navio-sonda responsável pela perfuração e defendeu a continuidade das atividades exploratórias na Margem Equatorial.
Lula associou a discussão aos interesses estratégicos nacionais e da estatal. “O que está em jogo são interesses do Brasil e da Petrobras”, declarou durante o evento realizado no Amapá.
Presidente afirma que área está a mais de 500 quilômetros da foz do Amazonas
A exploração da Margem Equatorial enfrenta debate ambiental por causa da proximidade com áreas consideradas sensíveis da Amazônia. Durante a visita, Lula questionou parte da forma como a discussão vinha sendo conduzida.
O presidente afirmou que a área onde ocorre a perfuração fica a mais de 500 quilômetros da foz do Rio Amazonas. “Todo mundo aqui sabe a polêmica da Margem Equatorial. Eu pensei que a gente tinha que derrubar uma árvore para a gente poder ter a Petrobras. Eu fico sabendo que a distância é mais de 500 quilômetros da Foz do Amazonas”, disse.
Lula diz que exploração não elimina defesa da transição energética
Lula também afirmou que continua defendendo uma transição que reduza a dependência dos combustíveis fósseis. O argumento apresentado pelo presidente é que o petróleo continuará sendo necessário durante esse processo.
“Não estou negando minha luta para que um dia a gente não precise de combustível fóssil”, afirmou.
Cerca de 80% do petróleo produzido no Brasil vem hoje do pré-sal
Magda Chambriard também relacionou a continuidade da exploração à necessidade de reposição das reservas brasileiras. Atualmente, cerca de 80% do petróleo produzido no país vem do pré-sal.
A Petrobras estima que a produção do pré-sal deverá alcançar seu pico entre 2034 e 2035. Depois desse momento, a presidente da estatal alerta para a possibilidade de queda caso novas reservas não sejam incorporadas.
Petrobras alerta para risco de país voltar a importar petróleo
A presidente da companhia afirmou que novas descobertas são necessárias para compensar a eventual redução da produção depois do pico previsto para o pré-sal.
“A partir do pico, se não agirmos, seremos importadores de petróleo como no passado”, declarou Magda. Para ela, a reposição das reservas também é necessária para manter o Brasil entre os maiores produtores mundiais.
Petrobras aguarda licença para perfurar mais três poços no mesmo bloco
A exploração na costa do Amapá poderá avançar para outros pontos caso a empresa obtenha as autorizações necessárias. A Petrobras aguarda licenças para perfurar mais três poços no mesmo bloco exploratório onde está o Morpho.
Outras cinco áreas também aparecem no planejamento da estatal para novos poços na Margem Equatorial. A companhia pretende continuar investindo na região enquanto avalia os resultados da descoberta atual.
Delimitação será necessária antes de estimar capacidade comercial
A confirmação da presença de petróleo não permite concluir, por enquanto, se a descoberta terá volume suficiente para sustentar uma produção comercial. Essa definição depende dos dados obtidos com o restante da perfuração e com a posterior delimitação do reservatório.
A extensão da acumulação e o volume recuperável estão entre as respostas que a Petrobras ainda procura. Somente depois dessas etapas será possível avançar na avaliação do potencial da descoberta no poço Morpho.
Petrobras mantém perfuração enquanto tenta medir descoberta na Foz do Amazonas
A Petrobras deverá manter a perfuração do poço Morpho por cerca de mais 15 dias antes de iniciar a delimitação necessária para calcular a extensão do reservatório. A descoberta está localizada a aproximadamente 175 quilômetros da costa do Amapá, em águas com cerca de 2,9 mil metros de profundidade.
Enquanto a estatal tenta determinar quanto petróleo existe e quanto poderá ser recuperado, o governo defende a continuidade das atividades na Margem Equatorial e a companhia aguarda licenças para ampliar a campanha exploratória com novos poços.
Na sua opinião, a exploração de petróleo na Margem Equatorial deve avançar enquanto o país conduz a transição energética, ou novas perfurações deveriam depender de etapas adicionais de avaliação? Deixe sua opinião nos comentários.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

