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Aos 38 anos, ex-ator da Globo transforma ônibus antigo em casa com energia solar e saneamento próprio na Chapada dos Veadeiros, passa temporadas cercado pela natureza e mantém rotina confortável sem abandonar cinema, teatro e televisão, viajando para trabalhos e depois retornando ao interior de Goiás
Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges
Publicado em 08/09/2026 às 09:31
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Angel Ferreira, de 38 anos, transformou um ônibus antigo em moradia na Chapada dos Veadeiros, com energia solar, biodigestor e saneamento próprio. O ator passa temporadas no interior de Goiás, mantém uma rotina confortável e continua trabalhando em cinema, teatro e televisão, viajando conforme os projetos e retornando para casa.
Angel Ferreira, de 38 anos, passou a dividir sua rotina entre trabalhos artísticos e temporadas vivendo em um ônibus transformado em casa na Chapada dos Veadeiros, em Goiás. Conhecido anteriormente como Igor Angelkorte e por atuações em novelas como “Babilônia” e “O Outro Lado do Paraíso”, ele adaptou o veículo com energia solar e sistema próprio de saneamento.
Segundo reportagem do Diário do Litoral, publicada em 7 de setembro de 2026 e assinada por Thiago Felipe Camargo, Angel explicou em entrevista à Quem que a escolha não significa viver sem estrutura ou abandonar a carreira. O ator afirma manter conforto no ônibus e continuar viajando para trabalhos no cinema, teatro e televisão.
Angel Ferreira passou a viver temporadas na Chapada dos Veadeiros
O ator escolheu a Chapada dos Veadeiros, no interior de Goiás, como lugar para passar parte de seu tempo longe dos grandes centros.
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A mudança não representa uma instalação permanente e isolada. Angel circula por outras cidades e países conforme os compromissos profissionais e retorna à região quando deseja.
Ônibus antigo foi transformado em moradia
O veículo ganhou uma função completamente diferente depois de ser adaptado.
Angel passou a utilizá-lo como casa durante suas temporadas na Chapada dos Veadeiros, com estrutura própria para atender necessidades de energia e saneamento.
Para o ator, reaproveitar um veículo antigo também está ligado à forma como encara sustentabilidade e consumo.
Energia vem de placas solares
O ônibus não depende da rede municipal de energia elétrica.
Angel instalou placas solares para abastecer a moradia e rejeita a ideia de que vive sem eletricidade no meio da mata.
“Algumas coisas se distorcem nesse caminho. Não moro sem energia, eu tenho placa solar e tenho conforto ali”, explicou.
Saneamento utiliza biodigestor e fossa de bananeira
A estrutura também conta com um sistema próprio de saneamento.
Angel afirmou que o sistema não está conectado à rede municipal, mas utiliza um biodigestor ligado a uma fossa de bananeira.
“Também tenho saneamento. Não é um saneamento ligado à rede municipal, mas eu tenho um biodigestor ligado a uma fossa de bananeira”, disse.
Ator rejeita ideia de uma vida baseada em privação
Angel afirma que a experiência na natureza não foi pensada como uma escolha de escassez.
“Tenho uma vida confortável. Eu quero o melhor da vida e não quero viver uma vida de privação ou escassez”, declarou.
O ator também fez questão de dizer que não se considera perdido ou sem estrutura por permanecer parte do tempo distante dos grandes centros.
“Não estou perdido no meio do mato”, afirma Angel
A descrição pública de sua rotina, segundo ele, nem sempre corresponde ao modo como realmente vive.
“Está tudo lindo. Não estou perdido no meio do mato”, afirmou.
A presença de energia solar, saneamento próprio e estrutura doméstica faz parte da tentativa de conciliar contato com a natureza e conforto.
Moradia também faz parte da visão artística do ator
Angel relaciona diretamente a escolha da casa sobre rodas à própria atividade profissional.
“Minha vida também é um trabalho. Minha vida também é uma expressão da minha arte”, afirmou.
Para ele, viver parte do tempo no meio da natureza integra aquilo que considera importante para sua atuação como artista.
