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Universitário quebra o pescoço em um mergulho em 2015, fica tetraplégico e chega a pensar em abandonar a faculdade, mas continua Engenharia Elétrica e três anos depois deixa a cadeira de rodas no palco para receber o diploma caminhando com um exoesqueleto
Escrito por Valdemar Medeiros
Publicado em 10/08/2026 às 14:18
Atualizado em 10/08/2026 às 14:19
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Aldo Amenta ficou tetraplégico após um acidente em uma piscina em 2015, cogitou abandonar Engenharia Elétrica, retomou os estudos na Florida International University e, três anos depois, recebeu o diploma caminhando com auxílio de um exoesqueleto.
Aldo Amenta cursava Engenharia Elétrica na Florida International University, nos Estados Unidos, quando sua trajetória universitária mudou em 7 de novembro de 2015. O estudante, natural da Venezuela, sofreu uma grave lesão na coluna ao mergulhar na parte rasa de uma piscina e, segundo seu próprio relato, recebeu o diagnóstico de tetraplegia. A mudança em sua rotina foi tão profunda que ele chegou a considerar abandonar a universidade.
Três anos depois, o cenário era completamente diferente. Em dezembro de 2018, Aldo concluiu Engenharia Elétrica e participou da cerimônia de formatura da FIU. Em vez de permanecer na cadeira de rodas para buscar o diploma, utilizou um exoesqueleto preso às pernas e ao tronco e atravessou o palco caminhando, sob acompanhamento, para receber o diploma diante dos colegas e familiares.
Acidente em 2015 deixou Aldo Amenta tetraplégico
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O acidente ocorreu em novembro de 2015, quando Aldo mergulhou em uma piscina rasa e sofreu uma lesão cervical. A ABC News registrou que ele quebrou o pescoço e posteriormente afirmou que os médicos o declararam tetraplégico.
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A CBS News informou que Aldo permaneceu hospitalizado durante cerca de dois meses antes de deixar o hospital para concentrar seus esforços na recuperação. Naquele período, retornar imediatamente às salas de aula não era a prioridade.
A lesão alterou tarefas básicas da vida cotidiana e passou a exigir ajuda de outras pessoas. Anos depois, Aldo explicou que essa nova dependência foi uma das maiores dificuldades da adaptação e contribuiu para que ele questionasse se conseguiria continuar a graduação.
Estudante chegou a considerar abandonar Engenharia Elétrica
Aldo já estava construindo sua formação na Florida International University quando ocorreu o acidente. Com a mudança brusca na mobilidade e a necessidade de reabilitação, terminar Engenharia deixou de parecer uma consequência natural dos anos anteriores de estudo.
Ele contou à ABC News que chegou a considerar abandonar a FIU. A continuidade tornou-se possível com apoio de familiares, amigos e da própria universidade, que ofereceu suporte financeiro por meio de uma bolsa associada à campanha Ignite.
Documentos oficiais do Conselho de Curadores da FIU registraram posteriormente o caso e destacaram que Aldo conseguiu retornar à instituição beneficiado pelo programa. A universidade passou a apresentar sua conclusão do curso como um dos exemplos de permanência estudantil após uma mudança física severa.
Retorno à FIU exigiu adaptação a uma nova rotina
Voltar para a universidade significava retomar provas, trabalhos e disciplinas enquanto Aldo continuava lidando com as consequências da lesão. Ele passou a utilizar cadeira de rodas e dependia de auxílio para diferentes atividades diárias.
Assista o vídeo
A CBS News registra que, depois de deixar o hospital, Aldo inicialmente direcionou sua atenção para a saúde. Posteriormente, o apoio recebido de pessoas próximas e da universidade contribuiu para sua decisão de voltar às aulas.
A meta passou a ser concluir a graduação que havia sido interrompida pelo acidente. Ao final de 2018, aproximadamente três anos depois da lesão, Aldo já havia cumprido os requisitos acadêmicos para receber o bacharelado em Engenharia Elétrica pela FIU.
Exoesqueleto permitiu que Aldo se levantasse da cadeira de rodas
A cerimônia acrescentou um componente tecnológico diretamente ligado à sua condição física. Aldo utilizou um exoesqueleto, equipamento robótico externo que dava suporte às pernas e ao tronco durante os movimentos realizados no palco.
A ABC News informou que ele já havia recuperado parte dos movimentos dos membros, mas normalmente utilizava cadeira de rodas. Para a formatura, precisou ser retirado da cadeira e posicionado no equipamento antes de iniciar a caminhada.
Treinamento com o equipamento começou meses antes da formatura
Usar o dispositivo na cerimônia exigiu preparação prévia. A CBS News informou que Aldo vinha treinando com o exoesqueleto havia um período que ele situou entre aproximadamente seis meses e um ano.
A ABC News também registrou que ele precisou realizar horas de treinamento antes de conseguir executar a sequência necessária para atravessar o palco. O objetivo era coordenar o equipamento de maneira suficientemente segura e previsível durante a cerimônia.
Assim, a caminhada de poucos metros vista pelo público em dezembro de 2018 foi resultado de meses de preparação e de tecnologia assistiva. O exoesqueleto transformou o momento de entrega do diploma em uma demonstração visual das possibilidades desse tipo de equipamento para pessoas com lesões medulares.
Aldo atravessou o palco para buscar o diploma de Engenharia Elétrica
A formatura ocorreu em dezembro de 2018. Diante do público, Aldo deixou a cadeira de rodas, foi colocado no exoesqueleto e iniciou os passos em direção às autoridades acadêmicas responsáveis pela entrega do diploma.
As imagens mostram o estudante atravessando o palco com o dispositivo enquanto recebe apoio durante o percurso. Ele cumprimentou representantes da universidade e recebeu o diploma de Engenharia Elétrica da Florida International University.
O episódio alcançou repercussão internacional. Documentos oficiais da FIU registram que a história foi exibida por veículos nacionais e internacionais e se tornou uma das reportagens de maior alcance relacionadas à universidade naquele período.
Diploma de 2018 não encerrou a trajetória universitária
Depois do bacharelado, Aldo decidiu permanecer no ambiente acadêmico. Seu interesse passou a se aproximar ainda mais das tecnologias relacionadas à reabilitação e às pessoas que convivem com lesões na medula.
Em 12 de dezembro de 2021, três anos depois da primeira formatura, ele concluiu um mestrado em Engenharia Biomédica na própria Florida International University. A instituição confirma que Aldo novamente utilizou um exoesqueleto para atravessar o palco e receber o diploma.
A FIU informou que seu objetivo profissional era trabalhar na indústria biomédica e contribuir para tecnologias destinadas a pessoas com lesões graves na coluna. Naquele momento, a universidade também registrava que ele pretendia seguir para um doutorado.
Acidente de 2015 terminou mudando também a direção de sua carreira
Quando entrou na graduação, Aldo estava no campo da Engenharia Elétrica. Depois do acidente e do contato direto com reabilitação e tecnologia assistiva, sua formação avançou para a Engenharia Biomédica no mestrado.
O momento mais conhecido continua sendo o de dezembro de 2018. Três anos depois de uma lesão que o fez cogitar abandonar os estudos, Aldo chegou à cerimônia em cadeira de rodas, utilizou um exoesqueleto para se colocar de pé e atravessou o palco para buscar o diploma da graduação que havia decidido continuar.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Valdemar Medeiros.

