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Capaz de atingir Mach 1,4 e 55 mil pés de altitude, Nasa testa avião supersônico quase silencioso e vai medir se ele consegue voar acima da velocidade do som sem produzir o forte estrondo que limita esse tipo de viagem sobre cidades
Escrito por Andriely Medeiros de Araújo
Publicado em 09/09/2026 às 06:54
Atualizado em 09/09/2026 às 06:55
Ciência e Tecnologia
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O avião X-59 da Nasa avança nos testes para descobrir se é possível viajar acima da velocidade do som com um estrondo sônico muito mais silencioso.
Viajar acima da velocidade do som sem os fortes estrondos provocados por aeronaves supersônicas é um dos principais desafios estudados pela Nasa. O X-59 foi desenvolvido justamente para investigar essa possibilidade dentro da missão Quesst, que busca reunir dados para futuros voos comerciais supersônicos sobre áreas terrestres.
A aeronave já passou por diferentes avaliações e agora se aproxima da fase dedicada ao comportamento acústico. Antes disso, precisou demonstrar estabilidade e desempenho em diversas condições de voo.
Próxima fase vai avaliar o estrondo sônico
A validação acústica utilizará equipamentos instalados no solo e no ar para medir e caracterizar o som produzido pelo X-59 ao ultrapassar a velocidade do som.
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Larry Cliatt, líder técnico de validação acústica da missão Quesst, afirmou que essa etapa marca o início da principal investigação científica do projeto.
“Construir e voar uma aeronave totalmente nova é uma realização extraordinária, mas a próxima fase é onde a verdadeira pesquisa começa”, explicou.
Os dados deverão indicar se a tecnologia empregada na aeronave consegue reduzir significativamente o impacto sonoro dos voos supersônicos.
Aeronave já atingiu Mach 1,4
A campanha começou com testes básicos, incluindo verificações de voo, pouso e estabilidade. Depois, o X-59 atingiu sua velocidade de cruzeiro prevista de Mach 1,4, equivalente a 924 mph, além da altitude de 55 mil pés.
Os ensaios passaram a abranger diferentes condições de velocidade e altitude. A entrada de ar instalada na parte superior da aeronave, responsável por conduzir o ar ao único motor GE-F414, também apresentou o desempenho esperado.
Entre os voos, pilotos, engenheiros e equipes de manutenção analisam os resultados e fazem ajustes. O software de controle recebeu pequenas modificações, e um problema relacionado à interpretação de alertas também foi corrigido.
Testes confirmam previsões dos engenheiros
Os resultados indicam que o comportamento do X-59 permanece próximo do previsto. Antes da construção da aeronave, a equipe utilizou modelos computacionais e testes em túnel de vento para antecipar seu desempenho.
Um “gêmeo digital” em tempo real compara os dados dos voos com as simulações. As avaliações consideram controle, estabilidade, cargas estruturais e resposta às forças aerodinâmicas.
Até agora, não foram identificados problemas inesperados, como instabilidade ou vibração excessiva. O piloto de testes Nils Larson definiu a experiência como “empolgante, mas sem acontecimentos”.
25º voo aproxima X-59 da avaliação acústica
O 25º voo ocorreu em 21 de agosto, na Califórnia, durou 72 minutos e levou o X-59 a Mach 1,2 e aproximadamente 49 mil pés de altitude. A operação foi acompanhada por uma aeronave de perseguição.
Com essa marca, a Nasa se aproxima da etapa em que o som produzido pelo avião será colocado à prova. A missão Quesst pretende descobrir se o X-59 consegue gerar um estrondo muito mais silencioso que o associado aos aviões supersônicos convencionais.
Se os resultados confirmarem as expectativas, os dados obtidos poderão ajudar a desenvolver novas formas de transporte supersônico e contribuir para que esse tipo de voo volte a ser considerado sobre áreas terrestres.
Fonte
Olhar Digital
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Andriely Medeiros de Araújo.

