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A rota descontrolada causada pela atividade solar e pela gravidade fez o foguete da SpaceX cair na Lua, criando uma oportunidade única para cientistas analisarem o impacto do equipamento de quatro toneladas e acompanharem o aumento do lixo espacial na região cislunar.
Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 08/09/2026 às 10:52
Atualizado em 08/09/2026 às 11:00
Ciência e Tecnologia
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Estágio descartado de um foguete da SpaceX colidiu com a superfície lunar, abrindo uma nova cratera e permitindo observações científicas inéditas sobre o impacto.
A parte superior do Falcon 9 colidiu com a Lua a cerca de 8.700 quilômetros por hora, o equipamento de quatro toneladas e tamanho similar a um prédio de cinco andares gerou uma cratera.
A colisão aconteceu em 5 de agosto de 2026, às 6h35 no horário UTC, equivalente a 3h35 no horário de Brasília.
O objeto pertence a uma missão lançada em janeiro de 2025 para enviar dois módulos de pouso à Lua. O propulsor reutilizável retornou à Terra, enquanto o estágio superior permaneceu em uma órbita influenciada pela gravidade terrestre, lunar e solar.
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Paulo Nogueira
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Em coletiva da Nasa, Julianna Scheiman, diretora da SpaceX para os programas Dragon e Ciência da Nasa, informou que a atividade solar e a gravidade colocaram o estágio do foguete da SpaceX em rota lunar.
Análise orbital e registros da superfície
A agência espacial da Coreia do Sul divulgou imagens de antes e depois capturadas pelo orbitador lunar Danuri. Os registros mostram uma mancha escura no local onde o impacto aconteceu. A Associated Press informou que a nave passou pela área logo após a colisão.
Pesquisadores estimaram que o choque liberaria energia comparável a várias toneladas de TNT. A Dra. Sara Webb, astrofísica da Swinburne University, afirmou ao The Guardian que o impacto provavelmente abriu uma cratera de cerca de 20 metros de largura e 5 metros de profundidade.
Observações químicas da poeira lunar
O clarão do choque foi fraco para observadores na Terra. O Very Large Telescope, do Observatório Europeu do Sul, no Chile, detectou linhas espectrais de sódio e lítio na nuvem de poeira durante cinco a 10 minutos após a colisão.
Ao Reuters, Carl Schmidt, astrônomo do Centro de Física Espacial da Universidade de Boston, afirmou que o sódio veio do solo lunar e o lítio do próprio foguete. Ele estimou que a pluma alcançou dezenas de quilômetros de extensão.
O choque ocorreu perto da linha terminadora da Lua, na fronteira entre o dia e a noite. A luz solar atingiu a poeira levantada, criando uma janela de observação para os telescópios.
Acúmulo de lixo espacial e tráfego cislunar
A Lua é atingida constantemente por detritos naturais. Impactos artificiais continuam raros, mas tendem a crescer com o aumento de missões lunares e com o objetivo de estabelecer presença humana de longo prazo no local.
Para essa meta, será necessário monitorar detritos na região cislunar. Matt Bothwell, astrônomo da Universidade de Cambridge, declarou à BBC que “o espaço está ficando cada vez mais lotado” e que “[a cada ano] lançamos mais coisas no espaço”.
A cratera formada não ameaça a Terra, o evento demonstrou a rapidez com que equipamentos usados em missões podem se transformar em lixo na Lua.
Fonte: Zme science
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Fabio Lucas Carvalho.

