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Aos 46 anos e mãe de três filhos, mulher volta a estudar à noite após anos longe da escola, entra em Física na UFPI pelo SiSU 2026 e agora tem a mesma área de estudo de um dos filhos
Escrito por Flavia Marinho
Publicado em 04/09/2026 às 21:30
Atualizado em 04/09/2026 às 21:31
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A volta aos estudos levou Marcilene Maria da Silva da sala de aula noturna da EJA à Licenciatura em Física na Universidade Federal do Piauí, depois de conciliar trabalho, maternidade e vida familiar até conquistar uma vaga pelo SiSU 2026.
Depois de anos longe da escola, Marcilene Maria da Silva voltou a estudar aos 46 anos, frequentando aulas à noite enquanto conciliava a rotina de trabalho com a vida familiar. Casada e mãe de três filhos, ela retomou um projeto que havia ficado para trás e encontrou na Educação de Jovens e Adultos um caminho para continuar a formação.
O resultado apareceu no Sistema de Seleção Unificada, SiSU 2026: Marcilene conquistou uma vaga na Licenciatura em Física da Universidade Federal do Piauí, UFPI. A apuração foi publicada pelo Conselho Nacional de Secretários de Educação, conselho nacional que reúne secretários de educação.
A conquista ganhou um significado ainda mais pessoal porque um dos filhos de Marcilene também estuda Física. Antes de viver a própria aprovação, ela já havia acompanhado a entrada de um filho na universidade.
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Paulo Nogueira
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A volta aos estudos começou depois de anos longe da escola e com incentivo dentro de casa
Marcilene estudou no CEJA Anísio Lima, no município de Altos, no Piauí. Após anos afastada da escola, decidiu retomar os estudos, e o incentivo dos próprios filhos teve peso importante nessa decisão.
Ela resumiu esse momento ao falar sobre um desejo que ainda era dela: “A gente muitas vezes projeta os sonhos nos filhos, mas eles crescem e constroem os próprios caminhos. Eu percebi que ainda tinha um sonho meu guardado: cursar uma faculdade”.
A frase ajuda a explicar por que a volta aos estudos não ficou restrita à conclusão de uma etapa escolar. A retomada abriu caminho para que Marcilene participasse do SiSU 2026 e chegasse ao ensino superior público.
Trabalho, três filhos e aulas à noite fizeram parte da rotina até a aprovação
A rotina exigia conciliar trabalho, maternidade e estudos noturnos. Marcilene é casada, mãe de três filhos e frequentava as aulas da EJA no período da noite, contexto em que estudantes adultos chegam à escola depois de um dia marcado por outras responsabilidades.
Ao falar sobre o CEJA Anísio Lima, ela destacou o acolhimento recebido: “O CEJA Anísio Lima é uma escola que abraça. Os professores incentivam, acompanham e chamam para seguir firme. Isso faz toda a diferença para quem chega cansada do trabalho e, muitas vezes, cheia de inseguranças”.
O relato mostra um ponto central de sua trajetória: permanecer na escola também dependia de encontrar um ambiente em que fosse possível continuar apesar do cansaço e das inseguranças ligadas ao retorno à sala de aula.
A aprovação em Física na UFPI veio pelo SiSU 2026
Depois da passagem pela EJA, Marcilene conquistou a vaga na Licenciatura em Física da UFPI por meio do SiSU 2026. O curso escolhido também tem relação direta com um interesse pessoal que ela já carregava.
“Eu gosto de Física porque me interesso por números e pela descoberta das coisas. Meu filho também faz Física, então pretendo cursar e seguir adiante”, afirmou Marcilene.
O Conselho Nacional de Secretários de Educação, conselho nacional que reúne secretários de educação, publicou a trajetória de Marcilene entre casos de estudantes da rede estadual do Piauí que chegaram ao ensino superior por meio do SiSU 2026.
Um dos filhos já fazia Física antes de chegar a vez da mãe
A história de Marcilene também reúne duas experiências universitárias dentro da mesma família. Ela já havia vivido a alegria de ver um filho aprovado na universidade e, depois, passou a celebrar a própria entrada no ensino superior.
“Já vivi a alegria de ver um filho aprovado na universidade. Agora, viver isso comigo foi uma experiência única”, disse Marcilene. O fato de um dos filhos também cursar Física acrescenta um vínculo familiar à escolha feita por ela.
A aprovação não apaga os anos em que os estudos ficaram interrompidos. Ela marca a retomada de uma trajetória que passou pela EJA, pelas aulas noturnas e pelo SiSU 2026 até chegar à universidade federal.
A EJA funcionou como ponte entre o retorno à escola e o ensino superior
A Educação de Jovens e Adultos, EJA, atende pessoas que precisaram interromper a vida escolar e oferece uma possibilidade de retomar a formação. No caso de Marcilene, essa etapa aconteceu no CEJA Anísio Lima e terminou com a participação no processo que a levou à UFPI.
A experiência mostra de forma concreta como a volta à escola pode abrir novas possibilidades educacionais. Marcilene não apenas concluiu uma etapa de formação, mas avançou para uma licenciatura em uma universidade federal.
Aos 46 anos, mãe de três filhos e depois de anos afastada da escola, Marcilene transformou a decisão de voltar a estudar em uma vaga na Licenciatura em Física da UFPI. A trajetória passou por noites de estudo, trabalho e responsabilidades familiares até chegar ao resultado do SiSU 2026.
O ponto central não está em tratar a idade como obstáculo ou exceção, mas em mostrar que uma trajetória escolar interrompida pode ser retomada quando existe oportunidade de continuar.
Você conhece alguém que voltou a estudar depois de anos e mudou o rumo da própria vida? Compartilhe essa história nos comentários.
Fonte
Consed
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Flavia Marinho.

