O Acre encerrou 2025 com 566 pessoas em situação de rua registradas no Cadastro Único, aumento de 20,9% em relação às 468 contabilizadas em dezembro de 2024. Em dois anos, o crescimento chega a 54,6%, já que o estado possuía 366 pessoas nessa condição em dezembro de 2023.
Os números são do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua (OBPopRua), do Polos de Cidadania da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com base em informações do Cadastro Único extraídas do CECAD, do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social
Entre dezembro de 2023 e dezembro de 2024, o contingente acreano passou de 366 para 468 pessoas, aumento de 27,9%. No ano seguinte, foram acrescentadas outras 98 pessoas, elevando o total para 566. Em apenas dois anos, portanto, o Acre ganhou 200 pessoas registradas em situação de rua.
Rio Branco concentra a maior parte dessa população. Em dezembro de 2025, a capital tinha 490 pessoas em situação de rua, o equivalente a 86,6% do total acreano. No fim de 2024 eram 407 e, em dezembro de 2023, 333. Em dois anos, o número cresceu 47,1%, com acréscimo de 157 pessoas.
O avanço também ocorreu na distribuição territorial. Em dezembro de 2024, nove municípios acreanos tinham moradores em situação de rua registrados no CadÚnico. Um ano depois eram dez dos 22 municípios, correspondentes a 45,45% das cidades do estado.
O Acre permanece entre os estados com menor número absoluto do país. Com 566 pessoas, aparecia na 26ª posição nacional, à frente somente do Amapá, com 292. Tocantins tinha 578, apenas 12 a mais que o Acre. Rondônia, por comparação, contabilizava 1.511 pessoas, Amazonas 3.551 e Pará 4.226.
A série recente mostra aceleração dos registros:
2023 — Acre: 366; Rio Branco: 333
2024 — Acre: 468; Rio Branco: 407
2025 — Acre: 566; Rio Branco: 490
No estado, a alta acumulada entre 2023 e 2025 foi de 54,6%. Em Rio Branco, chegou a 47,1%. A participação da capital no total estadual caiu ligeiramente, de 91% em 2023 para 87% em 2024 e 86,6% em 2025, indicando crescimento dos registros também fora de Rio Branco.

