5 min de leitura
Com água pela cintura, empreendedora de 25 anos faz live de vendas, usa celular e bateria portátil, apresenta botas, alimentos e produtos domésticos, enquanto vizinhos passam por ela de canoa nas Filipinas
Escrito por Flavia Marinho
Publicado em 03/09/2026 às 22:45
Atualizado em 03/09/2026 às 22:46
Curiosidades
Canal
Seja o primeiro a reagir!
Prefira o CPG no Google
Em julho de 2025, Maica Mendoza manteve uma live de vendas em Bulacan, nas Filipinas, usando celular e bateria portátil enquanto a enchente cobria as ruas, cercava casas e obrigava moradores a circular de canoa.
A live de vendas de Maica Mendoza permaneceu no ar enquanto a água alcançava sua cintura em Bulacan, nas Filipinas. Aos 25 anos, ela apresentou botas, alimentos e produtos domésticos diante do celular, enquanto moradores atravessavam a rua alagada em canoas.
A cena foi registrada em 25 de julho de 2025. A apuração foi publicada pela Reuters, agência internacional de notícias responsável pelo registro em vídeo. Maica afirmou que faz vendas ao vivo desde 2020 e que aquela atividade era uma forma de ganhar dinheiro.
O telefone, a conexão e uma bateria portátil permitiram que a transmissão continuasse mesmo com as ruas tomadas pela água. A adaptação manteve o contato com possíveis compradores, mas não tornou a enchente segura para a empreendedora, os moradores ou os equipamentos.
ARTIGO CONTINUA ABAIXO
Veja também
Recomendado para você
Economia
Portos do Arco Norte já escoam 46,12% do milho exportado pelo Brasil, enquanto embarques do cereal crescem 10,53% em 2026
O Arco Norte respondeu por 46,12% do milho exportado pelo Brasil entre janeiro e julho de 2026, enquanto os embarques nacionais do cereal cresceram 10,53% e chegaram a 9,8 milhões…
Paulo Nogueira
0
A live de vendas continuou com água pela cintura
Maica apareceu diante do celular usando botas altas próprias para entrar na água. A enchente chegava à cintura, nível que cobre toda a parte inferior do corpo e dificulta enxergar o chão, os obstáculos e o ponto exato onde os pés encostam.
Assista o vídeo
Ela não estava apenas mostrando a inundação. A empreendedora conduzia uma live de vendas, modalidade em que a pessoa apresenta produtos por vídeo e conversa com o público naquele momento. A atividade seguiu em meio a ruas e casas alagadas.
A razão apresentada por Maica foi direta: aquela era sua maneira de obter renda. A transmissão mostra como uma ferramenta digital pode preservar uma atividade comercial quando o espaço físico deixa de funcionar normalmente, embora essa possibilidade tenha limites claros diante do perigo.
Botas, alimentos e produtos domésticos entraram na transmissão
Entre os itens exibidos estavam produtos domésticos, alimentos e botas altas semelhantes às que Maica usava. A própria enchente dava uma utilidade imediata às botas, mas a venda não se limitava a produtos ligados ao alagamento.
Ao apresentar objetos variados, ela manteve o formato comum das vendas ao vivo: mostrar o produto diante da câmera e falar diretamente com quem acompanhava. O ambiente, porém, era completamente fora do comum, com água pela cintura e canoas circulando ao fundo.
O contraste tornou a cena forte. De um lado, havia uma atividade da economia digital feita por celular. Do outro, uma comunidade com deslocamento terrestre interrompido, casas cercadas pela água e moradores procurando meios alternativos para atravessar as ruas.
Celular e bateria portátil formaram a estrutura mínima
Maica usou um telefone celular para transmitir e manteve perto dele uma bateria portátil, também conhecida como power bank. O equipamento serve para recarregar o aparelho quando não há uma tomada disponível por perto.
A Reuters, agência internacional de notícias que divulgou as imagens do caso, registrou o celular e a bateria usados durante a transmissão. Não há informação sobre a operadora, o tipo de conexão ou a duração daquela live.
Mesmo com poucos aparelhos, a operação dependia de energia armazenada e sinal de internet. Sem bateria, o celular poderia desligar. Sem conexão, Maica perderia o contato imediato com o público e não conseguiria manter a apresentação ao vivo.
Comércio digital encontrou uma cidade alagada
As vendas ao vivo permitem que pequenos comerciantes apresentem mercadorias sem depender da presença do cliente no mesmo local. Em Bulacan, esse recurso ajudou Maica a continuar trabalhando mesmo quando a infraestrutura física estava interrompida pela enchente.
A transmissão, porém, não resolveu os problemas ao redor. Moradores usavam canoas para atravessar as ruas, enquanto casas permaneciam cercadas pela água. As imagens também mostraram uma mulher e uma criança caminhando na inundação com um colchão inflável.
O caso revela duas realidades ao mesmo tempo. A conexão móvel criou uma saída para manter a venda, mas a comunidade ainda enfrentava limitações concretas de circulação e segurança. A tecnologia preservou o contato comercial, sem substituir ruas transitáveis e espaços protegidos.
Resiliência econômica não elimina os riscos da enchente
Continuar a transmissão exigiu adaptação, mas a cena não deve ser tratada como incentivo para trabalhar em condições perigosas. Água na altura da cintura pode esconder desníveis e objetos, além de dificultar o equilíbrio e a movimentação.
Celulares e baterias também podem sofrer danos quando entram em contato com água. Manter esses aparelhos próximos de uma área inundada aumenta a necessidade de cuidado, sobretudo quando a pessoa precisa se mover sem enxergar todo o caminho.
A experiência de Maica representa resiliência econômica, pois ela tentou proteger sua renda usando os recursos disponíveis. Ao mesmo tempo, evidencia uma situação de exposição ao risco que não desaparece porque a transmissão funciona ou porque os produtos encontram compradores.
A transmissão revela adaptação, necessidade e vulnerabilidade
Maica Mendoza conseguiu manter sua atividade comercial com um celular, botas e uma bateria portátil enquanto a enchente alterava a rotina de Bulacan. A live aproximou a empreendedora dos clientes, mas também expôs o peso que uma infraestrutura interrompida coloca sobre quem depende da renda diária.
A imagem dos vizinhos passando de canoa enquanto ela vendia com água pela cintura resume esse contraste. O comércio digital pode ajudar durante uma crise, porém não substitui segurança nem reduz sozinho os efeitos de uma inundação.
Você faria uma transmissão nessas condições ou consideraria o risco alto demais? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe esta história.
Fonte
Reuters
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Flavia Marinho.

