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Ator Thiago Lacerda transformou 3 mil m² de propriedade da família em plantação de lúpulo em Petrópolis, enfrentou fungos e excesso de umidade no cultivo e, dois anos depois, lançou uma cerveja feita com matéria-prima produzida no próprio sítio
Escrito por Andriely Medeiros de Araújo
Publicado em 13/09/2026 às 09:39
Atualizado em 13/09/2026 às 09:40
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Thiago Lacerda cultiva lúpulo em uma área de 3 mil m² em Petrópolis, onde mantém com Vanessa Lóes um projeto familiar ligado à agricultura e à produção de cerveja.
Uma garrafa lançada em junho de 2024 marcou uma nova etapa de um projeto que começou muito antes de chegar à cervejaria. Thiago Lacerda e a esposa, Vanessa Lóes, decidiram aproveitar parte da propriedade da família em Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, para cultivar lúpulo e transformar a experiência no campo em uma atividade produtiva.
O plantio ocupa cerca de 3 mil m² da propriedade batizada de Riad. A produção começou em 2022, depois de um período de estudos e de uma mudança na rotina familiar durante a pandemia, quando o casal passou a permanecer mais tempo no local e começou a pensar em maneiras de tornar o terreno produtivo.
Primeira cerveja surgiu depois que o cultivo já estava estabelecido
A bebida não foi o ponto de partida. Primeiro veio a decisão de trabalhar com a planta; depois, a possibilidade de utilizar o próprio lúpulo em uma receita.
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Paulo Nogueira
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Para chegar à cerveja, Thiago Lacerda e Vanessa se uniram a um mestre cervejeiro. A fabricação ficou sob responsabilidade de uma cervejaria de Niterói, enquanto o ator também participou do processo até o lançamento da primeira garrafa.
Ao O Globo, ele contou que produzir uma cerveja acabou parecendo um caminho natural depois que o cultivo começou a se consolidar. A experiência levou o projeto além da venda ou fornecimento de matéria-prima e aproximou o casal do produto final feito com o que nasce na propriedade.
Petrópolis ajudou a definir o que seria plantado
A escolha do lúpulo também conversa com o local onde o projeto foi implantado. Petrópolis possui forte ligação com a cultura cervejeira, e essa identidade entrou na decisão de apostar em uma planta ainda pouco difundida em escala comercial no Brasil.
Em entrevista ao O Globo, em junho de 2024, Thiago explicou que a iniciativa surgiu também da tentativa de se inserir na realidade produtiva da região. Para ele, o lúpulo reúne possibilidades de mercado e poderia criar pontos de contato com a tradição já existente na cidade.
Essa relação territorial também aparece na proposta de produzir um ingrediente que carregue características do próprio ambiente. À Rota Cervejeira do Rio, o ator afirmou que busca aroma e sabor capazes de refletir o ecossistema onde a planta é cultivada.
Manejo usa adubos naturais produzidos dentro da propriedade
O trabalho no Riad não se resume ao plantio. O casal participa da rotina da área e adotou práticas voltadas a reduzir a dependência de insumos externos.
Na própria propriedade são produzidos biofertilizantes, adubos naturais e defensivos orgânicos, utilizados no manejo do lúpulo. A escolha faz parte da proposta de conduzir a produção com foco em responsabilidade ambiental.
Thiago já descreveu a iniciativa como um projeto familiar associado a um desejo antigo de viver mais próximo do campo. A mudança ocorrida durante a pandemia abriu espaço para colocar essa vontade em prática, mas a decisão de iniciar efetivamente o cultivo só veio depois de estudos e preparação.
Fungos e excesso de umidade entraram no caminho
A adaptação da cultura ao terreno exigiu ajustes. No início de 2024, o casal relatou dificuldades que incluíam fungos, umidade, insolação e gargalos de produção.
Esses problemas fizeram parte da fase de aprendizado de uma cultura que ainda estava sendo desenvolvida dentro da propriedade. Em vez de interromper a iniciativa, Thiago e Vanessa mantiveram o projeto e continuaram trabalhando no manejo.
A busca por qualidade passou justamente pelo entendimento dessas condições. Como o objetivo era produzir lúpulo capaz de expressar características locais, controlar os fatores que interferem no desenvolvimento das plantas tornou-se parte central da rotina.
Projeto familiar criou outra relação de Thiago Lacerda com o campo
A plantação abriu uma frente bastante diferente da carreira artística de Thiago Lacerda. Longe das gravações, o ator passou a dividir parte do tempo com atividades que envolvem cultivo, manejo e acompanhamento da produção.
A propriedade deixou de funcionar apenas como espaço de permanência da família e ganhou uma atividade agrícola estruturada. O lúpulo tornou-se o elo entre o interesse antigo pela vida rural, a identidade cervejeira de Petrópolis e a possibilidade de desenvolver um produto próprio.
Com o lançamento da primeira cerveja, o projeto fechou um ciclo iniciado quando o casal decidiu olhar para o terreno de outra maneira. A partir dali, aquilo que começou como uma experiência agrícola familiar passou também a ocupar espaço na cadeia de produção de uma bebida feita com uma matéria-prima cultivada dentro do próprio sítio.
Fontes
Caras
O Globo
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Andriely Medeiros de Araújo.

