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São Paulo transforma áreas degradadas sob viadutos e avenidas em quatro novos bosques, planta mais de 4 mil árvores e alcança 24.710 mudas em 20 florestas urbanas
Escrito por Noel Budeguer
Publicado em 22/08/2026 às 19:20
Atualizado em 22/08/2026 às 19:47
Meio Ambiente
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São Paulo inaugurou quatro bosques urbanos na região central, transformou espaços degradados em áreas verdes e alcançou 20 florestas urbanas, 97.015 metros quadrados recuperados e 24.710 árvores plantadas.
Quatro áreas antes marcadas pelo concreto e pela degradação passaram a integrar o programa de Bosques Urbanos de São Paulo. Com as novas unidades entregues na região central em agosto de 2026, a cidade chegou a 20 bosques, 97.015 metros quadrados de áreas verdes e 24.710 mudas plantadas.
Os espaços inaugurados são o Bosque Suiriri, sob o Viaduto Santa Ifigênia; o Bosque Mariquita, na Avenida 23 de Maio; o Bosque Pica-Pau, na Avenida do Estado; e o Bosque Pintassilgo, na Rua João Passalaqua.
Juntos, os quatro locais receberam mais de 4 mil mudas. A escolha dos terrenos busca aproveitar áreas anteriormente degradadas ou com pouca vegetação em uma das partes mais densamente urbanizadas da capital paulista.
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No Bosque Suiriri, a programação de entrega incluiu o plantio simbólico de mil árvores. A previsão municipal é que essa unidade receba aproximadamente 1.700 exemplares, formando uma área de vegetação sob a estrutura histórica do Viaduto Santa Ifigênia.
Espécies nativas foram escolhidas conforme cada terreno
A prefeitura informou que os plantios incluem ipês branco, roxo, amarelo e rosa, além de pau-ferro, jerivá, araucária, peroba-rosa, jatobá, cambuci, grumixama, pitanga, uvaia, gabiroba, paineira, palmito-juçara e manacá-da-serra.
A composição não é igual em todos os espaços. Sob o Viaduto Santa Ifigênia, por exemplo, a sombra constante exige espécies capazes de se desenvolver em condições de meia-sombra.
Em registro anterior, publicado pela Secretaria Municipal das Subprefeituras em janeiro de 2026, o Bosque Suiriri já havia recebido um plantio inicial de 500 mudas. A entrega anunciada em agosto representa uma etapa posterior de implantação e ampliação do projeto.
Cada bosque recebe o nome de uma ave, e parte das árvores é selecionada conforme os frutos e outros recursos que pode oferecer à fauna. No Bosque Mariquita, os jerivás estão entre as espécies relacionadas à alimentação dessas aves.
Plantio busca reduzir calor e melhorar a drenagem urbana
Áreas verdes em regiões densamente pavimentadas podem ajudar a enfrentar problemas associados às ilhas de calor. A ampliação da cobertura vegetal também favorece a infiltração de água no solo e pode contribuir para condições ambientais mais equilibradas.
A proposta municipal consiste em transformar áreas públicas ociosas em pequenas florestas com maior adensamento de árvores. Alguns espaços não funcionam como parques abertos de circulação livre, porque a prioridade é permitir o desenvolvimento da vegetação e recuperar características ambientais do terreno.
No centro de São Paulo, essa estratégia aparece em áreas próximas a avenidas movimentadas e em espaços sob viadutos. A combinação de arborização, solo permeável e espécies nativas busca reduzir a pressão do ambiente urbano sobre esses pontos.
Moradores e coletivos participaram da transformação
O plantio reuniu equipes municipais, representantes da sociedade civil e moradores. Entre os participantes do processo no Bosque Suiriri está o coletivo Pedra 90, formado por voluntários envolvidos em ações de arborização.
Na Bela Vista, o Bosque Pintassilgo começou a tomar forma após o plantio de mais de 400 mudas com participação comunitária. Depois, a área recebeu cercamento e cuidados específicos com o solo.
Os números divulgados em 4 de agosto de 2026 correspondem ao estágio apresentado pela Prefeitura de São Paulo naquela data: 20 unidades, 97.015 metros quadrados de áreas verdes e 24.710 mudas plantadas. A manutenção dessas áreas será determinante para que as árvores se desenvolvam e os benefícios ambientais se consolidem ao longo do tempo.
Fontes
Fonte principal
Fonte complementar
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Noel Budeguer.

