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BR-304 libera no dia 30 de setembro os primeiros 10 km de pista dupla entre Assú e Mossoró, e a obra de R$ 376 milhões ainda tem 47,6 km pela frente
Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges
Publicado em 25/09/2026 às 07:24
Atualizado em 25/09/2026 às 07:25
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A pista nova da BR-304, de concreto, abre a partir de Assú no sentido Mossoró e é só o começo da etapa 1B, que tem 57,6 km; no conjunto da etapa, limpeza, terraplenagem e drenagem ainda estão pela metade ou menos.
Na quarta (30), a BR-304 ganha os primeiros 10 km de pista dupla entre Assú e Mossoró, no Rio Grande do Norte. É o primeiro pedaço pronto de uma obra de R$ 376 milhões.
O trecho já tem drenagem e sinalização, segundo o governo do Rio Grande do Norte, que acompanha a duplicação da BR-304 tocada pelo DNIT. O resto ainda é canteiro. Faltam 47,6 km da etapa, com serviços em outras frentes do trecho.
Onde começam os 10 km que abrem na quarta
A pista nova sai do entroncamento da BR-304 com a RN-223, em Assú, e segue no sentido Mossoró, informa o governo do estado. É a parte da etapa 1B que ficou pronta primeiro para receber carro e caminhão.
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A etapa 1B cobre 57,6 km entre Assú e Mossoró, conforme a nota oficial. Em toda ela, a obra prevê uma segunda pista, com duas faixas, construída ao lado da pista que já existe.
Nos 10 km liberados, o governo diz que já foram feitas a drenagem e a sinalização horizontal e vertical, ou seja, as faixas pintadas no chão e as placas.
A foto aérea divulgada pelo estado mostra a pista dupla se formando. A pista nova é cinza-clara, de concreto. A velha, ao lado, é de asfalto escuro, e uma faixa de terra vermelha separa as duas.
A conta: 17% prontos e quase cinco vezes isso pela frente
A conta sai dos números oficiais e dá para refazer em casa. Conforme o estado, a etapa tem 57,6 km e abre 10 km de pista dupla agora.
Sobram 57,6 menos 10, que dá 47,6 km ainda em obra. E 10 dividido por 57,6 dá 0,174, ou cerca de 17% da etapa, o mesmo percentual que a nota oficial registra. Dividindo 47,6 por 10, o que falta equivale a 4,76 vezes o trecho que abre na quarta.
O que já saiu do chão no resto do trecho
Fora dos 10 km, a obra anda em ritmos diferentes. O balanço estadual registra que a limpeza do terreno chegou a cerca de 50% da extensão, a terraplenagem a aproximadamente 40% e a drenagem se aproxima de 30%.
Na pavimentação, o balanço oficial registra mais de 15 km de concreto compactado com rolo e mais de 13 km de pavimento de concreto.
A terraplenagem é o serviço que corta e aterra o chão até deixar a plataforma no nível do projeto. A drenagem são as valetas, bueiros e canais que tiram a água da chuva de cima da pista. Sem as duas, não há onde assentar o pavimento.
Pista de concreto, e não de asfalto
A duplicação da BR-304 usa pavimento de concreto, e não o asfalto da pista antiga. A receita dessa pista está numa nota do DNIT de maio, do dia em que o órgão autorizou mais um lote e visitou as obras entre Assú e Mossoró.
Por baixo, diz a nota, vai um reforço de 10 cm de macadame seco, uma camada de pedra britada. Em cima dele entram 10 cm de concreto compactado a rolo, o CCR, um concreto mais seco que é espalhado e apertado por rolo compressor. Por cima vem a placa de concreto, com 20 cm.
Conforme o DNIT, o projeto tem canteiro central de 7 metros, duas faixas de 3,60 metros e acostamentos de 1 metro do lado de dentro e 2,5 metros do lado de fora. Com o canteiro no meio, cada sentido da pista dupla fica do seu lado.
Quanto custa e quando deve terminar
O governo do estado informa investimento total de R$ 376 milhões na etapa 1B da duplicação da BR-304. O número muda conforme o documento, e vale saber de onde vem cada um.
Na licitação do DNIT, o valor estimado era de R$ 375,4 milhões. A vencedora foi a Construtora Luiz Costa, de Mossoró, com proposta de R$ 367 milhões, e o contrato foi publicado no Diário Oficial da União em 31 de dezembro de 2025. Segundo a nota do DNIT de maio, o lote tinha investimento de aproximadamente R$ 370 milhões.
A ordem de serviço saiu no fim de janeiro e as máquinas começaram em março, segundo o governo, que fala em prazo de execução de 24 meses. O contrato publicado em dezembro previa 36 meses a partir da ordem de serviço, com vigência de 42 meses.
A conta das datas é simples. Somando 24 meses à ordem de serviço do fim de janeiro de 2026, a entrega cairia no início de 2028. Com 36 meses, no início de 2029.
O que muda para quem passa por ali
Segundo o governo do estado, é por essa rodovia que passam carga e produção industrial, mineral e agrícola do Rio Grande do Norte.
A segunda pista, conforme o governo, serve para aumentar a capacidade da rodovia e melhorar a segurança viária e a circulação. O objeto do contrato do DNIT fala em adequação de capacidade, duplicação, melhoria da segurança viária e eliminação de trechos críticos.
Por que a BR-304 pesa tanto no RN
A BR-304 tem 317 km dentro do Rio Grande do Norte, contando a parte em que divide o traçado com a BR-101 em Natal e Parnamirim, informa o governo. Ela começa no viaduto do Quarto Centenário, em Natal, e segue até o Ceará.
Segundo o DNIT, a rodovia é uma diagonal de 418 km, de Natal a Beberibe, no Ceará. Para o órgão, ela é a principal ligação entre a capital e o interior, com cidades importantes como Mossoró.
Os outros pedaços da duplicação
A duplicação da BR-304 foi dividida em cinco lotes, conforme a nota estadual. O de Assú e Mossoró foi o primeiro contrato.
O segundo lote da duplicação da BR-304, chamado de 2D, tem 38,1 km de Tabajara até Riachuelo, do km 242 ao km 280,1, informa o DNIT. As obras foram autorizadas em 18 de maio, com investimento de R$ 204,4 milhões e vigência contratual de 42 meses.
No mesmo dia, segundo a mesma nota, o DNIT assinou o contrato de R$ 78 milhões para terminar a travessia de Macaíba e a Reta Tabajara, em 4,4 km, com um viaduto de acesso ao aeroporto de São Gonçalo do Amarante. Os demais lotes cobrem outros segmentos da rodovia no estado.
A partir da quarta (30), os primeiros 10 km da BR-304 depois de Assú, no sentido Mossoró, passam a ter pista dupla. Os outros 47,6 km da etapa 1B seguem em obra.
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BR-304
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

