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Alok levou 400 mil mudas para projetos ambientais, ajudou a restaurar 3 milhões de m² de florestas no Brasil e transformou áreas da Amazônia em agroflorestas com renda para famílias locais
Escrito por Viviane Alves
Publicado em 01/09/2026 às 22:16
Atualizado em 01/09/2026 às 22:17
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Instituto criado pelo DJ apoia projetos no Pará e no Acre, com reflorestamento, sistemas agroflorestais, viveiros comunitários e participação de comunidades locais e indígenas.
Conhecido mundialmente pelos grandes palcos da música eletrônica, Alok passou a ampliar sua atuação também fora dos festivais. Em junho de 2026, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente informou que projetos apoiados pelo Instituto Alok contribuíram para restaurar cerca de 3 milhões de m² de florestas nativas no Brasil.
O balanço chamou atenção não apenas pela dimensão da área recuperada, mas também pelo alcance das iniciativas. Segundo o PNUMA, aproximadamente 400 mil mudas foram plantadas em diferentes biomas brasileiros, enquanto parte dos projetos passou a unir recuperação ambiental, produção de alimentos e geração de renda.
Programa Planeta Verde levou reflorestamento e agroflorestas para comunidades da Amazônia
O Programa Planeta Verde foi criado pelo Instituto Alok para apoiar ações de restauração, reflorestamento e preservação de ecossistemas brasileiros. As primeiras iniciativas incluíram projetos no Pará e no Acre com apoio do Fundo Comunitário do Airbnb.
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No Pará, famílias passaram a trabalhar com sistemas agroflorestais, modelo que reúne espécies nativas e cultivos agrícolas na mesma área. Segundo o Instituto Alok, 291,5 hectares haviam recebido esses sistemas, com 245.490 mudas plantadas e participação direta de 212 famílias.
A proposta vai além da recuperação da vegetação. Andiroba e jatobá dividem espaço com açaí, cacau, cupuaçu, mandioca e banana, combinação que permite recuperar a floresta enquanto as famílias também produzem alimentos e produtos capazes de gerar renda.
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Projeto no Pará combinou restauração ambiental com geração de renda para famílias
A dimensão econômica também passou a fazer parte das iniciativas. De acordo com o Instituto Alok, R$ 368.235 foram repassados por meio de cooperativas parceiras, beneficiando diretamente 44 famílias envolvidas nos projetos.
Outra frente ligada ao programa previa o plantio de aproximadamente 240 mil mudas e a recuperação de cerca de 200 hectares na Ilha do Marajó. As ações alcançavam Breves, Curralinho, Melgaço, Muaná, São Sebastião da Boa Vista e Portel.
O projeto também buscava ampliar a renda de mais de 150 mulheres envolvidas diretamente no plantio e na produção de alimentos. A estratégia aproximava conservação ambiental e desenvolvimento comunitário em regiões onde a floresta também faz parte da economia local.
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Área atingida por queimada no Acre começou a receber milhares de novas árvores
No Acre, outra frente ganhou forma no Centro Huwã Karu Yuxibu, ligado ao povo Huni Kuin. Uma área degradada por uma queimada em 2019 passou a ser recuperada pelo projeto Campo da Fartura.
O trabalho envolve sete hectares de floresta, equivalentes a 70 mil m², e reúne Instituto Alok, SOS Amazônia e Fundo Comunitário do Airbnb. Em fevereiro de 2025, um mutirão plantou aproximadamente 2 mil mudas com participação da comunidade, voluntários, professores e estudantes da Universidade Federal do Acre.
No início de 2026, o total já havia alcançado 8,3 mil mudas plantadas. A recuperação passou a envolver não apenas o replantio, mas também a criação de estruturas para manter a produção de novas espécies ao longo do tempo.
Viveiro comunitário passou a produzir mudas para manter a recuperação da floresta
A SOS Amazônia construiu no local um viveiro comunitário com capacidade para produzir até 15 mil mudas por ano. A estrutura recebe espécies florestais, frutíferas, palmeiras e plantas medicinais.
O projeto também instalou um sistema de irrigação e criou uma horta comunitária destinada às 15 famílias que vivem no centro. Açaí, cacau, café, cupuaçu, mogno, jatobá, copaíba e urucum estão entre as espécies trabalhadas.
Mais do que apoiar mutirões isolados, a estrutura criou condições para que a própria comunidade pudesse continuar produzindo mudas e recuperando áreas degradadas. O viveiro também reforça a produção de alimentos e amplia a autonomia local.
Instituto Alok passou a reunir projetos ambientais dentro e fora do Brasil
Criado em 2020, o Instituto Alok expandiu sua atuação para diferentes iniciativas sociais e ambientais. Em junho de 2026, quando Alok foi anunciado como Embaixador Global da Boa Vontade, o PNUMA informou que a organização já havia destinado quase £8 milhões a projetos no Brasil, África e Índia.
O reconhecimento internacional também colocou em evidência os resultados obtidos no Brasil. O PNUMA destacou os 3 milhões de m² de florestas nativas em restauração e as aproximadamente 400 mil mudas plantadas em diferentes biomas.
Na Amazônia, os números ganham outra dimensão quando associados às famílias envolvidas, aos sistemas agroflorestais, às comunidades indígenas e aos viveiros comunitários. A recuperação ambiental passa a dividir espaço com produção de alimentos, geração de renda e participação direta de quem vive nesses territórios.
Fontes: Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Instituto Alok e SOS Amazônia.
Você acredita que artistas com alcance internacional podem ajudar a ampliar projetos de recuperação ambiental e geração de renda na Amazônia?
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Viviane Alves.

