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Idosa de 73 anos entra na floresta para colher cogumelos, passa três dias perdida comendo figos e bebendo pouca água até ser encontrada a apenas 2 km após busca com mais de 100 pessoas
Escrito por Noel Budeguer
Publicado em 04/09/2026 às 00:03
Atualizado em 04/09/2026 às 00:04
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Mulher desapareceu em uma floresta na Tailândia e sobreviveu durante cerca de três dias com frutos silvestres enquanto drones térmicos, cães e dezenas de voluntários procuravam por ela
Uma saída aparentemente simples para colher cogumelos terminou em uma operação de busca que mobilizou mais de 100 pessoas, drones equipados com câmeras térmicas e cães farejadores na Tailândia. Uma mulher de 73 anos, conhecida como Chan, entrou em uma região de floresta na província de Phetchabun e não conseguiu encontrar o caminho de volta.
Ela desapareceu em 2 de junho de 2026 e permaneceu sozinha na mata por aproximadamente três dias. Durante esse período, segundo seu próprio relato, conseguiu sobreviver comendo frutos silvestres de figueiras e administrando a pequena quantidade de água que havia levado consigo.
Chan foi localizada apenas em 5 de junho, debilitada e praticamente sem forças. O que chamou ainda mais atenção das equipes foi a distância: apesar de todo o aparato mobilizado para encontrá-la, a idosa estava a aproximadamente 2 quilômetros do ponto onde havia desaparecido.
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Idosa saiu para colher cogumelos e não voltou para casa
Chan vivia na região de Kan Chu, no distrito de Bueng Sam Phan, pertencente à província tailandesa de Phetchabun. No dia do desaparecimento, ela entrou em uma área de floresta próxima à comunidade de Ban Talat Mai com o objetivo de procurar cogumelos.
A atividade é comum em diferentes regiões rurais da Tailândia, especialmente durante períodos em que determinados cogumelos e outros alimentos silvestres podem ser encontrados nas matas. Desta vez, entretanto, Chan acabou se afastando e não conseguiu identificar o caminho para retornar.
Quando a mulher não voltou para casa, familiares, moradores da região e autoridades começaram as buscas. Com o passar das horas e sem qualquer sinal da idosa, a operação foi ampliada.
Mais de 100 pessoas entraram na operação com drones térmicos e cães
O desaparecimento mobilizou uma grande estrutura de busca. De acordo com os relatos divulgados pela imprensa tailandesa, mais de 100 pessoas participaram dos trabalhos, entre autoridades locais, policiais, militares, voluntários, moradores e equipes especializadas em resgate.
Foram utilizados drones com câmeras térmicas, capazes de detectar diferenças de temperatura mesmo em locais de vegetação fechada, além de cães das forças policiais e militares treinados para localizar pessoas desaparecidas.
As equipes percorreram diferentes trechos da floresta durante vários dias. O terreno e a vegetação dificultavam a visualização, enquanto a idade da mulher aumentava a preocupação com sua capacidade de permanecer por tanto tempo sem alimentação adequada e com pouca água.
Mesmo com toda a tecnologia disponível, Chan continuava desaparecida.
Figos silvestres e pouca água ajudaram mulher de 73 anos a sobreviver
Enquanto dezenas de pessoas procuravam por ela, a idosa tentava se manter viva com o que conseguia encontrar na própria floresta. Segundo Chan contou após o resgate, ela encontrou frutos silvestres de figueira e passou a comê-los para controlar a fome.
A mulher também tinha consigo uma pequena quantidade de água. Sem saber quando seria encontrada, passou a consumir o líquido em pequenas porções para tentar fazê-lo durar o máximo possível.
Não há indicação de que Chan tenha conseguido fazer refeições ou encontrar outra fonte regular de alimento durante o período. Aos 73 anos, portanto, ela passou cerca de três dias exposta às condições da mata, sustentando-se praticamente com os frutos encontrados no local e a água que carregava.
Quando os socorristas finalmente chegaram até ela, seu estado físico já mostrava o impacto do período de isolamento.
Equipe encontrou idosa sentada na mata e extremamente debilitada
Na manhã de 5 de junho, as equipes retomaram as buscas pela região. Por volta do meio-dia, um dos grupos finalmente encontrou Chan.
A mulher estava sentada em meio à floresta, exausta e com pouca força, mas permanecia consciente e conseguia conversar com os socorristas. Segundo os relatos divulgados depois do resgate, ela própria reconheceu que não sabia por quanto tempo mais teria conseguido resistir.
Os primeiros cuidados foram prestados ainda no local. Em seguida, a idosa foi retirada da área de mata e encaminhada ao Hospital Bueng Sam Phan, onde passou por avaliação médica e recebeu atendimento após os dias desaparecida.
Apesar do desgaste físico, ela foi encontrada viva.
Ela estava a apenas 2 quilômetros do ponto onde desapareceu
Um dos aspectos mais surpreendentes do caso foi a posição em que Chan apareceu. A idosa estava a aproximadamente 2 quilômetros do local de onde havia partido, uma distância relativamente pequena diante da dimensão da operação montada para encontrá-la.
As equipes relataram ainda que já haviam passado anteriormente por áreas próximas ao ponto onde ela foi localizada, sem conseguir perceber sua presença.
Em uma floresta fechada, entretanto, poucos metros podem ser suficientes para esconder completamente uma pessoa. Vegetação, relevo, ruídos e mudanças constantes de direção também podem fazer alguém perdido caminhar em círculos ou permanecer muito próximo do ponto inicial sem conseguir retornar.
Idosa disse que uma mulher desconhecida permaneceu ao lado dela na floresta
Assista o vídeo
Depois do resgate, Chan fez ainda uma declaração incomum sobre os dias em que permaneceu desaparecida.
Segundo a própria idosa, uma mulher desconhecida teria aparecido na floresta e ficado ao lado dela durante parte do período em que esteve perdida. Chan afirmou que essa pessoa não conversava com ela e também não teria indicado qualquer caminho para sair da mata.
O relato chamou atenção na Tailândia e ganhou destaque em veículos locais. Entretanto, não há confirmação independente de que outra mulher tenha realmente permanecido com Chan, nem informações de que as equipes tenham localizado uma segunda pessoa no local.
Por isso, o episódio permanece apenas como parte do relato feito pela própria sobrevivente depois que foi encontrada.
Caso terminou após três dias de buscas em Phetchabun
Chan desapareceu em 2 de junho e foi localizada em 5 de junho de 2026. Alguns veículos tailandeses descreveram o episódio como quatro dias porque o desaparecimento atravessou quatro datas do calendário, enquanto outros contabilizaram aproximadamente três dias completos na floresta.
O resultado, porém, foi o mesmo: depois de vários dias, mais de 100 pessoas mobilizadas e uma operação que utilizou drones térmicos e cães, a mulher de 73 anos foi encontrada viva a apenas cerca de 2 quilômetros de onde havia desaparecido.
Durante o período em que esteve perdida, ela contou que precisou depender de frutos encontrados na própria floresta e de uma pequena reserva de água — recursos mínimos que se tornaram essenciais até a chegada das equipes de resgate.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Noel Budeguer.