Ônibus era uma espécie de sucata antes da transformação
O reaproveitamento do veículo também tem significado ambiental para Angel.
“Morar num ônibus é pegar uma sucata e reciclá-la”, declarou.
Segundo ele, transformar o veículo em casa representa uma afirmação relacionada à forma como enxerga sua arte e sua posição no mundo.
Angel considera transformação do ônibus um “ato político”
O ator atribui ao reaproveitamento uma dimensão que vai além da moradia.
“Isso é um ato político, isso é uma afirmação daquilo que eu sou e da arte que eu faço”, afirmou.
A declaração associa a reutilização do ônibus às escolhas pessoais e artísticas que passou a adotar.
Vida na Chapada não encerrou carreira na televisão
A mudança de rotina não significou afastamento definitivo das produções audiovisuais.
Angel continua trabalhando em cinema, teatro e televisão, deslocando-se conforme surgem filmes, séries, novelas, peças ou outros projetos.
Depois desses compromissos, ele pode retornar para a casa na Chapada dos Veadeiros.
Festival em Gramado mostrou repercussão da nova rotina
O ator percebeu que a história do ônibus passou a ser associada à sua imagem pública.
Durante uma viagem a Gramado para lançar um filme, pessoas o reconheceram justamente por causa da vida na natureza.
“Você não é o menino que mora no meio do mato?”, contou ter ouvido durante o festival.
Trabalho pode levar Angel a São Paulo, Rio, Berlim ou Ásia
Angel afirma que sua profissão continua exigindo circulação.
“Eu sou um artista. Posso estar em Berlim, posso estar na Ásia, posso estar em São Paulo, no Rio de Janeiro, fazer uma novela, uma série, um filme, voltar para lá [Chapada]”, explicou.
Para ele, essa alternância entre diferentes lugares faz parte de sua maneira de estar no mundo.
Casa Candeia de Cultura amplia ligação com interior de Goiás
A relação de Angel com a região não se limita ao ônibus.
O ator mantém a Casa Candeia de Cultura, projeto voltado para atividades artísticas no interior de Goiás.
O espaço recebe espetáculos e shows e também oferece aulas de teatro para jovens da comunidade.
Projeto busca fortalecer cultura que já existe na região
Angel afirma que a proposta da Casa Candeia não é substituir manifestações locais.
“Estou contribuindo com a cultura que já existe localmente, não estou inventando a roda”, explicou.
Segundo ele, a dificuldade está no acesso, já que a região fica no “interior do interior, do interior”.
Silêncio foi um dos motivos para escolher a natureza
A ausência do ruído constante das grandes cidades aparece entre os fatores valorizados pelo ator.
Angel afirma que, na Chapada, consegue experimentar o breu, algo que considera praticamente inexistente em ambientes urbanos que permanecem iluminados.
“Na cidade, não tem breu, ela nunca desliga”, afirmou.
Sons dos animais fazem parte da rotina procurada pelo ator
O contato com a fauna também pesa na escolha.
Angel diz que pode ouvir os animais na mata e acredita que essa experiência tem efeito sobre seu próprio ritmo.
“Também posso me relacionar com o barulho dos animais na mata e isso regula a gente”, declarou.
Temporadas na natureza continuam conciliadas com novos trabalhos
Aos 38 anos, Angel Ferreira mantém uma rotina que alterna períodos na Chapada dos Veadeiros com viagens relacionadas à atuação, projetos culturais e trabalhos no cinema, teatro e televisão.
O ônibus permanece como sua casa durante essas temporadas, equipado com energia solar e saneamento próprio, enquanto a Casa Candeia de Cultura amplia sua ligação com a região e a carreira artística continua exigindo deslocamentos para outros lugares.
Na sua opinião, o que mais chama atenção nessa escolha de vida: transformar um ônibus antigo em casa, manter conforto com energia solar e saneamento próprio ou conciliar temporadas na natureza com uma carreira ativa no cinema, teatro e televisão? Deixe sua opinião nos comentários.
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ex- ator
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

