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Catarinense transforma cerca de 100 garrafas PET, 100 caixas longa vida e tubos de PVC em aquecedor solar capaz de levar água a aproximadamente 38 °C no inverno e 50 °C no verão, usando o próprio calor do sol e circulação natural sem bomba elétrica
Escrito por Bruno Teles
Publicado em 14/09/2026 às 12:25
Ciência e Tecnologia
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José Alcino Alano, de Tubarão (SC), criou em 2002 um aquecedor solar com cerca de 100 garrafas PET, 100 caixas longa vida e tubos de PVC. A água circula por termossifão, sem bomba elétrica, e medições do projeto apontaram cerca de 38 °C no inverno e 50 °C no verão.
José Alcino Alano, morador de Tubarão, em Santa Catarina, montou em 2002 um aquecedor solar de água com cerca de 100 garrafas PET, 100 embalagens longa vida e tubos de PVC. O equipamento usa o calor do sol para aquecer a água e a faz circular sem bomba elétrica, por um movimento natural chamado termossifão. No modelo original, medições divulgadas pelo projeto apontaram água próxima de 38 °C no inverno catarinense e até cerca de 50 °C no verão.
As informações foram publicadas pelo Portal 6 em 14 de setembro de 2026, em texto de Leticia Teixeira. A reportagem explica como o sistema funciona, o que ele exige na instalação e por que não significa o fim imediato do chuveiro elétrico.
Invenção nasceu em 2002 para dar destino a embalagens acumuladas em casa
O aquecedor solar com garrafas PET foi desenvolvido em 2002 por José Alcino Alano, em Tubarão. A ideia nasceu da tentativa de dar uma nova utilidade a embalagens que se acumulavam na casa dele, segundo o Portal 6.
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Paulo Nogueira
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O resultado foi um coletor artesanal que eleva a temperatura da água sem precisar de eletricidade para movimentá-la, diferente do chuveiro elétrico, que depende de uma resistência.
Primeiro protótipo usou cerca de 100 garrafas PET, 100 caixas longa vida e tubos de PVC
O primeiro protótipo reuniu aproximadamente 100 garrafas PET, 100 embalagens longa vida e tubos de PVC. São materiais que normalmente vão para o lixo ou para a reciclagem, e a reportagem destaca justamente esse reaproveitamento como o ponto que chama atenção no projeto.
Garrafas cortadas envolvem os tubos, e caixas pintadas de preto absorvem o calor
As garrafas PET transparentes são cortadas e encaixadas ao redor dos tubos de PVC. Dentro delas ficam as embalagens longa vida, preparadas e pintadas de preto, assim como parte da tubulação.
A cor escura absorve melhor a radiação solar, enquanto as garrafas formam uma espécie de cobertura ao redor do conjunto, conforme a descrição do Portal 6.
Água fria desce, esquenta e sobe sozinha: o termossifão dispensa a bomba elétrica
A água fria desce do reservatório para o coletor instalado no telhado. Conforme aquece, fica menos densa e sobe naturalmente de volta ao reservatório.
Esse movimento recebe o nome de termossifão. É ele que faz a água circular sem nenhuma bomba elétrica, o que elimina o consumo de energia para movimentar o sistema.
Princípio é o mesmo dos aquecedores solares comerciais, com materiais diferentes
O funcionamento segue o mesmo princípio básico dos sistemas residenciais de aquecimento solar de água vendidos no mercado, segundo a reportagem. A diferença está nos componentes: os coletores comerciais utilizam materiais e peças próprias, enquanto o modelo de Alano usa embalagens descartadas.
Medições apontaram cerca de 38 °C no inverno e até 50 °C no verão
No modelo original, medições divulgadas pelo projeto registraram temperaturas próximas de 38 °C durante o inverno catarinense. No verão, a água chegou a até cerca de 50 °C.
Os valores dependem das condições do dia, conforme o Portal 6. Não se trata de temperatura garantida, e sim de resultados medidos em determinadas condições de sol.
Instalação exige dimensionar coletores, inclinação, orientação e reservatório
Colocar algumas garrafas no telhado não basta, alerta a reportagem. Quantidade de coletores, inclinação, orientação solar, posição do reservatório e consumo de água precisam entrar no dimensionamento do sistema.
Reservatório isolado reduz a perda de temperatura
A água aquecida deve ficar armazenada em um recipiente devidamente isolado. Sem isolamento, parte do calor obtido com o sol se perde antes do banho.
Dias nublados e chuva prolongada derrubam o desempenho
Dias nublados, períodos prolongados de chuva e aumento do consumo podem diminuir o rendimento do aquecedor solar com garrafas PET. Por isso, segundo o Portal 6, residências podem manter um sistema complementar para quando o sol não for suficiente.
Uma alternativa citada é o chuveiro híbrido, que utiliza outra fonte de água quente e aciona a resistência elétrica apenas quando necessário.
Estrutura do telhado, conexões e pressão precisam ser avaliadas antes do uso
Apesar da simplicidade dos materiais, alterações hidráulicas e instalação sobre o telhado exigem cuidado. Estrutura, conexões, pressão da água e resistência dos componentes precisam ser avaliadas antes do uso no dia a dia, conforme a reportagem.
Invenção não decreta o fim do chuveiro elétrico, mas reduz a energia gasta no banho
O aquecedor criado por José Alcino Alano não representa o fim imediato do chuveiro elétrico tradicional, segundo o Portal 6. O que ele demonstra é que materiais reaproveitados podem formar um coletor solar funcional e reduzir a energia necessária para esquentar a água do banho.
Em resumo, o sistema de 2002 segue como referência de reaproveitamento: cerca de 100 garrafas PET, 100 caixas longa vida e tubos de PVC, água circulando por termossifão e temperaturas medidas entre cerca de 38 °C e 50 °C, com limitações em dias sem sol e exigências de instalação.
Você montaria um aquecedor solar com garrafas PET no telhado da sua casa, ou prefere investir em um sistema comercial ou no chuveiro híbrido? Deixe sua opinião nos comentários.
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aquecedor solar com garrafas PET
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

