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Depois de desafiar um mercado dominado por homens e ajudar a criar o Nubank, Cristina Junqueira constrói fortuna estimada em R$ 8,61 bilhões, se torna uma das mulheres mais ricas do Brasil e concilia o império financeiro com a criação de quatro filhos em meio à expansão da fintech nos Estados Unidos
Escrito por Ana Alice
Publicado em 13/09/2026 às 21:17
Atualizado em 13/09/2026 às 21:18
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Entre uma fortuna bilionária, quatro filhos e funções estratégicas no Nubank, Cristina Junqueira mantém uma rotina marcada por organização, exercícios, compromissos familiares e uma agenda que ela própria costuma reconstruir periodicamente.
Cristina Junqueira construiu parte de sua fortuna ao transformar o Nubank em uma das maiores plataformas financeiras digitais do mundo, mas a rotina da empresária de 43 anos não se resume a reuniões, expansão internacional e números bilionários.
Mãe de quatro filhos, ela mantém uma agenda organizada em torno de trabalho, exercícios, compromissos familiares e prioridades que afirma revisar periodicamente.
Em 2026, essa rotina ganhou uma nova dimensão profissional.
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Paulo Nogueira
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Além de continuar como cofundadora e Chief Growth Officer do Nu, Cristina passou a liderar a preparação da operação bancária da companhia nos Estados Unidos, onde deverá atuar como CEO.
O cargo aparece tanto na página oficial de executivos do grupo quanto no relatório anual mais recente entregue à SEC, reguladora do mercado americano.
Ao mesmo tempo, a família cresceu.
Depois das filhas Alice, Bella e Anna, Cristina anunciou em 2024 a chegada do quarto filho, Leo.
Em uma publicação feita após o nascimento, ela definiu família e Nubank como duas de suas principais prioridades.
A combinação entre uma empresa avaliada em dezenas de bilhões de dólares, quatro crianças e uma atuação frequente nas redes ajuda a explicar por que organização virou parte recorrente do discurso da executiva.
Cristina Junqueira aparece entre as brasileiras bilionárias em 2026
Os números sobre a fortuna de Cristina mudaram bastante desde a abertura de capital do Nubank.
Quando a Nu Holdings estreou na Bolsa de Valores de Nova York, em dezembro de 2021, a companhia alcançou avaliação superior a US$ 50 bilhões.
Naquele momento, a participação acionária de Cristina fez com que ela se tornasse bilionária, ainda que inicialmente por um período relativamente curto diante das oscilações posteriores das ações.
Em 2026, seu patrimônio voltou a colocá-la com folga nesse grupo.
Na lista anual de bilionários publicada pela Forbes em março de 2026, Cristina aparecia com fortuna estimada em US$ 1,9 bilhão, cerca de R$ 9,9 bilhões na conversão utilizada pela revista.
Ela ocupava a terceira posição entre as brasileiras mais ricas da relação internacional, atrás de Vicky Safra e Ana Lucia de Mattos Barretto Villela.
Como acontece com patrimônios fortemente ligados a ações, o número varia diariamente.
A página em tempo real da Forbes registrava aproximadamente US$ 1,8 bilhão em 7 de agosto de 2026, mostrando como a estimativa pode mudar conforme a cotação da Nu Holdings.
Cristina também permanece como um caso incomum entre as maiores fortunas femininas brasileiras.
Segundo a Forbes, ela está entre as poucas bilionárias brasileiras consideradas self-made, ou seja, cujo patrimônio não veio principalmente de herança.
A publicação também a descreve como a primeira mulher no Brasil a alcançar patrimônio bilionário a partir de uma fintech.
Quatro filhos cresceram junto com a trajetória do Nubank
A maternidade acompanhou praticamente toda a história do banco digital.
Alice, a filha mais velha, nasceu em 2014, quando o Nubank ainda preparava seus primeiros produtos.
A Exame relembrou que Cristina estava grávida de sete meses durante uma importante captação da empresa e assinou documentos relacionados ao investimento já na maternidade.
Anos depois, outra gestação coincidiu com um dos momentos mais simbólicos da companhia.
Em dezembro de 2021, Cristina participou do IPO do Nubank em Nova York grávida de oito meses de Anna, sua terceira filha.
A família ainda aumentaria novamente.
No Dia das Mães de 2024, ela anunciou publicamente que esperava o quarto filho.
Meses depois, Cristina usou o LinkedIn para comunicar a chegada de Leo e relacionou o momento familiar ao reconhecimento recebido naquele ano do Financial Times.
Hoje, portanto, são Alice, Bella, Anna e Leo dividindo espaço em uma rotina que também envolve a expansão internacional do Nubank.
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Agenda de Cristina Junqueira é reorganizada para eliminar excessos
Um dos hábitos mais curiosos de Cristina não envolve finanças diretamente.
A executiva já explicou nas próprias redes que, pelo menos a cada seis meses, costuma apagar compromissos de sua agenda e reconstruí-la praticamente do zero.
A ideia, segundo ela, é observar quais compromissos realmente continuam alinhados às prioridades daquele momento e retirar tarefas que passaram a consumir tempo sem entregar valor proporcional.
