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Caminhoneiro de 50 anos sobrevive a tombamento de carreta em Goiás, consegue sair da cabine e pedir socorro, mas um enxame de abelhas toma conta da área, dificulta a chegada das equipes e transforma o acidente em uma tragédia após mais de 400 picadas
Escrito por Noel Budeguer
Publicado em 07/09/2026 às 07:51
Atualizado em 07/09/2026 às 07:52
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André Martins da Silva saiu vivo da carreta após o acidente, mas um enxame cercou a área e impediu que socorristas conseguissem alcançá-lo a tempo
O que inicialmente parecia ser um grave acidente de trânsito com sobreviventes terminou de uma maneira completamente inesperada em São Domingos, no nordeste de Goiás. O caminhoneiro André Martins da Silva, de 50 anos, conseguiu deixar a carreta depois de um tombamento, mas acabou atacado por um enxame enquanto estava em uma área de mata às margens da rodovia.
Socorristas chegaram a ouvir André pedindo ajuda, porém a quantidade de insetos tornou perigosa qualquer aproximação sem equipamento adequado. A Polícia Científica constatou posteriormente mais de 400 ferroadas no corpo e apontou choque anafilático como causa da morte. O caso ocorreu em 31 de agosto de 2026 e foi relatado por veículos como Mais Goiás, Jornal do Vale e Metrópoles, com informações do Corpo de Bombeiros, Samu e Polícia Científica.
Carreta carregada com casquinha de algodão saiu da pista e tombou na GO-463
André trabalhava na região e dirigia uma carreta carregada com casquinha de algodão quando ocorreu o acidente. O tombamento foi registrado próximo ao km 4 da GO-463, em uma área rural de São Domingos.
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Paulo Nogueira
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Informações locais apontam que a ocorrência aconteceu por volta das 17h30, em um trecho situado entre o entroncamento da GO-463 com a BR-020 e a ligação com a GO-558. As circunstâncias exatas que levaram o veículo a sair da pista, porém, ainda não foram esclarecidas publicamente.
Caminhoneiro conseguiu sair sozinho da cabine após sobreviver ao tombamento
Apesar da gravidade do acidente e da posição em que a carreta ficou, André sobreviveu ao impacto inicial e conseguiu deixar o veículo. Algumas informações divulgadas após a ocorrência indicaram que ele não apresentava ferimentos graves aparentes provocados pelo tombamento.
Foi justamente depois de sair da carreta que a situação mudou. André acabou em uma área de mata próxima à rodovia, onde foi cercado pelo enxame. Outro homem que viajava no veículo também foi atacado.
Enxame tomou a área e transformou o resgate em uma operação de alto risco
A presença das abelhas criou um segundo cenário de emergência. Não bastava chegar até as vítimas: os próprios profissionais envolvidos no atendimento corriam o risco de sofrer um ataque semelhante.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas a concentração de insetos dificultava a entrada na mata. André ainda estava vivo durante parte dessa mobilização e seus pedidos de ajuda podiam ser ouvidos pelos profissionais que estavam na estrada.
Socorrista ouviu André pedir ajuda, mas não conseguia atravessar as abelhas
Um dos relatos mais dramáticos veio do técnico de enfermagem Cláudio Matias, que participou do atendimento e falou posteriormente à TV Anhanguera.
Ele contou que a equipe conseguia ouvir o caminhoneiro gritando por socorro dentro da mata, mas que avançar naquele momento poderia fazer com que os próprios profissionais se transformassem em novas vítimas.
Matias chegou a improvisar uma tentativa de proteção usando um lençol da ambulância, óculos, máscara e ataduras, mas a quantidade de abelhas tornou impossível chegar com segurança até André. O socorrista relatou ainda a frustração de saber que havia uma pessoa viva pedindo ajuda a poucos metros de distância sem que a equipe tivesse condições de alcançá-la.
Bombeiros precisaram controlar o enxame antes de conseguir chegar até o motorista
Diante da situação, o Corpo de Bombeiros Militar de Goiás também foi acionado. Uma equipe de Campos Belos se deslocou para a região e precisou realizar procedimentos para conter o enxame e permitir uma aproximação mais segura.
Quando os bombeiros finalmente conseguiram alcançar o ponto onde André estava, entretanto, o caminhoneiro já não apresentava sinais de vida. A morte foi constatada ainda no local do acidente.
Perícia encontrou mais de 400 ferroadas espalhadas pelo corpo
Depois que a área foi liberada para o trabalho pericial, a Polícia Científica de Goiás realizou os procedimentos no corpo do caminhoneiro.
O médico legista identificou mais de 400 ferroadas. De acordo com as informações divulgadas pela Polícia Científica, a causa da morte foi registrada como choque anafilático, uma reação alérgica grave que pode comprometer rapidamente funções vitais.
O resultado reforçou que André havia conseguido sobreviver à primeira emergência, o tombamento da carreta, mas não resistiu ao segundo acontecimento ocorrido poucos minutos depois.
Homem que viajava com André também foi atacado, mas conseguiu sobreviver
André não estava sozinho no veículo. Mais Goiás identificou o outro ocupante como Ivanei Figueiredo, que também foi atingido pelas abelhas.
Ele conseguiu sobreviver e recebeu atendimento médico. As primeiras informações apontaram que foi socorrido pelo Samu e encaminhado para atendimento hospitalar. Diferentes veículos divulgaram locais distintos de internação, incluindo São Domingos e Formosa, por isso não há confirmação pública suficiente sobre todo o percurso hospitalar realizado após o resgate.
Acidente aconteceu na GO-463, apesar de publicação citar a BR-020
Uma informação que merece atenção é a localização. Metrópoles publicou que o acidente aconteceu na BR-020, mas as coberturas locais com dados atribuídos às equipes de emergência situam o tombamento no km 4 da GO-463.
O trecho fica próximo ao entroncamento com a BR-020, o que pode explicar a divergência. Para localizar precisamente a ocorrência, portanto, as informações mais detalhadas disponíveis apontam para a GO-463, em São Domingos.
Vídeo mostra carreta tombada e abelhas, mas autoria da gravação não foi confirmada
Também circulam imagens feitas após o acidente nas quais é possível observar a carreta tombada e abelhas voando próximas ao local.
Metrópoles informou que se acredita que o próprio André estivesse fazendo o registro quando começou a ser atacado. Entretanto, até o momento, não há confirmação oficial de que o caminhoneiro tenha sido o autor da gravação.
Por isso, embora o vídeo ajude a dimensionar a presença dos insetos depois do tombamento, não é possível afirmar com segurança que aquelas foram imagens registradas pelo motorista pouco antes de morrer.
Motivo que fez a carreta sair da pista ainda não foi esclarecido
A sequência posterior ao tombamento está relativamente bem documentada pelas equipes de emergência e pela perícia, mas permanece uma questão aberta: o que provocou o acidente inicial.
Até as últimas informações divulgadas, não havia uma conclusão pública sobre falha mecânica, velocidade, condições da pista ou qualquer outro fator que pudesse explicar por que a carreta saiu da rodovia.
Assista o vídeo
O que está confirmado é a sucessão incomum de acontecimentos: André sobreviveu ao tombamento, conseguiu sair da cabine, ainda pediu ajuda, mas a presença de um enxame transformou o local em uma área praticamente inacessível para os primeiros socorristas. Quando foi possível chegar até ele, o caminhoneiro de 50 anos já havia morrido após sofrer centenas de ferroadas.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Noel Budeguer.

