3 min de leitura
Catadora de Chapecó trabalha há 40 anos nas ruas, criou quatro filhos recolhendo materiais recicláveis e ainda empurra carrinho pesado mesmo com hérnia de disco e osteoporose; em dias fracos, diz conseguir apenas R$ 15 e afirma que a renda mensal costuma ficar entre R$ 200 e R$ 300
Escrito por Bruno Teles
Publicado em 17/09/2026 às 22:06
Atualizado em 17/09/2026 às 22:07
Curiosidades
Canal
Seja o primeiro a reagir!
Prefira o CPG no Google
Neli recolhe materiais recicláveis nas ruas de Chapecó, no Oeste catarinense, há 40 anos e criou quatro filhos com esse trabalho. Mesmo com hérnia de disco e osteoporose, empurra um carrinho pesado. Em alguns dias, ganha uns R$ 15. No mês, a renda fica entre R$ 200 e R$ 300
Neli roda as ruas de Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, todos os dias atrás de material reciclável. Ela faz isso há 40 anos, empurrando um carrinho grande e pesado, mesmo com hérnia de disco e osteoporose.
As informações foram publicadas pelo portal ND Mais em 17 de setembro de 2026, em reportagem de Larissa Dalberto. A rotina da catadora foi gravada nesta semana pelo influenciador digital Leonardo Battiston, de Chapecó.
Neli está há 40 anos nas ruas de Chapecó recolhendo reciclável
A catadora recolhe plásticos, latas e outros materiais que podem ser vendidos. Tudo vai para o carrinho, que ela mesma empurra pela cidade.
ARTIGO CONTINUA ABAIXO
Veja também
Foi com esse trabalho que Neli sustentou a família. “Já são 40 anos. Criei meus quatro filhos assim”, contou.
Hérnia de disco e osteoporose não tiraram a catadora das ruas
Neli convive com hérnia de disco e osteoporose. Os problemas limitam o peso que ela pode carregar.
Mesmo assim, ela segue na coleta. “Eu tenho hérnia de disco e osteoporose, daí não posso carregar muito peso. Pelo certo eu não poderia nem estar trabalhando, mas a gente precisa!”, desabafou.
“Às vezes dá uns 15 pila”: quanto rende um dia de coleta
Neli contou que nem sempre consegue encher o carrinho em um único dia. Depois de uma jornada inteira recolhendo material, o dinheiro pode ser de só alguns reais.
“Às vezes dá uns 15 pila”, relatou a catadora.
Renda do mês fica entre R$ 200 e R$ 300, segundo Neli
No fim do mês, todo esse esforço rende entre R$ 200 e R$ 300, segundo a própria Neli.
O valor vem de horas de caminhada pelas ruas de Chapecó, carregando material, apesar das limitações físicas.
Influenciador levou flores à catadora no meio do trabalho
Leonardo Battiston encontrou Neli durante uma ação do projeto “Quarta Love”, que ele mantém nas redes sociais.
A proposta é abordar pessoas nas ruas, entregar flores e conhecer um pouco da história de cada uma. A abordagem aconteceu enquanto Neli trabalhava.
Catadora agradeceu e falou de quem ajuda no caminho
Surpresa com as flores, Neli agradeceu o gesto. Ela também falou das pessoas que encontra pelas ruas de Chapecó e que, como o influenciador, ajudam na rotina de coleta.
“Graças a Deus encontro uns filhos dEle que nem você pra ajudar a gente”, disse a catadora.
Na sua opinião, catadores como Neli, que passam décadas recolhendo reciclável nas ruas, deveriam receber algum apoio fixo do poder público? Deixe sua opinião nos comentários.
Tags
catadora de recicláveis Chapecó
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