Em outra publicação, Cristina afirmou que a agenda precisa refletir aquilo que alguém diz considerar importante.
Nesse planejamento entram compromissos profissionais, viagens e reuniões estratégicas, mas também acontecimentos familiares, como os aniversários dos filhos.
A lógica ajuda a explicar o perfil disciplinado associado à empresária.
Não se trata simplesmente de preencher cada horário disponível.
A proposta defendida por Cristina é justamente revisar periodicamente o calendário para impedir que compromissos antigos continuem ocupando espaço apenas por hábito.
Rotina começa cedo antes das reuniões
Uma reportagem publicada pela Gazeta do Povo em agosto de 2026 descreveu uma rotina que começa antes das seis horas da manhã.
Segundo o veículo, Cristina pratica exercícios físicos e participa da tarefa de levar os quatro filhos à escola antes de entrar na sequência de reuniões do dia.
Reportagens anteriores também mostraram que a executiva procura delimitar parte do fim do dia para a família.
O Correio, citando informações atribuídas à Forbes, relatou que ela costumava trabalhar até aproximadamente 18h30 ou 19h antes de direcionar a atenção à rotina doméstica.
Esse equilíbrio, porém, nunca foi apresentado pela própria Cristina como algo simples.
Ao anunciar o nascimento de Leo, ela escreveu que conciliar vida pessoal e os desafios diários da liderança exige esforço e descreveu a construção da família e do Nubank como prioridades paralelas de sua vida.
Redes sociais viraram extensão da atuação profissional
Cristina também mantém presença frequente fora dos canais institucionais do banco.
No LinkedIn, onde publica reflexões sobre liderança, carreira, organização e expansão do Nu, seu perfil aparecia recentemente com mais de 780 mil seguidores.
O Instagram também é usado para conteúdos pessoais e profissionais.
A Exame destacou anteriormente as tradicionais caixas de perguntas publicadas pela executiva, nas quais ela responde seguidores sobre carreira, família e valores pessoais.
Essa presença digital também permite acompanhar momentos menos corporativos.
Foi pelas redes que Cristina anunciou a quarta gravidez, falou sobre a chegada de Leo e compartilhou reflexões sobre a relação com Rubens Pereira, seu companheiro há quase duas décadas.
Em vez de limitar sua exposição à posição de executiva, ela transformou os perfis em uma espécie de extensão pública de temas que aparecem repetidamente em suas palestras: liderança, maternidade, prioridades e construção de empresas.
Antes do Nubank, Cristina passou pelo sistema bancário tradicional
A trajetória que terminou em uma fintech bilionária começou dentro das instituições que ela depois ajudaria a desafiar.
Nascida em Ribeirão Preto, Cristina foi criada no Rio de Janeiro e depois estudou Engenharia de Produção na Universidade de São Paulo.
Sua formação inclui graduação e mestrado pela USP e um MBA na Kellogg School of Management, da Northwestern University, nos Estados Unidos.
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Antes de fundar o Nubank, trabalhou com consultoria e passou pelo Itaú Unibanco.
A Forbes registra que ela chegou a comandar a maior divisão de cartões de crédito do banco antes de deixar o mercado tradicional para se juntar a David Vélez e Edward Wible.
Os três fundaram o Nubank em 2013.
A ideia era oferecer serviços financeiros digitais com menos burocracia e uma experiência diferente daquela encontrada nos grandes bancos tradicionais.
Primeiros anos do Nubank coincidiram com a primeira maternidade
Uma parte importante da história de Cristina ajuda a dimensionar o quanto empresa e família cresceram simultaneamente.
Quando teve a primeira filha, o Nubank ainda era uma startup em estágio inicial.
Em entrevista resgatada pela Forbes, ela contou que deu à luz em uma quarta-feira e já estava novamente envolvida com o trabalho na segunda-feira seguinte.
A própria empresária passou posteriormente a tratar essa experiência de maneira mais ampla ao discutir os desafios enfrentados por mulheres que conciliam maternidade e carreira.
Anos depois, o cenário havia mudado completamente.
Quando estava grávida da terceira filha no IPO de 2021, o pequeno negócio fundado em uma casa alugada em São Paulo já estava sendo listado na Bolsa de Nova York com avaliação superior a US$ 50 bilhões.
Com o quarto filho, em 2024, Cristina já aparecia regularmente em rankings internacionais de liderança e riqueza.
A evolução dos dois lados ocorreu praticamente em paralelo.
Cristina deixou comando do Nubank Brasil e ganhou função global
Outra mudança importante ocorreu na carreira executiva.
Cristina assumiu a presidência do Nubank no Brasil em 2021, mas não ocupa mais esse cargo.
Desde agosto de 2022, atua como Chief Growth Officer do grupo, enquanto Lívia Chanes assumiu posteriormente a liderança brasileira.
Em 2026, o foco de Cristina passou a incluir um projeto ainda maior.
O Nu avançou com o planejamento de sua entrada bancária nos Estados Unidos, e os documentos oficiais da companhia identificam Cristina como CGO e CEO da futura operação americana.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Ana Alice.

